Aplicação clínica
Tecido, nervo, músculo, sono e sensibilização no mesmo plano.
Dor persistente pode envolver tecido, nervo, músculo, sono, medo de movimento, descondicionamento e sensibilização. O plano multimodal escolhe poucas peças com função definida.
Em dor crônica, repetir uma técnica isolada pode trazer alívio curto sem mudar função. Tratamento multimodal começa identificando quais mecanismos são dominantes agora e quais estão mantendo o quadro.
Um paciente pode precisar de reabilitação, medicação, acupuntura, sono, bloqueio, infiltração, toxina botulínica, ondas de choque, PENS ou educação em dor. As peças entram em sequência, cada uma com motivo e critério de continuidade.
Na clínica, procedimento no mesmo dia exige alvo claro e segurança. O procedimento já é planejado junto com reabilitação, ajuste de carga e reavaliação.
Plano multimodal: etapas e metas
- 01
Mecanismo dominante
Nociceptivo, neuropático, miofascial, articular, tendíneo, inflamatório ou sensibilização.
- 02
Primeira meta
Dormir, caminhar, levantar braço, reduzir crises, tolerar exercício ou diminuir medicação de resgate.
- 03
Peças complementares
Cada técnica entra para resolver uma parte específica.
- 04
Revisão objetiva
O que não melhora dor, função ou tolerância deve ser ajustado ou retirado.
Dor lombar persistente
Pode combinar educação, exercício, acupuntura, bloqueio diagnóstico, medicação e progressão de carga conforme hipótese.
Queimação e choque
Pode exigir medicação, investigação de causa, bloqueio, PENS, toxina botulínica ou dessensibilização.
Ponto-gatilho e proteção muscular
Dry needling, infiltração, acupuntura, toxina com alvo definido e fortalecimento precisam conversar.
Dor ao esforço
Carga, força, ondas de choque, laser e retorno gradual são ajustados por fase e tolerância.


