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Bloqueio diagnóstico para dor: como o resultado é interpretado

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19 min
Dr. Marcus Yu Bin Pai trabalha ao computador na mesa do consultório, com um modelo anatômico em 3D da cabeça e do pescoço na tela e modelos de coluna e de acupuntura sobre a mesa
Neste artigo

Função do bloqueio

Um bloqueio diagnóstico coloca uma pequena quantidade de anestésico local em uma estrutura ou nervo escolhido antes do procedimento. Se a dor habitual diminui enquanto o anestésico age, cresce a chance de que aquele alvo participe da dor; se nada muda em um teste bem feito, o alvo perde peso. Antes de radiofrequência de ramos mediais ou de ramos laterais sacrais, ele é sobretudo um teste prognóstico: estima se vale discutir um tratamento dirigido à mesma via nervosa.1 Ele não prova qual estrutura produz toda a dor.3

Os riscos mudam com o alvo. Os efeitos passageiros esperados depois da injeção e os sinais que pedem atendimento estão em Riscos e sinais de alerta.

O uso terapêutico, com ou sem corticoide, busca benefício além das horas do anestésico. Antes da injeção, eu registro qual pergunta ela responde, porque misturar objetivos impede separar o efeito imediato do tardio e saber qual decisão o resultado orienta.1

O teste é informativo quando a hipótese já vem da história, do exame e das imagens, a dor conhecida está presente antes da injeção e a pessoa repete depois uma tarefa que costuma provocá-la. Mesmo assim, uma melhora temporária não garante o resultado de radiofrequência, cirurgia ou outro tratamento definitivo.13

Três perguntas antes da injeção
DiagnósticoO alvo perde ou ganha peso na explicação da dor?
PrognósticoA próxima técnica aborda a mesma via testada?
TerapêuticoExiste ganho que ultrapassa o efeito anestésico?

Indicação clínica

Na consulta, a queixa vira uma pergunta anatômica limitada. “Dor lombar” é ampla demais. “Dor localizada à direita, sem padrão de raiz, com hipótese facetária em níveis definidos” permite escolher nervos, lado e tarefa. Na dor radicular, pélvica ou articular, o alvo também precisa corresponder ao sintoma que se quer modificar.1

Desgaste facetário, artrose sacroilíaca, hérnia de disco e alterações do quadril aparecem também em pessoas sem a mesma dor. Na dor na coluna e no quadril, o laudo aponta candidatos, e a história e o exame indicam qual deles testar; injetar cada alteração descrita aumenta a exposição e gera respostas difíceis de atribuir.1

Fraqueza progressiva por compressão de nervo, fratura, infecção, tumor, instabilidade ou outra doença estrutural relevante têm investigação e tratamento próprios. Um alívio anestésico breve não corrige o problema que define urgência, investigação ou encaminhamento.5

Coluna e sacroilíaca

Ramos mediais

As facetas são as articulações posteriores da coluna, e os ramos mediais são pequenos nervos que levam parte da sensibilidade delas. Antes de radiofrequência, o bloqueio desses ramos funciona como teste de seleção. História, exame e imagem constroem a hipótese de dor facetária, mas nenhum deles a confirma sozinho.1

No pescoço, mapa e segurança mudam. Dor alta na nuca e atrás da cabeça pode envolver a articulação entre a segunda e a terceira vértebras cervicais e o terceiro nervo occipital, que leva a sensibilidade dessa articulação e da região occipital. Vasos, raízes e medula próximos impedem copiar a técnica lombar.2

Complexo sacroilíaco

A articulação sacroilíaca tem uma porção interna e estruturas posteriores, como cápsula e ligamentos. A injeção dentro da articulação testa sobretudo o compartimento interno. Os ramos laterais sacrais, pequenos nervos posteriores tratáveis com radiofrequência, pedem bloqueio prognóstico próprio, e um resultado não substitui o outro.3

O protocolo acompanha a via que será tratada e o peso da decisão. Para uma fusão sacroilíaca, cirurgia que fixa essa articulação de forma definitiva, a seleção é mais rigorosa do que antes de radiofrequência.3

