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TRATAMENTO

Tratamento medicamentoso da dor

Escolha, ajuste e revisão dos remédios para dor na consulta médica.

Remédios para dor de músculo, articulação, nervo e cabeça

Remédio escolhido pelo tipo de dor, com meta e prazo de revisão

Na consulta, escolho o remédio pelo tipo de dor: de músculo, articulação ou tendão, de nervo, de cabeça ou difusa. Reviso o que a pessoa já usa, combino a tarefa que precisa melhorar e o prazo do teste, e planejo a redução quando o remédio deixa de ser necessário.

Fisiatria USPDor AMBAcupuntura médicaDor crônica

Base técnica

Remédio para dor: tipo de dor, classe, meta e retirada.

O remédio para dor é usado para permitir sono, movimento, autocuidado e participação nas atividades. A classe é escolhida pelo diagnóstico. Quando a dor tem mais de um mecanismo, cada um tem alvo e medida de resposta próprios.

O que é

Remédio escolhido depois do diagnóstico

O tratamento medicamentoso faz parte da consulta. Antes de escolher uma classe, pergunto onde dói, se a dor irradia, há quanto tempo o padrão mudou e qual tarefa deixou de ser possível.

A escolha muda com o tipo de dor: dor de músculo, articulação ou tendão (nociceptiva), dor por lesão ou doença de um nervo (neuropática), dor de cabeça e dor difusa por alteração no processamento da dor (nociplástica).

Revisão

Tudo o que já está em uso, com ou sem receita

Quando a dor já é tratada com mais de um produto, reviso o conjunto: o motivo de cada um, o benefício observado e os efeitos indesejados.

Essa comparação mostra o mesmo princípio ativo sob nomes diferentes, interações possíveis e uma reação que começou depois de uma mudança no tratamento.

Meta e prazo

Uma tarefa a melhorar e uma data de revisão

Antes da primeira dose, combino uma tarefa concreta, como dormir sem acordar pela dor, caminhar até um ponto definido ou reduzir crises, e os efeitos que encerram a tentativa.

No prazo combinado, comparo a mesma tarefa, a intensidade da dor e os efeitos durante o dia.

Retirada

Redução gradual, um remédio por vez

Com melhora estável, reduzo um remédio por vez para ver o que ainda é necessário.

Pregabalina, gabapentina, antidepressivos usados para dor, opioides e alguns relaxantes musculares são reduzidos aos poucos, em passos combinados na consulta.

Na consulta

Lista de remédios, diagnóstico e plano com data de revisão.

A consulta reúne a história da dor, o exame físico, os exames já feitos e a lista de medicamentos, com dose e frequência. Com o diagnóstico e o tipo de dor definidos, indico o remédio, mantenho o que está ajudando ou planejo a troca.

Quando outro médico prescreve parte dos remédios, ajusto ou coordeno a prescrição com ele. Mantenho o remédio que tem indicação atual e um resultado observável.

  • RevisaRemédios prescritos e sem receita, fitoterápicos e suplementos, com dose e horário.
  • DefineClasse, via, tarefa a melhorar e prazo do teste.
  • AcompanhaDor, função, sono e efeitos adversos em cada retorno.

Para que é usado

Quatro tipos de dor e as classes de remédio usadas em cada um

Anti-inflamatórios na dor musculoesquelética, moduladores de dor na dor neuropática, remédio de crise e preventivo nas cefaleias e complemento do plano na dor difusa.

Coluna e articulações

Dor de coluna, articulação, tendão e músculo

Na dor na coluna e na artrose, o anti-inflamatório pode reduzir a dor o suficiente para recuperar uma tarefa, como caminhar, sentar ou dormir. É usado na menor dose e pelo menor tempo. Na dor musculoesquelética aguda, o relaxante muscular é previsto para períodos curtos.

Neuropática

Queimação, choque e dor ao toque no território de um nervo

Na dor neuropática, as opções iniciais são amitriptilina, duloxetina, gabapentina e pregabalina. Escolho entre elas pela causa, pelo sono, pelo humor, pela função dos rins e pelo risco de queda. Na neuralgia do trigêmeo, as primeiras escolhas são carbamazepina e oxcarbazepina.

Cefaleias

Remédio de crise e preventivo na enxaqueca

O plano de crise define a classe e a via: analgésico, anti-inflamatório ou triptano, o remédio específico da crise de enxaqueca. O preventivo é tomado de forma regular para reduzir os dias de enxaqueca, a intensidade das crises e a necessidade de remédio de crise. Mais sobre enxaqueca e cefaleias.

