Aplicação clínica
Reavaliação, troca e combinação de remédios.
A reavaliação compara o benefício na função, os efeitos adversos e a necessidade de manter cada remédio. A resposta é medida por função, sono, movimento, crises e uso de medicação.
Quando a resposta é insuficiente, separo três situações. Um efeito adverso que impediu a dose de subir é um problema de tolerância. Uma dose bem tolerada, mantida por tempo adequado e sem ganho de função é falta de efeito. Uso irregular ou interrompido cedo é um teste incompleto. Cada situação leva a um passo próprio: ajustar, trocar de classe ou rever o diagnóstico.
A combinação de dois remédios entra depois de uma resposta parcial a uma classe bem tolerada. O segundo age por outro mecanismo, e o ganho adicional é medido pela mesma tarefa definida no início. Antes de somar, registro a resposta à opção atual e mudo uma variável por vez.
Quando um opioide é considerado, combino antes o benefício esperado, os riscos, metas observáveis, como caminhar até o trabalho ou dormir com menos interrupções, e a estratégia de saída. A codeína com paracetamol pode ter lugar por período curto em dor aguda de causa conhecida.
Segurança: o que revejo antes de prescrever e sinais de alerta
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Antes de prescrever
Rim, estômago, fígado, coração, pressão arterial, gestação, amamentação, consumo de álcool, alergias e todos os remédios em uso mudam a escolha da classe, da dose e da via.
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Anti-inflamatórios
História de úlcera ou sangramento digestivo, idade avançada, doença renal, insuficiência cardíaca, pressão de difícil controle e uso de anticoagulante, antiagregante ou corticoide pedem avaliação antes da primeira dose. A partir de 20 semanas de gestação, os anti-inflamatórios são evitados, salvo orientação do obstetra.
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Sonolência, tontura e quedas
Pregabalina, gabapentina, amitriptilina, relaxantes musculares e opioides podem causar sonolência e tontura; em pessoas idosas, esses efeitos podem aparecer como queda ou confusão. Álcool, remédios para dormir e a soma dessas classes aumentam a sedação e o risco para a respiração. Antes de dirigir, a pessoa precisa saber como reage ao remédio.
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Sinais que pedem atendimento imediato
Vômito com sangue, fezes pretas, dor no peito, dificuldade para respirar, sonolência com dificuldade para despertar, confusão intensa, desmaio, convulsão ou inchaço de rosto, boca, língua ou garganta: procure um pronto-socorro ou acione o SAMU pelo 192.
Dor lombar e ciática
Na lombalgia, o remédio alivia o sintoma e acompanha a reabilitação. Na ciática, o resultado é julgado por três critérios juntos: menos dor, melhora para caminhar, sentar ou dormir e ausência de efeito adverso novo.
Artrose do joelho
Na artrose do joelho, começo pelo anti-inflamatório em gel, que deixa menos medicamento circulando pelo organismo, e considero o comprimido quando o gel é insuficiente.
Neuropatia diabética e neuralgia pós-herpética
Na neuropatia diabética dolorosa e na neuralgia pós-herpética, a pregabalina pode reduzir a dor. Na neuropatia diabética, cada tentativa começa com uma data de revisão e um ganho observável, como menos despertares, mais tolerância ao calçado ou caminhada mais estável.
Escolha do preventivo
Os preventivos orais clássicos são remédios de pressão, de epilepsia ou antidepressivos que também reduzem crises. Outra doença presente pode decidir a escolha: pressão alta favorece um remédio de pressão, e insônia favorece a amitriptilina. O resultado é medido no diário de crises.