Raiz seletiva

Radiculopatia é a alteração de uma raiz nervosa e pode causar dor radicular, que segue um trajeto no membro, além de dormência, reflexo alterado ou fraqueza. O bloqueio seletivo entra quando duas raízes parecem possíveis e uma decisão focal depende de separá-las. Há poucos estudos sobre esse teste, e sua precisão é incerta. O resultado muda a probabilidade, mas sozinho não basta para indicar a cirurgia.5

A injeção transforaminal é feita pela abertura lateral por onde a raiz sai da coluna. Quando leva corticoide para tratar dor radicular, tem finalidade terapêutica e se distingue do teste seletivo feito só com anestésico. Volume, espalhamento para raízes vizinhas e alcance do espaço epidural mudam a capacidade de apontar um nível.5

Outros alvos

Nervo pudendo

Na neuralgia por possível aprisionamento do nervo pudendo, a resposta ao bloqueio é só um dos critérios clínicos. Os outros são dor no território do nervo, piora ao sentar, dor que não acorda a pessoa à noite e ausência de perda objetiva de sensibilidade. O conjunto sugere o diagnóstico sem ser prova definitiva.21

Esse raciocínio não passa automaticamente para outros nervos, como os occipitais, da parte de trás da cabeça, os clúneos, da nádega, e o cutâneo femoral lateral, da face lateral da coxa, nem para cicatrizes ou neuromas, nódulos de fibras nervosas desorganizadas após lesão; cada território tem sinais e exame próprios. O ultrassom mostra nervo, vasos e dispersão do líquido, o que ajuda a executar o bloqueio, mas não confirma sozinho a causa da dor.25

Bloqueio simpático

A síndrome dolorosa regional complexa é uma dor persistente em um membro, acompanhada de alterações de cor, temperatura, suor ou inchaço, e seu diagnóstico é clínico. Depois de um bloqueio simpático, mudança de temperatura, cor ou suor mostra que houve efeito autonômico, isto é, ação sobre funções involuntárias reguladas pelo sistema nervoso. Essa mudança não confirma que a dor seja mantida pelo simpático nem prevê o resultado de uma cirurgia simpática.6

Jardim interno da clínica com pedras, árvore ornamental branca e ripas de madeira
Jardim interno da clínica.

Bloqueios do gânglio estrelado, um conjunto de nervos simpáticos na base do pescoço, ou da cadeia simpática lombar são usados principalmente como tentativa terapêutica em casos selecionados, e o alívio sustentado é incerto. Uma resposta breve pode abrir uma janela para ganhar função na reabilitação, mas não justifica uma série automática de bloqueios.7

Quadril

No quadril, a anestesia dentro da articulação ajuda quando dor na virilha, artrose ou lesão do lábio, o anel de cartilagem que contorna o encaixe do quadril, e sintomas vindos da coluna ou de tendões competem entre si. Se agachar, caminhar ou girar melhora durante o efeito, o componente intra-articular ganha peso. O teste não diz qual tecido interno dói, e a mesma leitura não vale para ombro, joelho ou outra articulação.8

Planejamento técnico

Linha de base

No dia, a dor-alvo precisa estar presente ou ser reproduzível. Antes da injeção, anoto intensidade, localização e duas ou três tarefas reais, como levantar da cadeira, estender o pescoço, caminhar, subir um degrau ou ficar sentado. Sem dor inicial ou sem tarefa para repetir, a ausência de mudança diz pouco.1

Anestésico e volume

Lidocaína e bupivacaína têm perfis de ação diferentes, mas a duração que a pessoa percebe pode se sobrepor. Em bloqueios de ramos mediais, esperar que cada anestésico produza um número exato de horas de alívio não se mostrou regra confiável. O tempo continua útil como um dado entre outros.10

O volume deve alcançar o alvo sem anestesiar o que está ao lado. Nos ramos mediais lombares, a recomendação é usar menos de 0,5 mL por ramo; na cervical, volumes ainda menores, e a sacroilíaca, de pequena capacidade, também pede pouco líquido. Mais volume aumenta dormência e espalhamento e deixa o teste menos específico.1

