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Dor, lesão e retorno ao esporte
Dor depois do treino pode ser adaptação esperada, sobrecarga ou lesão, e a primeira tarefa da consulta é separar esses três quadros. Algumas lesões são leves; outras pedem exame de imagem, cirurgia ou reabilitação prolongada. Depois de um impacto na cabeça com sintomas, a atividade para na hora e a pessoa precisa ser avaliada. Quem não consegue apoiar o pé depois de um trauma no tornozelo ou no pé precisa de avaliação para decidir sobre radiografia. Esses sinais estão reunidos no quadro de sinais de alerta mais abaixo.
A decisão de voltar, tomada junto com o atleta, se baseia no diagnóstico, no tecido lesado, na gravidade, na fase de cicatrização e na capacidade que a pessoa demonstra: força, mobilidade, controle, condicionamento e confiança, comparados com a demanda da atividade. Um corredor precisa tolerar impacto repetido; um tenista precisa acelerar, frear e golpear; quem faz musculação precisa produzir força em amplitudes específicas. O teste reproduz essas exigências em progressão.[1]
O retorno acontece em três etapas. Na participação, a pessoa treina com restrições. No retorno ao esporte, ela volta à modalidade, ainda sem o desempenho anterior. No retorno ao desempenho, recupera nível e tolerância competitiva. Separar as etapas permite testar o corpo em ambiente controlado antes de acrescentar velocidade, contato, fadiga e pressão de competição.[1]
O tempo continua relevante porque ligamento reconstruído, osso, tendão e músculo não recuperam a estrutura na mesma velocidade. Uma pessoa chega ao mês previsto com derrame articular (acúmulo de líquido dentro da articulação), fraqueza e medo; outra está forte, mas ainda numa fase biológica em que impacto ou contato são inadequados. Por isso eu uso critérios clínicos e tempo juntos. Nenhum teste elimina totalmente o risco de nova lesão.[3]
Dor após exercício
A primeira pergunta é qual tecido dói e em que tarefa ele falha. Músculo, tendão, ligamento e osso respondem de modo diferente à carga, e o teste que decide a volta muda conforme o tecido.
Na lesão aguda dos músculos posteriores da coxa, por exemplo, a história do mecanismo, o local da dor, a perda de força e a tolerância à corrida orientam a classificação e a reabilitação. Antes de progredir, comparo força, tolerância à corrida e resposta depois do esforço com as demandas do esporte, o mecanismo da lesão e o estado prévio do atleta.[2]
Também peço a carga recente em números: quilômetros, tiros (corridas curtas e rápidas), minutos, peso, repetições, saltos, sessões consecutivas e mudança de superfície. “Treinei mais” não mostra qual componente subiu. Sono, doença, viagem, alimentação insuficiente e outra competição também reduzem a recuperação. Na avaliação, relaciono o início dos sintomas com essa sequência de carga e verifico se a região falha numa tarefa específica. É essa análise que define quanto reduzir e qual capacidade reconstruir.
Exame físico
No exame, eu procuro primeiro dor focal, edema, integridade e estabilidade do tecido. Depois meço mobilidade, força, potência e resistência. Em seguida observo a tarefa do esporte, como corrida, salto, arremesso ou levantamento. Por fim, considero o contexto: posição no esporte, contato, fadiga e calendário.
