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Artrite psoriática

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Dr. Marcus Yu Bin Pai à mesa do consultório, olhando um modelo anatômico em 3D no monitor, com modelos de coluna e de acupuntura sobre a mesa
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Artrite psoriática

Em quem tem psoríase e dor articular, o exame procura artrite, entesite, dactilite, coluna inflamatória e doença de pele ou unha para definir o tratamento que modifica a doença.

O que é artrite psoriática

Artrite psoriática é uma doença inflamatória imunomediada que pode comprometer articulações, pontos de inserção de tendões e ligamentos, dedos inteiros e coluna em pessoas com psoríase atual, passada ou familiar. Pele, unhas, olhos e intestino também entram na avaliação porque a combinação de domínios influencia a escolha do medicamento.[6]

A inflamação nasce de uma interação entre predisposição genética, barreiras de pele e mucosa e ativação imune. Citocinas, que são sinais químicos entre células, como fator de necrose tumoral e interleucinas 17 e 23, mantêm inflamação em tecidos diferentes. Essa heterogeneidade explica por que um tratamento pode controlar a pele e deixar entesite ativa, ou melhorar articulações sem resolver doença intestinal.[7]

A doença pode começar antes, junto ou depois das placas de psoríase. Algumas pessoas têm apenas uma área discreta no couro cabeludo, umbigo, sulco entre as nádegas ou atrás das orelhas. Outras apresentam alteração ungueal sem placa extensa. Por isso, dor articular sem lesão cutânea visível no dia da consulta não exclui artrite psoriática.[5]

DomíniosOnde a artrite psoriática pode aparecer
ArticulaçãoSinoviteInchaço, calor, rigidez e perda de movimento.
EnteseInserção do tendãoAquiles, fáscia plantar, patela e cotovelo.
DedoDactiliteInchaço difuso de um dedo da mão ou do pé.
ColunaDoença axialDor lombar ou glútea de padrão inflamatório.
Pele e unhaPsoríasePlacas, sulcos, descolamento e hiperqueratose.
Fontes:[7][6]

Artrite

Artrite significa inflamação dentro da articulação. O achado central é sinovite: aumento de volume palpável, calor, limitação e dor coerente com aquela articulação. Pode atingir poucas articulações de forma assimétrica ou muitas articulações dos dois lados. Juntas próximas às unhas, joelhos, tornozelos, punhos e pequenas articulações das mãos e pés são locais frequentes.[4]

Outras doenças produzem padrões parecidos. Artrite reumatoide também pode ser simétrica; gota pode inflamar uma articulação; artrose pode afetar juntas próximas às unhas. Psoríase pessoal ou familiar, alteração ungueal, dactilite e formação óssea nova perto das articulações aumentam a probabilidade quando existe doença musculoesquelética inflamatória demonstrável.[8]

Rigidez matinal prolongada, melhora parcial com movimento e piora após repouso apoiam inflamação, mas não são exclusivas. O exame precisa documentar quais articulações estão realmente inchadas. Dor difusa sem sinovite pode vir de tendão, artrose, fibromialgia ou sensibilização e não deve ser contada automaticamente como atividade inflamatória para escalar imunossupressão.[6]

Entesite

Entese é a zona onde tendão, ligamento ou cápsula se prende ao osso. Entesite é inflamação nesse ponto. Dor no Aquiles junto ao calcâneo, sob o calcanhar na origem da fáscia plantar, ao redor da patela ou no cotovelo pode representar esse domínio. O exame procura dor focal e espessamento, sempre comparando carga, trauma e achados do outro lado.[7]

Tendinopatia mecânica e entesite inflamatória podem doer no mesmo local. Ultrassom com Doppler identifica espessamento, erosão, entesófito e fluxo aumentado, mas alterações estruturais também aparecem com idade, peso e carga esportiva. O exame ganha valor quando a imagem ativa coincide com o ponto doloroso e com outros elementos de artrite psoriática.[9]

Entesite persistente pode exigir medicamento sistêmico que atue naquele domínio. Anti-inflamatório e modificação temporária de carga podem aliviar casos leves, enquanto infiltração local exige cautela pela proximidade do tendão. Corticoide não deve ser injetado dentro do tendão de Aquiles. A resposta ao tratamento é medida por dor focal, função e tolerância progressiva à carga.[7]