Guia por imagem

Fluoroscopia (raio X em tempo real), tomografia e ultrassom servem a alvos diferentes. Sob fluoroscopia, o contraste mostra o trajeto do líquido e revela a entrada em um vaso antes do anestésico. O ultrassom evita radiação e mostra partes moles, e substitui outro método quando identifica o alvo e as estruturas de risco com precisão suficiente.2

Sedação

Em bloqueios facetários diagnósticos ou prognósticos, evito sedação de rotina. O sedativo midazolam diminui a ansiedade e pode apagar a memória do período, e os analgésicos opioides reduzem a dor por conta própria. Dados indiretos sugerem que a sedação leve aumenta os testes classificados como positivos. Quando ela é indispensável, registro motivo, medicamento e dose e levo essa influência em conta na leitura. Outros alvos têm plano próprio.12

Diário de dor e função

A leitura começa logo após o procedimento e acompanha a janela prevista do anestésico. No diário entram horário, dor conhecida, tarefa escolhida, porcentagem aproximada de alívio, qualidade do movimento, área de dormência e eventual fraqueza. O dado central é a mudança na mesma atividade; um número em repouso diz pouco.1

A tarefa deve reproduzir a demanda usual sem esforço extremo. Caminhada, tempo sentado, rotação do pescoço ou degrau são repetidos com duração parecida à da linha de base. Repousar a janela inteira pode esconder a resposta, e exagerar pode criar dor nova ou lesão em uma região temporariamente anestesiada.13

Cada sintoma é anotado separadamente. A dor lombar localizada pode melhorar e a dor na perna persistir; a dor da virilha pode ceder e a dor lateral ao deitar permanecer. Esse resultado parcial revela origens associadas e evita atribuir todo o quadro ao alvo injetado.8

Cinco registros na janela anestésica
01Marcar a dor inicial
02Anotar a hora da injeção
03Executar a tarefa combinada
04Separar dor, dormência e força
05Registrar o retorno do padrão

Erros do teste

Falso positivo

Falso positivo é a melhora que aparece quando o alvo testado não é a origem principal da dor. Espalhamento para músculo, ligamento, espaço epidural ou nervo vizinho, anestesia da pele e do trajeto da agulha, menos atividade, expectativa e oscilação natural aumentam a resposta aparente, e nos bloqueios facetários a sedação também.13

Falso negativo

Falso negativo acontece quando o alvo participa, mas o teste não mostra alívio suficiente. Posição inadequada da agulha, anestésico que não chega ao nervo, entrada do líquido em um vaso, dor do próprio procedimento, tarefa diferente e várias origens de dor podem reduzir a resposta. Anestesiar uma das origens deixa as outras doendo.1

Expectativa, atenção, ambiente e flutuação mudam a experiência da dor, e isso não quer dizer que a dor seja inventada. Parte da melhora pode vir desses fatores, e não da estrutura injetada. Nos bloqueios facetários, volume baixo, tarefa padronizada e ausência de sedação quando possível reduzem parte dessa incerteza.11

Repito um teste inconclusivo apenas quando existe uma variável corrigível, como falta de dor inicial, atividade inadequada, sedação ou falha técnica. Se o resultado não mudaria o tratamento, repetir o procedimento só acrescenta exposição.1

Interpretação do alívio

Não existe um corte universal de alívio. Com 50%, o teste deixa escapar menos pessoas cuja dor vem daquele alvo, mas aceita mais falsos positivos; com 80%, fica mais específico e pode excluir quem tem dor de várias origens.1 A porcentagem é lida junto com a tarefa, a distribuição da melhora e a qualidade técnica.

Nas facetas lombares, um consenso de 2020 favorece, na prática clínica, um único bloqueio com alívio acima de 50%.1 Na cervical, um consenso de 2021 também favorece um único bloqueio, e a medida continua sendo a dor conhecida na mesma tarefa: a melhora da função não a substitui.2 Critérios mais estritos pedem dois bloqueios com alívio de 75% a 80%.4 Antes de radiofrequência sacroilíaca, essa divergência continua aberta. Eu escolho o critério antes do teste, conforme o peso da decisão e a tolerância a um falso positivo, e não troco de critério depois de ver o resultado.3

Entrada da clínica na Alameda Jaú, 687, com portas de vidro
Entrada da clínica, Alameda Jaú, 687.

