Aplicação clínica
Reabilitação com tarefa, dose e medida definidas.
A dose do exercício é definida pelo que limita a tarefa. Na fraqueza por desuso ou por dor, a progressão pode aumentar resistência, repetições ou complexidade da tarefa.
Na sarcopenia, o programa mantém o aumento progressivo da carga. Quando o movimento básico está sob controle, entra o treino de potência: a fase de levantar ou empurrar é feita com mais velocidade, e o retorno, de forma controlada. O treino de equilíbrio e o aeróbico complementam o treino resistido.
Nos tendões, a progressão passa da força controlada para o armazenamento e a liberação de energia, como saltos e corrida, antes da exigência completa do esporte. Para quem não pratica esporte, o ponto de chegada é a tarefa do dia a dia: descer escadas, levantar da cadeira, agachar.
Quando a dor impede o treino, investigo a causa e trato a origem da dor, para que a pessoa volte a treinar. Na artrose do joelho, a forma do exercício muda e a carga continua: cadeira mais alta, máquina ou amplitude parcial, com progressão a partir daí.
Segurança: o que é verificado antes do treino e os sinais de alerta
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Antes de começar
Fratura ou cirurgia recente, doença aguda, doença cardíaca ou pulmonar, neuropatia e risco de queda definem a carga de início, o grau de supervisão e o ritmo da progressão.
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Depois de queda ou trauma
Dor intensa, deformidade, inchaço importante ou incapacidade de apoiar o peso ou de mover o braço pedem pronto-socorro antes de qualquer exercício.
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Sinais que interrompem o treino
Fraqueza nova, dormência que avança, alteração para urinar ou evacuar, dor no peito, falta de ar, desmaio ou articulação quente e inchada com febre: o treino é interrompido e a pessoa procura um pronto-socorro ou liga para o SAMU 192.
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Reações esperadas e ajuste da carga
Esforço é esperado, e uma reação leve e breve depois da sessão pode ser aceitável. Dor que cresce de uma sessão para a outra, queda de força, inchaço da articulação ou perda de função no dia seguinte levam a reduzir a carga e a rever o diagnóstico.
Lombalgia
O programa pode combinar força, resistência, mobilidade, condicionamento aeróbico e controle de movimento. A escolha considera o padrão clínico, a capacidade atual, a preferência da pessoa e o que ela consegue fazer com regularidade. Mais sobre dor na coluna.
Ruptura do manguito rotador
A reabilitação começa por movimento apoiado, amplitude menor ou treino dos músculos que colaboram na tarefa, e avança para rotação, elevação, empurrar, puxar e carregar. Mais em cirurgia ou fisioterapia na ruptura do manguito.
Tendinopatia glútea
O treino dos glúteos começa por contração sustentada, passa a movimentos lentos contra resistência e chega ao apoio em uma perna: degrau baixo, controle da pelve e variações de marcha. Mais sobre dor no quadril.
Exercício aeróbico e treino de força
Caminhada ou bicicleta podem ser fracionadas no início. O treino de força serve para recuperar tarefas concretas: levantar de uma cadeira, carregar objetos, subir degraus.