Dactilite

Dactilite é o inchaço difuso de um dedo inteiro, o chamado dedo em salsicha. Ela combina inflamação de articulações, bainhas dos tendões flexores e tecidos ao redor. Pode ser aguda, dolorosa e avermelhada, ou crônica, com espessamento menos sensível. Fotografia e medida da circunferência ajudam quando o inchaço varia entre consultas.[7]

Infecção, trauma, gota e tenossinovite isolada entram no diferencial. Febre, ferida, progressão rápida e dor desproporcional mudam a urgência. Na artrite psoriática, dactilite conta como marcador de doença mais relevante e pode acompanhar dano estrutural. Isso favorece avaliação reumatológica e tratamento modificador, além da analgesia local do dedo.[4]

Coluna e sacroilíacas

Doença axial compromete articulações sacroilíacas ou coluna. O padrão típico começa antes dos 45 anos, dura mais de três meses, melhora com movimento e pode acordar na segunda metade da noite. Dor glútea alternante e rigidez matinal aumentam a suspeita. Ainda assim, lombalgia mecânica é comum em pessoas com psoríase e precisa ser examinada como hipótese concorrente.[7]

Radiografia mostra dano estrutural mais tardio; ressonância pode detectar edema ósseo ativo e alterações estruturais antes. Nenhum sinal isolado confirma doença axial. Edema pequeno também ocorre com carga, pós-parto e esporte. Idade de início, distribuição, proteína C reativa, HLA-B27, exame e imagem precisam formar um conjunto coerente.[9]

Metotrexato e outros fármacos sintéticos convencionais não têm eficácia estabelecida para doença axial isolada. Quando atividade axial persiste apesar de anti-inflamatório e exercício apropriado, entram terapias biológicas ou alvo-específicas com evidência para esse domínio. Psoríase extensa, uveíte ou doença intestinal restringem e orientam a escolha entre mecanismos.[6]

Pele e unhas

O exame inclui couro cabeludo, atrás das orelhas, umbigo, cotovelos, joelhos, sulco interglúteo, palmas, plantas e unhas. Pitting são pequenas depressões na lâmina ungueal; onicólise é o descolamento da unha; hiperqueratose é o acúmulo de material abaixo dela. Micose pode parecer psoríase ungueal e às vezes exige exame micológico antes de tratamento sistêmico.[5]

A área de pele não mede sozinha o impacto. Placa genital, facial, palmar ou plantar pequena pode comprometer muito a vida. A escolha do medicamento precisa cobrir o domínio musculoesquelético dominante e a gravidade cutânea. Inibidores de IL-17 e IL-23 costumam ter alta eficácia para pele, enquanto doença intestinal ou risco de uveíte pode favorecer outra classe.[6]

DiferencialInflamatório ou mecânico
Achado Inflamação ganha peso Mecânico ganha peso
Articulação Inchaço palpável e rigidez Dor de carga sem sinovite
Entese Vários pontos e Doppler ativo Carga local recente e achado isolado
Coluna Noite, manhã e melhora ao mover Piora previsível com postura ou esforço
Dedo Inchaço difuso do dedo inteiro Dor restrita a uma estrutura lesionada
Fontes:[7][9]

Como confirmar

Não existe um exame de sangue que confirme artrite psoriática. Os critérios CASPAR classificam pessoas que já apresentam doença articular, axial ou de entese inflamatória e somam psoríase, alteração ungueal, fator reumatoide negativo, dactilite e formação óssea justa-articular. Eles apoiam classificação e pesquisa; na consulta, o diagnóstico continua sendo clínico e diferencial.[8]

Fator reumatoide e anticorpo anti-CCP ajudam a avaliar artrite reumatoide, mas resultado negativo não prova artrite psoriática e resultado positivo não a elimina automaticamente. Hemograma, função renal e hepática, proteína C reativa e velocidade de hemossedimentação avaliam inflamação, diagnósticos concorrentes e segurança do tratamento. Marcadores inflamatórios podem estar normais mesmo com doença ativa.[4]

Radiografias estabelecem dano de base e procuram erosão, estreitamento, anquilose e formação óssea. Ultrassom mostra sinovite, tenossinovite e entesite acessível. Ressonância entra em articulação, entese ou eixo quando o exame não responde à pergunta. A imagem é lida junto com a documentação de pele, unha, articulações inchadas e distribuição dos sintomas.[9]

