Neste artigo
Tipos de lombalgia
Lombalgia é a dor na coluna localizada na região lombar, a parte baixa das costas. O nome descreve um sintoma ou uma síndrome clínica e, sozinho, não corresponde a uma lesão única. Na primeira consulta, eu separo três situações: dor lombar inespecífica, dor ligada a uma raiz nervosa e dor com sinais de uma causa específica que pede outra investigação.1 Muitos episódios melhoram nas primeiras semanas.4
Na lombalgia inespecífica, músculos, ligamentos, articulações e discos podem estar sensíveis, mas o exame não permite apontar um único tecido como origem exclusiva da dor. O episódio pode começar depois de uma carga incomum, de movimentos repetidos ou sem nenhum evento claro. Alterações discais e articulares também podem estar presentes sem explicar a crise atual.2
A dor radicular aparece quando uma raiz nervosa lombar está irritada ou comprimida. Ela costuma sair da lombar ou da nádega e descer pela perna, com ou sem formigamento, dormência ou fraqueza.1 Quando envolve as raízes que formam o nervo ciático, recebe o nome de ciática. Esse padrão muda o que eu examino e o tratamento que proponho.2
Dor sentida na lombar também pode vir do quadril, da articulação sacroilíaca, do rim, do aparelho urinário ou do abdome. Fratura, infecção, inflamação sistêmica, tumor e compressão neurológica importante são causas menos comuns. O trajeto da dor, os sintomas que a acompanham e o exame indicam qual desses grupos precisa ser investigado.2
Sintomas e urgência
Dor restrita à lombar, com rigidez e piora ao mudar de posição, tem um comportamento diferente da dor que desce pela nádega e pela perna. Formigamento em trajeto, perda de sensibilidade, reflexo alterado ou fraqueza aumentam a suspeita de raiz nervosa. Dor só na lombar, mesmo forte, não confirma hérnia de disco.1
A intensidade da dor, sozinha, não define gravidade.3 O que muda o atendimento de rotina para emergência ou para avaliação no mesmo dia é a combinação de sinais, a velocidade da mudança e o exame.3,3
Diagnóstico inicial
O exame clínico orienta se a ressonância é necessária e qual tratamento faz sentido. Com ele, separo um quadro localizado e estável, um padrão de raiz nervosa e uma suspeita de causa específica. Cada grupo leva a uma conduta própria: cuidado conservador, avaliação neurológica dirigida ou investigação da doença suspeita.1
Dor localizada, sem alteração neurológica e sem sinais de alerta, geralmente começa com controle dos sintomas e recuperação gradual da função. A intensidade orienta quanto alívio é necessário, mas não identifica qual tecido dói nem indica, por si só, exame, infiltração ou cirurgia.1
Quando a dor desce pela perna, comparo o trajeto descrito com a força, os reflexos e a sensibilidade. Uma raiz nervosa pode doer sem perda de força; já uma fraqueza objetiva muda a prioridade. O exame também diferencia a ciática de uma neuropatia periférica (doença dos próprios nervos da perna, fora da coluna), de dor do quadril e de outras origens de dor na perna.1
Mudança rápida do padrão, novo déficit neurológico (perda de força, de sensibilidade ou de reflexo) ou sintomas que não se comportam como dor musculoesquelética me fazem rever o diagnóstico. A investigação passa a considerar fratura, infecção, inflamação, câncer, compressão neural e causas fora da coluna, conforme os indícios encontrados. O exame pedido segue a causa suspeita.1
Consulta e exame físico
Na história, registro início, duração, localização, irradiação e os movimentos que pioram ou aliviam a dor. Pergunto também como ela afeta caminhar, sentar, dormir, trabalhar e cuidar da casa. Trauma, episódios anteriores, outras doenças, medicamentos em uso, sintomas gerais e mudanças urinárias ou intestinais completam a avaliação.4
No exame, observo a marcha, a troca de posições, a mobilidade lombar e os movimentos que reproduzem a dor conhecida. A palpação localiza pontos sensíveis, mas não confirma sozinha de onde vem a dor. Quadril, articulação sacroilíaca e abdome entram no exame quando a história sugere dor referida.4
Na dor irradiada, comparo a força de grupos musculares, os reflexos e a sensibilidade com o território de cada raiz lombar. A elevação da perna estendida aumenta a tensão sobre o nervo ciático. O teste tem valor quando reproduz a dor no trajeto da perna e concorda com os outros achados; um resultado positivo isolado não fecha o diagnóstico.4
A função define o ponto de partida: quanto a pessoa caminha, quanto tempo tolera sentada ou em pé, que tarefa interrompeu e que movimento passou a evitar. Recorrências, incapacidade crescente, pouca resposta ao cuidado inicial e dificuldade para retomar atividades aumentam a necessidade de acompanhamento mais próximo.4