Na entorse lateral aguda do tornozelo, os testes de estabilidade, o edema, a mobilidade, o equilíbrio, o apoio e a marcha graduam a limitação. Repetir as mesmas medidas nas consultas seguintes mostra se é hora de manter a proteção, aumentar a carga ou voltar às tarefas do esporte.[5]
Depois do exame básico, passo à tarefa esportiva. Corrida linear precede aceleração máxima e mudança de direção; salto com as duas pernas precede aterrissagem repetida numa perna só; gesto técnico sem oposição precede treino imprevisível. Durante a tarefa, observo dor, compensação, velocidade, controle e fadiga. Um lado com noventa por cento do resultado do outro pode parecer aceitável e ainda esconder fraqueza dos dois lados, se ambos perderam capacidade. Quando existe uma medida de antes da lesão, ela é a comparação mais informativa.[3]

Questionários de função, confiança e sintomas mostram o que o consultório não reproduz: se o joelho, o ombro ou o tornozelo falham durante o volume real de treino. Eles são lidos junto com a medida de força ou de movimento, e a discordância entre os dois também orienta. Teste bom com pouca confiança pede exposição progressiva; confiança alta com força baixa pede proteção contra um retorno impulsivo.[1]
Exames de imagem
Radiografia é a primeira escolha quando há suspeita de fratura, avulsão (quando o tendão ou o ligamento arranca um fragmento de osso), luxação (quando a articulação sai do lugar) ou alteração óssea. Depois de um trauma de tornozelo, os critérios de Ottawa, uma regra clínica que combina dor à palpação em pontos ósseos definidos ou incapacidade de apoiar, indicam quem precisa de radiografia e reduzem exames desnecessários. Um raio X normal não exclui toda lesão: fratura por estresse inicial, cartilagem, tendão, músculo e ligamento podem exigir outro método conforme a evolução e o exame.[7]
Na tendinopatia da porção média do tendão de Aquiles, o diagnóstico costuma ser clínico. Peço ultrassom ou ressonância magnética quando há dúvida diagnóstica, recuperação atrasada ou planejamento de procedimento, e escolho o método pela pergunta sobre esse tendão. O laudo é confrontado com a dor localizada, a força da panturrilha e a tolerância à carga.[6]
Na lesão dos posteriores da coxa, a progressão se apoia no exame, na força, na exposição à corrida e na tolerância ao sprint, a corrida em velocidade máxima. A imagem não precisa normalizar para cada decisão de retorno. A meta é recuperar produção de força e volume de corrida compatíveis com o esporte.[2]
Antes de pedir um exame, eu escrevo a pergunta: existe fratura, ruptura completa, lesão que muda o apoio, indicação cirúrgica ou complicação? A pergunta define o método e a urgência. Imagem sem hipótese encontra edema, fissuras e degeneração sem mostrar qual achado dói.
Lesão óssea por estresse
Quando a dor é focal num osso e aparece com o impacto, a suspeita é de lesão óssea por estresse. Nessa situação eu avalio em que osso está a lesão, a fase de cicatrização e os fatores que contribuíram: energia disponível, ciclo menstrual, alterações hormonais e treino.[8] A volta segue impacto graduado, com confirmação de consolidação quando indicada, e a resposta do dia seguinte pesa bastante para o osso.
Lesão óssea que se repete exige procurar a causa. A deficiência energética relativa no esporte (REDs) liga a baixa disponibilidade de energia, quando a alimentação não cobre o gasto do treino, a alterações hormonais, ósseas, imunológicas e de desempenho, e pode aumentar o risco de lesão óssea por estresse. Menstruação irregular, queda de libido, perda de peso, fadiga, lesões repetidas e mudança alimentar são pistas, e nenhuma delas fecha o diagnóstico sozinha. Nutrição, carga, saúde hormonal e fatores psicológicos são avaliados em equipe.[8]
Quando há suspeita de REDs, um instrumento clínico combina história, sinais e indicadores de saúde para graduar o risco. Conforme a gravidade e a evolução desses indicadores, a participação esportiva é mantida, modificada ou suspensa dentro de um plano multidisciplinar, e a classificação é revista quando os indicadores mudam. A lesão óssea focal segue, ao mesmo tempo, a própria rota de diagnóstico.[8]
Concussão
Concussão pode ocorrer sem perda de consciência. Dor de cabeça, tontura, confusão, amnésia, desequilíbrio, alteração visual, irritabilidade ou resposta lenta depois de um impacto exigem retirada da atividade e avaliação. A volta segue etapas: atividade limitada pelos sintomas, exercício, treino sem risco de colisão e, só depois de avaliação médica, contato e competição. Cada etapa precisa ser tolerada antes da seguinte, e bom condicionamento físico não libera o contato.[4] Os sinais que pedem pronto-socorro estão no quadro de sinais de alerta.