Diagnósticos semelhantes

Artrite reumatoide tende a uma poliartrite simétrica de mãos e punhos, com anti-CCP mais específico quando positivo. Gota produz crises agudas e pode coexistir com psoríase; análise do líquido articular procura cristais e infecção. Artrose pode afetar as interfalângicas distais, mas geralmente mostra nódulos e dor mecânica sem dactilite ou entesite inflamatória disseminada.[4]

Fibromialgia e sensibilização podem aumentar dor, fadiga e contagem de pontos dolorosos sem produzir sinovite ou Doppler ativo. Escalar imunossupressão para dor não inflamatória expõe a risco sem tratar sono, condicionamento, sobrecarga e modulação da dor. Os dois mecanismos podem coexistir e precisam de medidas separadas.[6]

Artrite reativa, espondiloartrite axial, doença inflamatória intestinal, infecção articular e lesão esportiva entram conforme o padrão. Uma articulação muito quente e inchada, principalmente com febre ou imunossupressão, precisa de punção urgente para excluir infecção. Quem tem psoríase também pode ter diagnósticos comuns e dano mecânico sem atividade da doença.[7]

Rota diagnósticaDa queixa ao domínio confirmado
1LocalizarJunta, entese, dedo inteiro, coluna, pele ou unha.
2DemonstrarInchaço, rigidez, dactilite ou inflamação em imagem.
3CompararArtrite reumatoide, gota, artrose, infecção e dor mecânica.
4MedirAtividade por domínio, função, pele e impacto.
Fontes:[8][4]

Sinais de alerta

Avaliação no mesmo dia: uma articulação fica subitamente muito quente, vermelha e inchada, com febre, calafrios ou mal-estar. Infecção articular e gota precisam ser separadas antes de atribuir o episódio à artrite psoriática.[1]

Avaliação urgente: olho vermelho doloroso, sensibilidade à luz ou visão borrada pode indicar uveíte. Fraqueza progressiva, alteração do controle urinário ou intestinal e dormência em sela exigem investigação neurológica imediata.[7]

Contato breve com a equipe prescritora: febre ou infecção durante imunossupressão, falta de ar nova, reação após medicamento, gravidez planejada ou confirmada, sangramento intestinal ou piora rápida de pele extensa. Vacina viva, cirurgia ou nova prescrição também exigem conferir a classe e o momento. Não pause nem reinicie por conta própria o remédio modificador da doença, chamado DMARD; o reumatologista que o prescreve define a ação e coordena obstetrícia, infectologia ou cirurgia quando necessário.[15]

Tratamento modificador

O reumatologista é o responsável por iniciar, trocar, reduzir ou interromper o DMARD. Anti-inflamatório não esteroidal pode ser usado por curto período em doença musculoesquelética leve, após revisar risco renal, gastrointestinal e cardiovascular, mas artrite persistente, dano ou fatores de pior prognóstico pedem DMARD. Corticoide oral não é usado de rotina; infiltração local serve de complemento em alvo selecionado.[6]

Na artrite periférica, recomenda-se iniciar rapidamente um DMARD sintético convencional; metotrexato costuma ser preferido quando a pele também é relevante, e leflunomida ou sulfassalazina podem ser alternativas. O reumatologista solicita rastreio e monitorização conforme a classe, mede resposta em meses e ajusta o tratamento se o alvo de baixa atividade ou remissão não for alcançado.[6]

Dr. Marcus Yu Bin Pai, de blazer, explica um modelo anatômico na tela de um notebook a duas pessoas sentadas à mesa, vistas de costas
Explicação de um modelo anatômico na tela do notebook.

Se o alvo não é atingido, o reumatologista pode escolher um biológico conforme os domínios ativos. Inibidores de TNF, IL-17, IL-12/23 ou IL-23 não são intercambiáveis em pele, entese, eixo, uveíte e doença intestinal. Inibidor de JAK, que bloqueia a sinalização inflamatória dentro da célula, costuma ficar depois de falha biológica ou quando um biológico não é apropriado, com avaliação de idade, tabagismo, trombose, câncer e risco cardiovascular. Acesso e cobertura também pesam na escolha entre opções clinicamente adequadas.[6]