A avaliação termina com uma hipótese clínica e um plano que pode ser conferido: a primeira função a recuperar, o tratamento compatível com o padrão e o motivo que levaria a reavaliar.4 Com evolução favorável, o cuidado conservador continua; perda funcional acelerada ou mudança neurológica alteram a prioridade.4
Exames
No primeiro atendimento da lombalgia, com ou sem ciática, não peço imagem de rotina quando faltam sinais de gravidade e o resultado não mudaria o tratamento. Protrusões discais e desgaste articular podem aparecer em pessoas sem sintomas. A imagem entra quando testa uma hipótese capaz de mudar encaminhamento, procedimento, cirurgia ou investigação específica.1
A escolha do exame de imagem depende do cenário clínico. A ressonância tem prioridade quando há suspeita de compressão neurológica importante e quando sintomas persistentes ou progressivos podem levar a cirurgia ou a um procedimento. Trauma e fragilidade óssea abrem outras possibilidades, como radiografia ou tomografia.5
A eletroneuromiografia estuda o funcionamento de nervos e músculos. Ela ajuda a localizar uma radiculopatia (lesão ou irritação de uma raiz nervosa) ou a diferenciá-la de lesão do plexo (a rede de nervos formada depois que as raízes saem da coluna), de nervo periférico ou de músculo quando a dúvida persiste depois da história e do exame. Na dor lombar isolada, sem dormência, formigamento, fraqueza, atrofia ou outro achado neuromuscular, o exame costuma acrescentar pouco.6

Na lombalgia, hemograma, marcadores de inflamação, exames bioquímicos do sangue e outros testes são escolhidos quando há suspeita de infecção, câncer, doença inflamatória ou outra causa sistêmica, e cada teste depende da doença investigada.7
O exame de urina entra quando dor no flanco, febre, ardor ao urinar, aumento da frequência urinária ou outros achados sustentam uma hipótese renal ou urinária. Ele ajuda a investigar infecção urinária e não mostra qual estrutura da coluna está dolorosa.8
Um laudo muda o tratamento quando o achado coincide com o lado, o nível, os sintomas e o exame.1 Uma hérnia vista na ressonância pode ser incidental, um achado sem relação com a dor; uma compressão que concorda com a dor, a sensibilidade e a força tem outro peso na decisão.5
Tratamento inicial
Na lombalgia recente sem sinal de gravidade, o tratamento começa pelo movimento e pelas atividades toleráveis; calor e terapia manual podem facilitar essa retomada.
Atividade e repouso
Caminhar nos trechos possíveis, alternar posições e dividir por algum tempo a tarefa que provoca a dor reduzem a perda de capacidade. Ficar deitado por longos períodos reduz a tolerância ao esforço e costuma dificultar a retomada.1
A carga é ajustada pela evolução dos sintomas e da função, sem um limite universal de dor durante a atividade. Na dor restrita à lombar, uma primeira meta pode ser caminhar por períodos curtos ou voltar a uma tarefa doméstica interrompida, e o volume aumenta conforme a função melhora. O ganho aparece como maior distância de caminhada, melhor tolerância sentado ou retorno a uma tarefa específica; queda progressiva da capacidade ou alteração neurológica nova pedem reavaliação.1
Calor e frio
Calor ou frio podem oferecer alívio breve, sem corrigir a causa. Nos primeiros dias, o calor superficial pode aliviar a rigidez e facilitar movimentos como levantar da cadeira. A aplicação precisa ser confortável e com proteção da pele; quem tem sensibilidade reduzida na região exige cuidado adicional. O alívio serve para recuperar pequenas atividades ao longo do dia.
Terapia manual
Mobilização ou manipulação da coluna pode complementar um programa com exercício. A técnica pode facilitar o movimento e reduzir sintomas durante a recuperação, enquanto o exercício sustenta o ganho funcional. Terapia manual isolada, sem exercício, não é indicada para lombalgia com ou sem ciática. Tração também não é indicada nesse quadro.1
Acupuntura médica
A acupuntura médica usa agulhas finas para modular a dor. Ela pode entrar no cuidado da lombalgia persistente, sobretudo quando a pessoa procura uma opção que não aumente a quantidade de remédios. O objetivo prático é melhorar a tolerância ao movimento e às atividades do dia. O benefício esperado em dor e função é modesto.1
Por isso, quando indico acupuntura, combino antes uma tentativa com duração e metas definidas, como caminhar mais ou permanecer sentado por mais tempo. Na reavaliação, verifico se dor e capacidade funcional melhoraram para decidir a continuidade. Agulhas estéreis e técnica adequada reduzem os riscos; hematoma e desconforto no local podem ocorrer.