Raiz seletiva, pudendo, bloqueio simpático e quadril não herdam esses cortes. Cada alvo tem técnica e consequência próprias, e uma porcentagem sem base para aquela síndrome não indica por si só descompressão, estimulação, cirurgia articular ou série de bloqueios.5

A duração precisa ser compatível com uma resposta anestésica temporária, sem cronômetro rígido. Alívio mais longo pode refletir atividade diferente, interrupção breve do ciclo de dor ou variação natural. Localização, função e controle técnico pesam mais do que a correspondência exata entre horas e anestésico.10

Decisões após o resultado

Radiofrequência

Um bloqueio positivo de ramo medial ou lateral torna a seleção para radiofrequência mais específica, porque testa a mesma via que seria tratada. Ele não prevê quanto tempo o alívio vai durar, qual será o tamanho do ganho nem como vão responder outras origens de dor.1

Em média, a radiofrequência nas articulações da coluna traz pouca ou nenhuma melhora clinicamente importante na dor crônica da coluna sem irradiação para braços ou pernas, e essa evidência é muito incerta.14 Há recomendações que reservam o uso a pessoas selecionadas, depois de falha do cuidado não cirúrgico e resposta favorável ao bloqueio correspondente.15

Na conversa sobre radiofrequência, comparo com a pessoa a precisão do bloqueio, o benefício observado em pessoas comparáveis, os riscos e incômodos do tratamento e as alternativas disponíveis. Uma seleção rigorosa reduz o risco de tratar o alvo errado; o ganho individual continua incerto.14

Bloqueio terapêutico

Quando a meta passa a ser tratar, o bloqueio nervoso busca benefício além das horas do anestésico e pode levar corticoide, se a indicação e a via sustentam essa escolha.1 Na dor radicular, a injeção transforaminal com corticoide tem essa finalidade. O que se avalia é o efeito tardio, separado da resposta anestésica imediata.5

Cirurgia

Na raiz seletiva, o resultado pode contribuir quando uma operação depende de escolher entre níveis. Força, reflexos, sensibilidade, imagem e eletroneuromiografia, exame que mede a condução e a atividade elétrica de nervos e músculos, continuam necessários quando pertinentes.5

No quadril, o alívio mostra participação do compartimento intra-articular. Estrutura, gravidade, função, resposta ao cuidado conservador e capacidade de reabilitação continuam definindo artroscopia ou prótese, e o teste sozinho não prevê o resultado cirúrgico.9

Reabilitação

Um resultado focal pode tornar a reabilitação mais específica quando existe uma medida observável. Se a dor da virilha melhora e o controle de apoio e a força continuam limitados, essas funções viram o alvo do treino. Se só a dor lombar localizada muda, a dor da perna segue investigação separada. O bloqueio orienta o alvo do treino, sem prever o resultado do exercício.1

Resultado positivo, negativo ou parcial

Um resultado positivo permite discutir a decisão prevista sem torná-la automática. Um negativo confiável reduz o peso do alvo e redireciona a hipótese; um parcial mantém mais de uma origem no mapa. Um teste inválido é repetido depois de corrigir a variável que o comprometeu e quando a nova resposta puder mudar a conduta.1

Se nenhum resultado mudaria a conduta, a sequência de procedimentos para, e o plano volta ao diagnóstico, à avaliação da função e às alternativas sem procedimento.14

Seleção e preparo

Anticoagulantes e antiagregantes

O risco de sangramento depende do alvo, da profundidade, da possibilidade de comprimir o local e da consequência de um hematoma.16 Também contam medicamento, dose, função dos rins, associações e motivo da anticoagulação. Suspender o remédio sem orientação pode causar trombose, acidente vascular cerebral ou complicação cardíaca; mantê-lo em procedimento de maior risco pode causar hematoma grave. Por isso, o plano é combinado entre quem prescreve e quem fará o bloqueio. Não suspenda nem ajuste esse medicamento por conta própria.17