Escolha por domínio

Doença predominante de entese ou eixo tende a exigir terapia com eficácia nesses tecidos; fármacos sintéticos convencionais têm pouco suporte para esses domínios. Psoríase extensa ou em área de alto impacto favorece classes com maior eficácia cutânea. Uveíte recorrente costuma favorecer anticorpo monoclonal anti-TNF, enquanto doença inflamatória intestinal restringe algumas escolhas e pede coordenação com gastroenterologia.[7]

Falha de um mecanismo não encerra as opções. Pode-se trocar para outro biológico da mesma classe ou de classe diferente, verificando primeiro adesão, dose, tempo, diagnóstico e qual domínio continua ativo. Se a dor persiste sem inflamação objetiva, os alvos passam a ser reabilitação, sono, artrose coexistente e modulação da dor.[6]

Em artrite ativa, uma das recomendações internacionais coloca o inibidor de TNF mais cedo em muitos cenários.[10] Outra recomenda iniciar rapidamente um DMARD sintético convencional na artrite periférica.[6] As duas sequências são aceitáveis; a escolha considera gravidade, fatores de pior prognóstico, domínios ativos e preferência da pessoa.

Escolha terapêuticaClasse de medicamento por domínio
Domínio dominante Primeira estrutura O que muda a escolha
Artrite periférica DMARD sintético rápido Pele, dano e resposta em 3 a 6 meses
Entesite Carga ajustada e terapia eficaz no domínio Múltiplos pontos e inflamação persistente
Axial Exercício e terapia alvo Uveíte, intestino e pele
Pele intensa Cobertura dermatológica alta Local, extensão e impacto
Fontes:[6][7]

Reabilitação

O exercício se soma ao controle da inflamação e preserva força, mobilidade, capacidade aeróbica e participação. O início respeita o domínio ativo. Articulação inchada recebe amplitude tolerável e redução temporária de carga; entesite exige dosar tensão no tendão; doença axial precisa de mobilidade e resistência de tronco. A progressão usa a resposta em 24 horas.[11]

Treino de força começa com poucas séries e amplitude controlada, avança para tarefas como escada, levantar, carregar e caminhar, e adiciona carga quando dor, inchaço e recuperação permanecem estáveis. Exercício aquático pode manter condicionamento quando apoio dói. Terapia ocupacional adapta pegada, trabalho e economia articular sem eliminar movimentos que ainda são possíveis.[11]

Peso corporal, tabagismo, pressão, lipídios, diabetes, sono e humor modificam risco cardiovascular e resposta terapêutica. O plano escolhe uma mudança executável e mede o efeito. Redução de peso, quando indicada e desejada, pode diminuir carga articular e melhorar resposta a alguns tratamentos, com proteção da massa muscular; na doença inflamatória ativa, entra junto com o DMARD.[11]

Rastreio e segurança

Antes de imunossupressão, a equipe reumatológica considera tuberculose, hepatites, infecções, hemograma, fígado, rim, gravidez e comorbidades relevantes para a classe. Vacinas não vivas podem ser aplicadas durante muitos tratamentos, embora o momento de algumas doses seja ajustado para melhorar resposta; vacinas vivas exigem planejamento e, em certas classes, suspensão programada. Essas decisões dependem do fármaco e são combinadas com quem o prescreve.[15]

O acompanhamento combina atividade articular, entese, dactilite, pele, unha, função e efeitos adversos. Hemograma e enzimas variam conforme o fármaco. Infecção recorrente, citopenia, alteração hepática, trombose, evento cardiovascular ou nova doença intestinal podem exigir pausa, investigação ou troca. O paciente deve saber qual sintoma pede contato antes do retorno programado.[6]

Reavaliação

Tratar até um alvo significa medir atividade e ajustar o plano para remissão ou baixa atividade. Em artrite psoriática inicial, retornos mais frequentes com ajuste protocolado melhoraram o controle da doença, com mais eventos adversos. Na prática, o intervalo e a intensidade do ajuste precisam equilibrar atividade, segurança e acesso, mantendo uma decisão clara para resposta insuficiente.[12]

A resposta reúne dor, articulações inchadas, resolução de dactilite, queda de entesite objetiva, melhora de pele, ganho funcional e marcadores de inflamação. Dor residual com exame controlado pede investigação de dano, tendinopatia, artrose, fibromialgia, sono ou compressão nervosa.[6]