Tratamento
O tratamento segue o tecido e a fase da lesão. Remédio e frio controlam a dor sem aumentar força, estabilidade ou cicatrização, enquanto a capacidade volta com exercício dosado e progressão de carga, evitando imobilizar além do necessário.
Analgésicos, anti-inflamatórios e frio
O objetivo da analgesia é permitir sono, atividades básicas e participação segura na reabilitação, e a escolha é feita conforme o diagnóstico e a perda funcional. Paracetamol ou anti-inflamatórios podem ser usados em algumas lesões agudas, pesando benefício e risco.
Anti-inflamatórios por via oral exigem atenção a rim, estômago, pressão arterial, coração, uso de anticoagulantes e outras interações. Prefiro uma abordagem multimodal, que combina recursos, e reservo opioides para situações selecionadas, na menor dose e pelo menor tempo apropriados.[9] Frio de curta duração entra como complemento para a dor.[9]
Um teste de retorno feito sob dose incomum de analgésico pode superestimar a tolerância. Precisar de mais medicação de resgate para completar a mesma carga mostra que o controle do sintoma ainda não virou prontidão; nesse caso, anoto dose, horário e tarefa e repito a avaliação com um esquema estável. O efeito dos anti-inflamatórios sobre o reparo de osso, tendão e músculo varia com o tecido, a dose e a fase. Por isso, a decisão sobre o anti-inflamatório pesa a necessidade clínica e o risco.[9]
Lesão muscular
Na lesão muscular, o alvo é recuperar força em diferentes comprimentos e velocidades. A fase inicial protege contra alongamento ou carga excessiva, sem imobilizar além do necessário. Depois entram exercícios isométricos (contração sem movimento), concêntricos (o músculo encurta enquanto trabalha) e excêntricos (o músculo produz força enquanto alonga, como os posteriores da coxa ao controlar a perna na corrida), introduzidos conforme dor, amplitude e força. O programa avança até tarefas rápidas, porque força lenta não demonstra tolerância ao sprint.[2]
Nos posteriores da coxa, a reabilitação trabalha também quadril, tronco e perna como um conjunto e expõe o músculo à corrida de forma progressiva: corrida leve, acelerações, velocidades abaixo da máxima e estímulos próximos da demanda competitiva, com intervalos suficientes. Não há um limiar único que torne segura a volta à velocidade máxima. Dor, apreensão, perda de técnica ou piora depois do treino indicam ajuste de velocidade, volume ou recuperação.[2]
Para liberar, a pessoa precisa completar o gesto que causou a lesão e o volume esperado no treino. Palpação sem dor e força manual normal são critérios parciais. Comparo força, amplitude, sprint, desaceleração e repetições sob fadiga conforme a modalidade: no futebol, corrida de alta velocidade e mudança de direção; no levantamento, a amplitude e a carga do movimento; na dança, elasticidade e controle.[2]
Tendinopatia
Tendão transmite força entre músculo e osso. Tendinopatia é dor com perda de capacidade do tendão, geralmente ligada à carga, diferente de uma inflamação aguda simples. O tratamento principal é exercício progressivo de carga, com dose adaptada à irritabilidade e à função. A progressão passa de força controlada para armazenamento e liberação de energia, como saltos e corrida, antes da demanda esportiva completa.[6]
Na tendinopatia do Aquiles localizada no corpo do tendão, sem ruptura, o exercício de carga é feito com intensidade tão alta quanto tolerada, no mínimo três vezes por semana, e começa assim que for tolerado. Repouso completo não é indicado: a atividade continua dentro da tolerância, e a progressão não exige ausência total de dor. A resposta do tendão orienta o ajuste. Dor fora do corpo do Aquiles ou com padrão novo pede outro diagnóstico antes de repetir o programa.[6]
