Aplicação clínica
Botox para enxaqueca crônica com diagnóstico e diário de dor.
A toxina botulínica tipo A tem papel preventivo em enxaqueca crônica. A indicação depende de frequência de crises, uso de analgésicos, tratamentos prévios e exclusão de sinais de alerta.
Enxaqueca crônica tem critério próprio. Em geral, envolve muitos dias de dor no mês, sintomas associados, impacto funcional e, frequentemente, uso repetido de medicações de resgate.
O protocolo de aplicação segue pontos padronizados em regiões como fronte, têmporas, nuca, cervical e trapézio, com ajustes clínicos quando necessário. A resposta é preventiva e costuma ser medida em semanas, por diário de dor.
A consulta diferencia enxaqueca, cefaleia tensional, cervicogênica, neuralgia occipital, DTM, sinusite e sinais de alerta. Se houver dor súbita máxima, déficit neurológico, febre, alteração visual importante ou mudança abrupta do padrão, a rota é outra.
Antes de aplicar
- 01
Confirmar enxaqueca crônica
Frequência, características da dor, sintomas associados e impacto funcional sustentam o diagnóstico.
- 02
Revisar uso de analgésicos
Abuso de medicação pode manter cefaleia, e a revisão do uso entra no plano.
- 03
Medir por diário
Dias de dor, intensidade, resgate, gatilhos e faltas ajudam a avaliar resposta.
- 04
Procedimento no mesmo dia com alvo definido
Quando a consulta confirma alvo, segurança, consentimento e logística, procedimentos como ondas de choque, infiltração, bloqueio, toxina botulínica, agulhamento, acupuntura, laser ou PENS podem ser realizados na própria clínica. Quando há dúvida diagnóstica, risco medicamentoso ou necessidade de exame, a conduta é programada.
Resposta preventiva em semanas
O objetivo é reduzir dias de dor e impacto ao longo de semanas e ciclos, não abortar crise no momento da aplicação.
Distribuição padronizada
A aplicação segue áreas relacionadas à enxaqueca crônica, com dose total e pontos definidos por protocolo e exame.
Componente cervical pode coexistir
Dor cervical e pontos-gatilho podem amplificar cefaleia, mas não explicam toda enxaqueca.
Ajuste por função
Sono, faltas, uso de resgate, náuseas, fotofobia e capacidade de trabalhar ajudam a decidir continuidade.