Diabetes e corticoide

Um teste feito só com anestésico não tem o efeito do corticoide sobre a glicose. Depois de injeções de corticoide em articulações, bursas e partes moles, já se documentou aumento da glicose, mas esse achado não define o efeito das injeções na coluna, dos bloqueios simpáticos ou dos bloqueios de nervos periféricos. Quando o corticoide entra no bloqueio, a equipe define via, dose e monitorização da glicemia.18

Infecção e gestação

Com gestação possível ou confirmada, indicação, medicamentos e uso de radiação são revistos antes de fluoroscopia ou tomografia, com rastreamento de gestação, justificativa do exame e redução da dose. O ultrassom evita radiação, mas só vira alternativa quando mostra o alvo e mantém a segurança técnica.20

Infecção ativa no local ou infecção sistêmica não controlada costuma adiar o procedimento eletivo. Alergia é separada por substância: anestésico, contraste, antisséptico, látex ou corticoide. O preparo asséptico e o plano para reconhecer infecção seguem o alvo e a técnica, dentro das rotinas de segurança em procedimentos.19

Riscos e sinais de alerta

Risco por alvo

Bloqueios facetários podem causar dor local, sangramento, infecção, reação ao contraste e anestesia de estruturas vizinhas; no pescoço, vasos, raízes e medula exigem controles próprios. A injeção sacroilíaca pode alcançar uma raiz sacral e produzir alteração passageira na perna. O bloqueio seletivo de raiz pode irritar a raiz, entrar em um vaso ou espalhar para o espaço epidural.2

No gânglio estrelado, pálpebra caída, olho vermelho, rouquidão e dificuldade passageira para engolir podem ocorrer. Eventos graves são raros e incluem hematoma no pescoço com obstrução da via aérea, infecção profunda e lesão neurológica. A imagem reduz parte do risco sem eliminá-lo.24

Qualquer bloqueio com anestésico local pode, raramente, causar toxicidade sistêmica, se o medicamento alcançar a circulação ou se acumular em dose relevante. Gosto metálico, dormência ao redor da boca, zumbido, agitação e tremor fazem parte desse quadro, que nos casos graves inclui convulsão ou alteração cardíaca e é tratado como emergência; a equipe mantém monitorização e um protocolo de tratamento para essa toxicidade.23

Emergência agora

Procure o pronto-socorro ou ligue para o SAMU, o serviço de atendimento móvel de urgência, no 192, sem esperar contato de rotina com a clínica, se surgir algum destes sinais. Depois de bloqueio do gânglio estrelado: falta de ar, piora rápida para engolir ou inchaço crescente no pescoço.24

Depois de qualquer bloqueio com anestésico local: desmaio, convulsão, confusão intensa ou alteração cardíaca.23 Depois de bloqueio próximo da coluna: fraqueza nova que progride, nova incapacidade de caminhar, perda de controle da urina ou das fezes ou alteração motora que persiste além do efeito esperado do anestésico.26

Infecção ou sangramento

Procure a equipe do procedimento no mesmo dia se houver febre, secreção ou vermelhidão que aumenta no local.19 Depois de injeção na coluna ou de radiofrequência, sangramento persistente ou hematoma que cresce pede avaliação urgente pela equipe. Se vier com fraqueza nova, alteração de sensibilidade, dormência na região entre as pernas ou piora progressiva, vá ao pronto-socorro ou a uma unidade de pronto atendimento (UPA).27

Efeito transitório esperado

Observe dentro do prazo orientado: dor discreta no ponto da punção, dormência no território anestesiado, calor local ou peso do membro podem ocorrer e devem regredir à medida que o anestésico termina. Falta de melhora progressiva, piora ou qualquer sinal descrito acima muda a urgência.5

Depois do procedimento

Nos primeiros minutos, a equipe reavalia pressão, pulso, força, sensibilidade e os sintomas ligados ao alvo. Se um nervo motor pode ter sido alcançado, dirigir, caminhar sem apoio ou operar equipamento fica suspenso até a função voltar. Quem recebeu sedação precisa de acompanhante e segue restrições próprias.22