Entorse de tornozelo
Ligamento estabiliza a articulação. Depois de uma entorse de tornozelo, apoio precoce protegido, suporte externo e exercícios de mobilidade, força e equilíbrio são preferíveis à imobilização prolongada na maioria dos casos. Instabilidade que persiste pede treino neuromuscular e investigação de lesão associada. Para liberar, testo mudança de direção, salto, aterrissagem e confiança, além da caminhada. A tornozeleira reduz o risco em alguns contextos, mas não recupera controle nem força por conta própria.[5]
Reconstrução do ligamento cruzado anterior
Depois da reconstrução do ligamento cruzado anterior, a biologia do enxerto e a recuperação do joelho impõem um percurso mais longo. Voltar a correr exige inchaço do joelho ausente ou mínimo, amplitude adequada, força suficiente e tolerância às tarefas preparatórias. O esporte de pivô, com giros e mudanças bruscas de direção, acrescenta testes de força e salto, qualidade de movimento, preparo psicológico e exposição progressiva do joelho ao treino. Tempo e simetria entre as pernas entram na decisão junto com esses testes.[3]
Procedimentos e cirurgia
Algumas lesões precisam de procedimento ou de cirurgia, e o exame de imagem responde se há fratura, ruptura completa ou indicação cirúrgica. Depois de uma intervenção, antes de avançar o treino, repito força, impacto, gesto esportivo e resposta depois do esforço, e reclassifico em qual das três etapas de retorno a pessoa está.[1]
Retorno progressivo
Começo definindo as demandas do esporte: duração, distância, carga externa, velocidade, contato, superfície, posição e frequência semanal. Depois escolho uma versão reduzida que preserve o gesto sem expor a variável de maior risco. O corredor alterna trote e caminhada, o jogador faz técnica sem oposição, o levantador usa amplitude e carga menores. Aumento uma variável principal por vez, para saber qual aumento excedeu a capacidade.[1]
A sessão está aprovada quando técnica e sintomas ficam dentro do esperado para aquele tecido e a resposta depois do treino não mostra perda funcional. O dia seguinte informa muito sobre tendão, osso e sobrecarga. Inchaço da articulação, marcha pior, dor focal que aparece mais cedo, queda de força ou necessidade crescente de analgésico pedem um passo atrás. Uma sensação pequena e passageira pode ser aceitável em alguns programas, e nenhum limite numérico de dor serve para todas as lesões.[6]
Treino completo precede competição. A pessoa precisa tolerar volume, intensidade e imprevisibilidade parecidos com os da prova, de preferência em mais de uma exposição. Fadiga altera mecânica e decisão, e testes feitos com o corpo descansado não mostram todo o risco. Hesitação em salto, corte ou contato pode reduzir desempenho e aumentar compensação. Por isso eu meço o preparo psicológico junto com o físico, e o medo entra nessa medida.[3]

A margem de segurança depende da consequência de uma falha. Um tropeço na caminhada tem risco diferente de uma queda na escalada, de uma colisão no rúgbi ou de uma aterrissagem na ginástica. Quando a consequência é alta, a distância entre capacidade demonstrada e demanda precisa ser maior, e a supervisão ganha peso. Posição, nível competitivo e possibilidade de proteger a região mudam o risco da atividade; calendário e pressão externa mudam quanto risco se aceita.[1]