Pontos-gatilho
Um ponto-gatilho é uma área sensível dentro de uma faixa tensa do músculo que, à palpação, reproduz a dor que a pessoa conhece. Quando encontro esse componente no exame, mobilidade, terapia manual e exercícios podem tratar a dor muscular que acompanha a lombalgia. A infiltração do ponto com anestésico local fica para situações selecionadas que persistem apesar dessas medidas.
Para indicar a infiltração, preciso de um alvo muscular identificável no exame e de uma tarefa a recuperar, como inclinar o tronco ou permanecer sentado. A aplicação é dirigida a esse músculo e pode causar dor local; lesão de nervo ou de vaso é rara, mas possível. Sangramento ativo, ferida no local e alergia ao produto mudam a indicação. Nenhuma substância injetada se mostrou consistentemente melhor que as outras.
Fisioterapia e exercícios
Escolha do exercício
O exercício terapêutico começa pela função que precisa mudar: levantar de uma cadeira, caminhar, carregar peso, permanecer sentado ou voltar ao esporte. O programa registra uma tarefa mensurável e os componentes físicos que ela exige, como força, resistência, mobilidade ou condicionamento.1
Esse programa pode combinar força, resistência, mobilidade, condicionamento aeróbico, controle de movimento ou práticas de corpo e mente. Nenhuma modalidade é superior em todos os casos; a escolha considera o padrão clínico, a capacidade atual, a preferência da pessoa e o que ela consegue fazer com regularidade.1
Supervisão e progressão
Quando o risco de a dor persistir é menor, a função está preservada e a evolução é favorável, a orientação objetiva e o exercício feito com autonomia costumam bastar. Dor recorrente, incapacidade maior, dificuldade para avançar ou fatores ligados a pior evolução justificam acompanhamento mais próximo.4
A progressão parte de cargas compatíveis com a capacidade avaliada e pode aumentar duração, frequência, resistência, amplitude ou complexidade. Quando a função não avança, reviso a execução, a dose realmente feita, o movimento escolhido e as barreiras à recuperação, e o programa pode mudar de carga, modalidade, frequência ou supervisão. Se o plano foi bem executado e a dor persiste, principalmente com mudança de padrão, também revejo a hipótese clínica.4
Dor na perna
Na dor radicular sem fraqueza importante, o ritmo depende da irritabilidade, isto é, da facilidade com que os sintomas são provocados e do tempo que levam para passar. Quando pioram com pouco esforço e demoram a ceder, o exercício começa mais leve; com irritabilidade moderada, um aumento breve dos sintomas pode ser tolerado. Frequência, intensidade e duração avançam enquanto a evolução permanece favorável. O fisioterapeuta também acompanha a distribuição do sintoma: ganhar movimento com menos dor descendo pela perna é diferente de conseguir alongar enquanto o formigamento aumenta.4
Piora neurológica interrompe a progressão e antecipa a avaliação, conforme o quadro de sinais de alerta.4 Fora desse cenário, a supervisão diminui conforme a autonomia cresce, sem abandonar o exercício já tolerado. Meço o resultado pela função e pelo exame neurológico.4
Medicamentos
Anti-inflamatórios
Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) podem ser considerados para controlar os sintomas da lombalgia. O objetivo é reduzir a dor o suficiente para melhorar movimento e função. Antes de prescrever, considero risco gastrointestinal, renal, hepático e cardiovascular, idade, uso de anticoagulantes e outras medicações.1
Quando o anti-inflamatório é escolhido, uso a menor dose eficaz pelo menor tempo necessário, com monitoramento e proteção do estômago quando indicada. Falta de ganho funcional, sangramento digestivo, alteração renal, retenção de líquido ou piora do risco cardiovascular mudam o plano. O remédio alivia o sintoma e acompanha a reabilitação quando ela é necessária.1
Opioide fraco
Opioide não é recomendado na lombalgia crônica.1 Na lombalgia aguda, um opioide fraco pode ser considerado por curto período apenas quando o anti-inflamatório é contraindicado, não tolerado ou ineficaz. Sedação, constipação, tolerância, dependência e interação com álcool ou sedativos limitam essa exceção, e a prescrição precisa de prazo, objetivo funcional e plano de retirada.1
Paracetamol e antidepressivos