No retorno, confiro alvo, volume, dispersão e possível entrada em vaso; comparo a dor inicial com a mesma tarefa repetida; e verifico se o resultado muda radiofrequência, cirurgia, reabilitação ou a busca de outra origem da dor. O relato de melhora é lido junto com esses dados.1

O resultado vale mais quando a melhora é focal, na atividade habitual, depois de um teste específico. Alívio completo após grande volume, sedação e repouso vale menos. Ausência de alívio durante uma crise diferente da dor-alvo também não exclui a hipótese original.13

Saídas possíveis da reavaliação
CoerenteDiscutir a opção prevista, seus benefícios, limites e alternativas.
ParcialManter um mapa com mais de uma fonte.
NegativoInvestigar outro alvo.
InválidoCorrigir o método ou encerrar se nada mudará.

Referências

  1. Cohen et al. Consensus practice guidelines on interventions for lumbar facet joint pain. 2020. (abre em nova aba)
  2. Hurley et al. Consensus practice guidelines on interventions for cervical spine facet joint pain. 2021. (abre em nova aba)
  3. Cohen et al. Consensus practice guidelines on sacroiliac joint complex pain. Pain Medicine. 2025. PMID 41318933. (abre em nova aba)
  4. Manchikanti et al. ASIPP comprehensive evidence-based guidelines for facet joint interventions. 2020. (abre em nova aba)
  5. Beynon et al. Diagnostic utility of selective nerve root blocks in lumbar radiculopathy. 2019. (abre em nova aba)
Ver todas as 27 referências
  1. Harden et al. Complex Regional Pain Syndrome practical diagnostic and treatment guidelines. 2022. (abre em nova aba)
  2. O’Connell et al. Local anaesthetic sympathetic blockade for complex regional pain syndrome. 2016. (abre em nova aba)
  3. Khan et al. Utility of intra-articular hip injections for femoroacetabular impingement. 2015. (abre em nova aba)
  4. Dorleijn et al. Diagnostic value of anesthetic hip injection in osteoarthritis. 2014. (abre em nova aba)
  5. Schneider et al. Patient-perceived duration of lidocaine and bupivacaine after medial branch blocks. 2022. (abre em nova aba)
  6. Bogduk. Validity and clinical utility of comparative local anesthetic blocks. 2024. (abre em nova aba)
  7. Cohen et al. Effect of sedation on diagnostic injections. 2014. (abre em nova aba)
  8. Schneider et al. Is this spine pain facetogenic? 2021. (abre em nova aba)
  9. Busse et al. BMJ guideline on interventional procedures for chronic spine pain. 2025. (abre em nova aba)
  10. NICE NG59. Low back pain and sciatica recommendations. Updated 2020. (abre em nova aba)
  11. Kopp et al. ASRA antithrombotic guideline, fifth edition. 2025. (abre em nova aba)
  12. Narouze et al. Antiplatelet and anticoagulant management for interventional spine and pain procedures. 2018. (abre em nova aba)
  13. Benzon et al. Corticosteroid injections in joints and musculoskeletal soft tissue. Online 2025; issue 2026. (abre em nova aba)
  14. Provenzano et al. ASRA infection control guidelines for regional anesthesia and pain medicine. 2025. (abre em nova aba)
  15. ACR–SPR practice parameter for pregnant or potentially pregnant patients using ionizing radiation. Revised 2023. (abre em nova aba)
  16. Labat et al. Nantes criteria for pudendal neuralgia. 2008. (abre em nova aba)
  17. El-Boghdadly et al. Local anesthetic systemic toxicity. 2018. (abre em nova aba)
  18. ASRA. Checklist for treatment of local anesthetic systemic toxicity. 2020. (abre em nova aba)
  19. Goel et al. Complications associated with stellate ganglion block. 2019. (abre em nova aba)
  20. Lewis et al. Ultrasound guidance for upper and lower limb blocks. 2015. (abre em nova aba)
  21. Neal et al. ASRA Practice Advisory on neurologic complications in regional anesthesia and pain medicine. 2008. (abre em nova aba)
  22. Grillo et al. ASPN guidelines for advanced practice providers in interventional spine and pain management. 2025. (abre em nova aba)

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