A decisão é compartilhada e repetida ao longo do processo. Atleta, equipe clínica, treinador e responsável pela competição podem valorizar resultados diferentes, mas todos trabalham com a mesma descrição da capacidade atual. Em cada etapa fica registrado o que foi combinado: restrições de treino, critérios para avançar, sinais que fazem recuar e data da nova avaliação. Quando calendário ou contrato pressionam pelo retorno, esse conflito fica declarado e registrado antes da liberação. Com ou sem pressão, a resistência biológica do tecido é a mesma.[1]
Prevenção de recorrência
Depois de uma entorse lateral do tornozelo, exercícios de propriocepção (a percepção da posição da articulação), equilíbrio e controle neuromuscular, que podem ser associados a uma órtese, como uma tornozeleira, reduzem a recorrência. A escolha depende da história de entorses e da instabilidade do tornozelo.[5]
Após lesão dos posteriores da coxa, a exposição à corrida de alta velocidade, ao sprint e ao fortalecimento em comprimento precisa continuar antes e durante o retorno às demandas que os exigem. Frequência, volume e manutenção seguem a demanda de sprint e a resposta do músculo.[2]
Na REDs, a prevenção depende de corrigir a baixa disponibilidade de energia e de acompanhar, com a equipe, os indicadores de saúde e desempenho que importam para aquele atleta. A liberação esportiva muda conforme o risco melhora ou piora.[8]
Os exercícios de prevenção, como força, equilíbrio, aterrissagem ou sprint, são escolhidos pela lesão e pelo esporte de cada pessoa.[1]
Sinais de alerta
Depois de impacto na cabeça, retire o atleta da atividade imediatamente. Convulsão, piora progressiva da consciência, vômitos repetidos, fraqueza focal ou dor cervical intensa pedem pronto-socorro ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), telefone 192. Não permita retorno no mesmo dia para testar melhora. Anote o mecanismo, os sintomas iniciais e qualquer piora durante a observação.[4]
Depois de trauma agudo de tornozelo ou pé, incapacidade de apoiar e caminhar ou dor à palpação nos pontos ósseos dos critérios de Ottawa justificam avaliação para radiografia, num pronto-socorro ou numa unidade de pronto atendimento (UPA). Se a radiografia inicial for normal e a dor persistir por mais de uma semana, a investigação seguinte é escolhida pela suspeita de fratura oculta, lesão osteocondral (da cartilagem e do osso logo abaixo dela) ou instabilidade. Até esclarecer um apoio doloroso que persiste, não use corrida ou salto como teste.[7]
Referências
- 2016 Consensus statement on return to sport from the First World Congress in Sports Physical Therapy. 2016. https://bjsm.bmj.com/content/50/14/853 (abre em nova aba)
- London International Consensus on hamstring injuries part 3. 2023. https://bjsm.bmj.com/content/57/5/278 (abre em nova aba)
- Aspetar clinical practice guideline on rehabilitation after anterior cruciate ligament reconstruction. 2023. https://bjsm.bmj.com/content/57/9/500 (abre em nova aba)
- Consensus statement on concussion in sport: Amsterdam 2022. 2023. https://bjsm.bmj.com/content/57/11/695 (abre em nova aba)
- Lateral Ankle Ligament Sprains: Clinical Practice Guidelines. 2021. https://www.jospt.org/doi/10.2519/jospt.2021.0302 (abre em nova aba)
Ver todas as 9 referências
- Achilles Pain, Stiffness, and Muscle Power Deficits: Midportion Achilles Tendinopathy Revision 2024. 2024. https://www.jospt.org/doi/10.2519/jospt.2024.0302 (abre em nova aba)
- ACR Appropriateness Criteria Acute Trauma to the Ankle. 2020. https://acsearch.acr.org/docs/69436/Narrative/ (abre em nova aba)
- 2023 International Olympic Committee consensus statement on Relative Energy Deficiency in Sport. 2023. https://bjsm.bmj.com/content/57/17/1073 (abre em nova aba)
- Clinical Practice Guidelines for Pain Management in Acute Musculoskeletal Injury. 2019. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6485308/ (abre em nova aba)