Redução de dose pode ser discutida em remissão sustentada, com decisão compartilhada e monitoramento; suspensão abrupta aumenta risco de recaída. Mudança aguda descrita em Sinais de alerta não espera a próxima medida de atividade. Fora dessas situações, fotografias, registro de rigidez e tarefas concretas ajudam a mostrar se cada domínio está realmente melhorando.[6]

Dano articular e cirurgia

Dor pode continuar mesmo quando a inflamação está controlada porque erosão, anquilose, deformidade, ruptura de tendão ou artrose secundária alteraram a mecânica. O exame procura instabilidade, perda fixa de movimento, desalinhamento e função de tendões. Radiografia ou imagem dirigida responde se existe alvo estrutural. Nessa situação, trocar sucessivamente imunossupressores sem evidência de atividade tende a aumentar risco sem corrigir o dano que passou a dominar a incapacidade.[6]

Cirurgia entra quando dano estrutural localizado produz dor e limitação importantes apesar do tratamento não operatório. O ortopedista define o procedimento; o reumatologista confirma o controle sistêmico e prescreve o plano perioperatório de cada DMARD. Na artroplastia de quadril ou joelho, costuma-se manter alguns sintéticos convencionais e programar a suspensão de várias terapias biológicas ou alvo-específicas, com reinício condicionado à cicatrização e ausência de infecção. A regra exata depende do medicamento e da operação.[16]

Átrio da clínica na Alameda Jaú visto de cima, com ripas verticais de madeira e luminárias
Átrio da clínica visto de cima.

A preparação funcional mede força, amplitude, apoio disponível em casa e demandas do trabalho. Após cirurgia, a reabilitação respeita cicatrização, mas também evita que articulações não operadas se tornem o novo limite. Uma mão com artrite pode dificultar uso de muletas; entesite de Aquiles pode alterar a recuperação de um joelho; pele ativa sobre a incisão muda o planejamento. A decisão cirúrgica fica melhor quando esses obstáculos são identificados antes do procedimento.[11]

Gravidez e planejamento familiar

Planejamento reprodutivo começa antes da concepção com reumatologia e obstetrícia. Para quem pode engravidar, metotrexato é teratogênico e deve ser suspenso antes da gestação; leflunomida requer interrupção e, conforme o nível do fármaco, procedimento de eliminação. Hidroxicloroquina e sulfassalazina estão entre os sintéticos compatíveis, e inibidores de TNF podem ser usados durante a gestação após avaliação individual. Apremilaste e inibidores de JAK são evitados por dados insuficientes. A troca é planejada para manter a doença controlada durante a gestação.[13]

Para homens que planejam paternidade, as recomendações não são idênticas às da exposição materna: metotrexato em baixa dose, leflunomida e biológicos podem ser mantidos em cenários definidos, enquanto dados sobre apremilaste e inibidores de JAK continuam limitados e podem justificar troca. Na amamentação, os biológicos são considerados compatíveis; apremilaste e inibidores de JAK permanecem evitados. A compatibilidade é decidida medicamento por medicamento, junto com o paciente.[13][14]

A exposição fetal também muda o calendário de vacinas vivas do bebê. Vacinas não vivas seguem o calendário. Rotavírus pode ser aplicado após exposição a qualquer inibidor de TNF. A BCG costuma ser adiada por seis meses após exposição tardia a adalimumabe, golimumabe, infliximabe ou etanercepte, mas não após certolizumabe. Reumatologista, obstetra e pediatra precisam receber nome do fármaco e datas das últimas doses antes do parto para aplicar a regra correta.[13]

Risco cardiovascular e metabólico

Artrite psoriática se associa com maior frequência a obesidade, hipertensão, diabetes, alterações de colesterol, fígado gorduroso e doença cardiovascular. Inflamação, hábitos, genética e efeitos de alguns tratamentos participam. A avaliação periódica mede pressão, glicemia, lipídios, peso e tabagismo e encaminha o que precisa de tratamento. Esses riscos são acompanhados junto com as articulações.[11]

Comorbidades também mudam o medicamento. Doença hepática pesa contra opções hepatotóxicas; insuficiência cardíaca, doença desmielinizante, trombose, infecção recorrente e câncer anterior exigem análise própria para cada classe. Risco cardiovascular e tabagismo ganham atenção especial antes de inibidores de JAK. A decisão procura a melhor relação entre os domínios ativos e os riscos daquela pessoa.[6]