Dor difusa

Fibromialgia e dor com sensibilização

Na fibromialgia, duloxetina, pregabalina ou amitriptilina podem ser usadas em pessoas selecionadas, como complemento de um plano que também cuida de sono, exercício e rotina. A escolha parte dos sintomas que mais limitam a pessoa.

Para quem é indicado

Quem pode se beneficiar do tratamento medicamentoso

A indicação parte da consulta: tipo de dor, tarefa a recuperar e remédios já em uso.

01

Dor que impede dormir, caminhar ou trabalhar

O alívio é medido por uma tarefa: voltar a caminhar, dormir sem acordar pela dor ou participar da reabilitação.

02

Quem usa vários remédios para dor

A revisão do conjunto mostra o que cada um trouxe de benefício, o que se repete e o que pode ser simplificado.

03

Remédio em uso há meses

Revejo o motivo inicial, a dose realmente usada, a tarefa e os efeitos, e decido entre manter, trocar ou retirar.

04

Pessoa idosa com sonolência, tontura ou queda

Procuro a relação de tempo entre a queda, a tontura ou a confusão e o início, o aumento ou a combinação de remédios. Mais sobre quedas e dor em idosos.

Passo a passo

Como o remédio é escolhido e acompanhado

A escolha é feita na consulta, com a lista de remédios em mãos. O retorno compara a mesma tarefa combinada no início.

  1. 01

    Revisar o que já usa

    Nome, dose e horário dos remédios prescritos e sem receita, fitoterápicos, suplementos, alergias e reações anteriores.

  2. 02

    Escolher a classe e a via

    Tipo de dor, diagnóstico, outras doenças e remédios em uso definem a classe e a via, como gel ou comprimido.

  3. 03

    Combinar meta e prazo

    Ficam registrados a tarefa a melhorar, a data da revisão e os efeitos que encerram a tentativa.

  4. 04

    Reavaliar

    Com ganho na função e efeitos toleráveis, o remédio é mantido. Sem ganho, troco a classe ou revejo o diagnóstico.

Como entra no plano

Remédio junto de reabilitação, procedimentos e acupuntura médica

O remédio é revisto junto com a reabilitação e pode ser combinado com procedimentos e acupuntura médica, dentro do tratamento multimodal.

Procedimentos

Bloqueios, PENS e infiltrações

Na dor neuropática, o bloqueio ajuda a confirmar o território, a medicação reduz a sensibilização e a neuromodulação periférica (PENS) modula o sinal periférico, em sequência planejada. Um procedimento simples, como uma infiltração, pode reduzir a dor, permitir a reabilitação e diminuir o uso de medicações de maior risco.

Enxaqueca

Preventivo, Botox e bloqueio do nervo occipital

Na enxaqueca crônica, o plano combina prevenção medicamentosa, Botox para enxaqueca, sono, exercício e revisão do uso de analgésicos. Em situações selecionadas, o bloqueio do nervo occipital pode ser discutido como complemento enquanto o preventivo é ajustado.

Acupuntura

Dor, sono e sensibilização

A acupuntura médica tem papel em dor, sono, tensão protetora e sensibilização, e pode entrar no mesmo plano que o remédio.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre remédios para dor

Preciso levar a lista dos remédios que uso?

Sim. Leve uma lista atualizada com nome e dose dos remédios prescritos e sem receita, fitoterápicos e suplementos, além de alergias e reações anteriores. Fotografar as caixas ajuda a conferir o princípio ativo de cada produto.

Qual remédio é indicado para a minha dor?

Depende do tipo de dor. Dor de articulação ou tendão, dor de nervo, enxaqueca e dor difusa têm escolhas diferentes, e a decisão também considera as outras doenças e os remédios que a pessoa já usa.

Em quanto tempo dá para saber se o remédio está ajudando?

O prazo é combinado antes da primeira dose e depende da classe. O teste de um anti-inflamatório é curto. Com a amitriptilina, alguma melhora pode surgir em uma ou duas semanas, e o efeito sobre a dor pode levar até seis semanas. Um preventivo oral da enxaqueca é julgado depois de três meses na dose-alvo.

Posso parar o remédio quando a dor melhorar?

