Aplicação clínica
Eletroestimulação com corrente, local e objetivo definidos.
Eletroestimulação, eletroterapia e eletromodulação são nomes usados para correntes aplicadas pela pele. O efeito depende do tipo de corrente, da intensidade, da posição dos eletrodos e do que a pessoa faz enquanto a dor está menor.
As correntes aplicadas pela pele têm finalidades diferentes. A TENS e a corrente interferencial são usadas para aliviar a dor; a estimulação neuromuscular, para contrair um músculo que a pessoa ainda não consegue ativar bem sozinha.
Em revisão que reuniu 381 ensaios clínicos e mais de 24 mil adultos, a comparação com o placebo, feita com 91 ensaios, mostrou dor menor durante a TENS e logo depois dela. Por isso a aplicação é ligada a uma tarefa: fazer o exercício prescrito, caminhar uma distância maior, subir escadas. Na dor crônica, os estudos são pequenos e a resposta varia de pessoa para pessoa; a tarefa escolhida mostra, em cada caso, quanto a corrente ajuda.
Depois de cirurgia do ligamento cruzado anterior do joelho, é comum o quadríceps contrair pouco. Somar a estimulação muscular à fisioterapia trouxe mais força do quadríceps e melhor função nas primeiras semanas, segundo revisão de ensaios clínicos. A indicação parte do exame de força e do que o exercício já alcança, e o início é combinado com o cirurgião.
Quando não usar ou adaptar
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Marca-passo e dispositivos implantados
A corrente não é aplicada onde possa interferir em marca-passo, desfibrilador ou outro dispositivo eletrônico implantado.
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Epilepsia e gestação
Quem tem epilepsia não usa a corrente por conta própria, e os eletrodos não ficam na cabeça nem no pescoço. Na gestação, só com orientação médica e longe do abdome, da pelve e da região lombar; a estimulação muscular não é usada.
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Tumor, trombose e sangramento
Não se aplica sobre tumor conhecido ou suspeito, área com sangramento ou infecção, ou tecido que recebeu radioterapia nos últimos seis meses, nem em quem tem trombose venosa ativa ou suspeita.
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Pele e sensibilidade
Eletrodos não ficam sobre pele ferida, irritada, infectada ou sem sensibilidade. A pessoa precisa sentir o estímulo e conseguir avisar quando ele incomoda.
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Locais e situações
Não se aplica no pescoço, perto dos olhos ou da boca, na região genital, nem no tórax e nas costas ao mesmo tempo. Em doença cardíaca ou arritmia, o tórax é evitado. A estimulação muscular não é feita no tórax nem na parte baixa do abdome. O aparelho não é usado dormindo, no banho, dirigindo ou operando máquinas.
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Cirurgia recente e efeitos possíveis
Sobre ligamento, tendão, fratura ou prótese operados há pouco tempo, a contração forte da estimulação muscular só é usada com liberação do cirurgião. Nos estudos de TENS, os efeitos indesejados foram leves e pouco frequentes: irritação da pele, sensibilidade local e desconforto com o estímulo. Se a pele coçar, irritar ou ficar vermelha sob o adesivo, o aparelho é desligado e o adesivo, retirado.
Dor aguda e dor crônica
Na revisão de 381 ensaios clínicos, o alívio durante a TENS apareceu na dor aguda e na crônica, e a análise por diagnóstico apontou na mesma direção.
Músculo parado por alguns dias
Em voluntários jovens e saudáveis com o joelho imobilizado por cinco dias, sessões de estimulação muscular duas vezes ao dia preservaram a massa do quadríceps.
Quando o exercício ainda é difícil
Em adultos com doença pulmonar ou cardíaca avançada, a estimulação muscular pode aumentar a força do quadríceps e ser considerada como exercício dentro do programa de reabilitação, segundo revisão Cochrane.
Corrente por agulhas e campo magnético
Eletroacupuntura e PENS usam agulhas; a PEMS usa campo magnético. A comparação entre as correntes está em PENS, eletroacupuntura e TENS: diferenças.