Atividade física é prescrita com um ponto de partida concreto. Quem tem entesite no calcâneo pode iniciar por bicicleta, piscina ou blocos curtos de caminhada enquanto progride força da panturrilha; quem tem artrite de mãos pode usar aparelhos com pegada adaptada. O objetivo semanal é construído sem provocar aumento sustentado de articulações inchadas. Condicionamento melhora capacidade, pressão e metabolismo, mas sinais objetivos de inflamação continuam exigindo tratamento modificador.[11]

Remissão e prognóstico

Diagnóstico e controle precoces reduzem o tempo de sinovite, dactilite e entesite ativas, fatores ligados a dano e perda funcional. Remissão significa ausência ou atividade mínima em vários domínios. Como pele, unha, entese e coluna respondem em ritmos diferentes, uma medida composta e o exame de cada domínio orientam se o alvo foi alcançado. Radiografias seriadas são reservadas para acompanhar dano quando essa informação muda a estratégia.[12]

Fatores como muitas articulações inchadas, dano precoce, dactilite, inflamação elevada e comprometimento ungueal extenso podem justificar tratamento mais rápido. Eles estimam risco em grupos, sem decretar o curso individual. Algumas pessoas mantêm doença localizada; outras mudam de padrão com os anos. O retorno programado verifica também se surgiu um novo domínio, como coluna ou uveíte.[6]

Uma resposta parcial pede localizar o que falta. Persistência de uma articulação inchada pode receber tratamento local e revisão sistêmica; entesite em um único ponto pode ser sobrecarga; dor difusa pode refletir sensibilização; pele ativa pode exigir uma classe com maior eficácia dermatológica. Essa decomposição evita declarar fracasso global de um medicamento que controlou domínios importantes e, no extremo oposto, evita manter um esquema que deixa inflamação estruturalmente perigosa sem tratamento suficiente.[7]

Referências

  1. NHS. Psoriatic arthritis. Fonte (abre em nova aba).
  2. Arthritis Foundation. Psoriatic Arthritis. Fonte (abre em nova aba).
  3. Cleveland Clinic. Psoriatic Arthritis. Reviewed 2026. Fonte (abre em nova aba).
  4. Johns Hopkins Arthritis Center. Psoriatic Arthritis Diagnosis. Fonte (abre em nova aba).
  5. American College of Rheumatology. Psoriatic Arthritis. Updated 2025. Fonte (abre em nova aba).
Ver todas as 16 referências
  1. Gossec L, et al. EULAR recommendations for psoriatic arthritis: 2023 update. Ann Rheum Dis. 2024. Fonte (abre em nova aba).
  2. Coates LC, et al. GRAPPA updated treatment recommendations for psoriatic arthritis 2021. Nat Rev Rheumatol. 2022. Fonte (abre em nova aba).
  3. Taylor W, et al. Classification criteria for psoriatic arthritis. Arthritis Rheum. 2006. Fonte (abre em nova aba).
  4. Mandl P, et al. EULAR recommendations for imaging in spondyloarthritis. Ann Rheum Dis. 2015. Fonte (abre em nova aba).
  5. Singh JA, et al. 2018 ACR/NPF guideline for psoriatic arthritis. Arthritis Rheumatol. 2019. Fonte (abre em nova aba).
  6. Gwinnutt JM, et al. EULAR recommendations on lifestyle behaviours in rheumatic diseases. Ann Rheum Dis. 2023. Fonte (abre em nova aba).
  7. Coates LC, et al. Effect of tight control of inflammation in early psoriatic arthritis. Lancet. 2015. Fonte (abre em nova aba).
  8. Götestam Skorpen C, et al. 2024 update of the EULAR recommendations for use of antirheumatic drugs in reproduction, pregnancy, and lactation. Ann Rheum Dis. 2025;84:910-926. Fonte (abre em nova aba).
  9. American College of Rheumatology. 2020 Guideline for the Management of Reproductive Health in Rheumatic and Musculoskeletal Diseases. Fonte (abre em nova aba).
  10. American College of Rheumatology. 2022 Guideline for Vaccinations in Patients With Rheumatic and Musculoskeletal Diseases. Fonte (abre em nova aba).
  11. American College of Rheumatology and American Association of Hip and Knee Surgeons. 2022 Guideline for Perioperative Management of Antirheumatic Medication. Fonte (abre em nova aba).

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