Pode, com a redução combinada na consulta. Antidepressivos usados para dor, gabapentina, pregabalina e opioides podem causar sintomas quando suspensos de uma vez, por isso reduzo aos poucos, um remédio por vez.

Uso analgésico em muitos dias do mês para dor de cabeça. Isso muda o tratamento?

Sim. O uso repetido de remédio de crise pode manter a dor de cabeça frequente. Conto em quantos dias do mês cada classe foi usada e, quando há uso excessivo, combino a redução planejada do analgésico com o início ou o ajuste do preventivo.

Referências selecionadas

Avaliação médica

Avaliação para escolher ou rever remédios para dor em São Paulo

Leve a lista de remédios com dose e horário. A consulta define o que manter, trocar ou reduzir.

Agendar avaliação (WhatsApp, abre em nova aba)

Aplicação clínica

Reavaliação, troca e combinação de remédios.

A reavaliação compara o benefício na função, os efeitos adversos e a necessidade de manter cada remédio. A resposta é medida por função, sono, movimento, crises e uso de medicação.

Quando a resposta é insuficiente, separo três situações. Um efeito adverso que impediu a dose de subir é um problema de tolerância. Uma dose bem tolerada, mantida por tempo adequado e sem ganho de função é falta de efeito. Uso irregular ou interrompido cedo é um teste incompleto. Cada situação leva a um passo próprio: ajustar, trocar de classe ou rever o diagnóstico.

A combinação de dois remédios entra depois de uma resposta parcial a uma classe bem tolerada. O segundo age por outro mecanismo, e o ganho adicional é medido pela mesma tarefa definida no início. Antes de somar, registro a resposta à opção atual e mudo uma variável por vez.

Quando um opioide é considerado, combino antes o benefício esperado, os riscos, metas observáveis, como caminhar até o trabalho ou dormir com menos interrupções, e a estratégia de saída. A codeína com paracetamol pode ter lugar por período curto em dor aguda de causa conhecida.

Segurança: o que revejo antes de prescrever e sinais de alerta

  1. 01
    Antes de prescrever

    Rim, estômago, fígado, coração, pressão arterial, gestação, amamentação, consumo de álcool, alergias e todos os remédios em uso mudam a escolha da classe, da dose e da via.

  2. 02
    Anti-inflamatórios

    História de úlcera ou sangramento digestivo, idade avançada, doença renal, insuficiência cardíaca, pressão de difícil controle e uso de anticoagulante, antiagregante ou corticoide pedem avaliação antes da primeira dose. A partir de 20 semanas de gestação, os anti-inflamatórios são evitados, salvo orientação do obstetra.

  3. 03
    Sonolência, tontura e quedas

    Pregabalina, gabapentina, amitriptilina, relaxantes musculares e opioides podem causar sonolência e tontura; em pessoas idosas, esses efeitos podem aparecer como queda ou confusão. Álcool, remédios para dormir e a soma dessas classes aumentam a sedação e o risco para a respiração. Antes de dirigir, a pessoa precisa saber como reage ao remédio.

  4. 04
    Sinais que pedem atendimento imediato

    Vômito com sangue, fezes pretas, dor no peito, dificuldade para respirar, sonolência com dificuldade para despertar, confusão intensa, desmaio, convulsão ou inchaço de rosto, boca, língua ou garganta: procure um pronto-socorro ou acione o SAMU pelo 192.

Coluna

Dor lombar e ciática

Na lombalgia, o remédio alivia o sintoma e acompanha a reabilitação. Na ciática, o resultado é julgado por três critérios juntos: menos dor, melhora para caminhar, sentar ou dormir e ausência de efeito adverso novo.

Joelho

Artrose do joelho

Na artrose do joelho, começo pelo anti-inflamatório em gel, que deixa menos medicamento circulando pelo organismo, e considero o comprimido quando o gel é insuficiente.

Nervo

Neuropatia diabética e neuralgia pós-herpética

Na neuropatia diabética dolorosa e na neuralgia pós-herpética, a pregabalina pode reduzir a dor. Na neuropatia diabética, cada tentativa começa com uma data de revisão e um ganho observável, como menos despertares, mais tolerância ao calçado ou caminhada mais estável.

Enxaqueca

Escolha do preventivo

Os preventivos orais clássicos são remédios de pressão, de epilepsia ou antidepressivos que também reduzem crises. Outra doença presente pode decidir a escolha: pressão alta favorece um remédio de pressão, e insônia favorece a amitriptilina. O resultado é medido no diário de crises.

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