Paracetamol isolado não é recomendado como tratamento da lombalgia, embora possa acompanhar o opioide fraco nessa exceção aguda. Antidepressivos também não são tratamento de rotina da lombalgia comum; eles podem ter outras indicações médicas, que não se confundem com o tratamento da dor lombar.1
Remédios na ciática
Na ciática, não se recomenda iniciar de rotina gabapentina, pregabalina ou outros antiepilépticos, corticoide por via oral ou benzodiazepínicos, porque o benefício global não superou os danos. Riscos, monitoramento e retirada são definidos separadamente para cada uma dessas classes.1 Para quem já usa gabapentina ou pregabalina, a revisão verifica ganho funcional, efeitos adversos, dependência e necessidade de retirada gradual. Sem resposta, a dose não deve subir indefinidamente, nem outro remédio da mesma família deve ser acrescentado.1
O corticoide oral é uma decisão diferente da injeção epidural. A injeção usa outra via, tem alvo regional e fica restrita a um grupo selecionado com dor radicular aguda e intensa, descrito em Procedimentos.1
Benzodiazepínicos trazem sedação, interação com álcool e outros sedativos, dependência e sintomas de retirada. Quem já usa não deve interromper de repente; na revisão, defino se existe outra indicação e como reduzir com segurança quando necessário.1
O que observar durante o uso dos medicamentos
Procedimentos
A indicação do procedimento depende de uma síndrome clínica compatível e de um alvo anatômico ligado ao padrão de dor. Injeção na coluna não trata a lombalgia inespecífica. Radiofrequência e epidural servem a grupos diferentes de pacientes.1
Radiofrequência
A radiofrequência de ramos mediais pode ser avaliada na dor lombar crônica localizada, moderada ou intensa, que persistiu depois do cuidado não cirúrgico. A hipótese é que a dor seja transmitida pelos pequenos nervos das articulações posteriores da coluna, as articulações facetárias. Um bloqueio anestésico temporário desses nervos seleciona melhor o alvo.1
Com orientação por imagem, cânulas são posicionadas junto aos ramos mediais selecionados e produzem uma lesão térmica nesses nervos. A lesão atinge o nervo que conduz a dor; a articulação em si não é modificada. Dor local, alteração de sensibilidade ou dormência podem durar dias ou semanas. Lesão de uma estrutura nervosa fora do alvo é rara, mas relevante, e anticoagulantes ou dispositivos implantados exigem análise específica.9
Na dor facetária bem selecionada, a radiofrequência reduziu a dor em média nos acompanhamentos de menos de três meses, de três a doze meses e de mais de um ano. A função melhorou apenas em alguns desses momentos. O ganho em qualidade de vida e o resultado em cada pessoa continuam incertos: o alívio pode ser menor, durar menos ou não ocorrer.10
Injeção epidural
A injeção epidural deposita anestésico local e corticoide no espaço ao redor das raízes nervosas. Ela pode ser considerada na ciática aguda e intensa, depois de confirmado um padrão radicular compatível.1
Em parte dos pacientes com radiculopatia, a redução de dor e incapacidade é modesta e dura até três meses; algum efeito sobre a incapacidade pode persistir por seis meses ou mais. A injeção não remove a compressão.11
Sangramento, infecção, punção acidental da membrana que envolve os nervos, injeção dentro de um vaso e lesão neural entram no consentimento, com frequência que varia entre técnicas. Anticoagulantes, infecção ativa e a via planejada mudam a avaliação de segurança antes do procedimento.12 Eventos neurológicos graves são raros, mas foram descritos e também fazem parte do consentimento.13
Cirurgia
A avaliação cirúrgica eletiva entra principalmente na ciática persistente, quando o cuidado não cirúrgico não melhora dor ou função e a imagem mostra compressão compatível com os sintomas e o exame. Na lombalgia comum, fusão vertebral e substituição de disco não são recomendadas. Se houver piora neurológica, a avaliação cirúrgica deixa de ser programada e o encaminhamento é antecipado.1
A descompressão libera a raiz nervosa retirando a estrutura que ocupa o espaço dela; pode incluir a remoção de parte do osso e, na discectomia, de parte do disco. A operação, a internação e a recuperação variam com a técnica, a doença tratada, as condições clínicas e a função antes da cirurgia.14

Na ciática por hérnia de disco com indicação cirúrgica, a discectomia tende a aliviar a dor na perna mais depressa que o cuidado não cirúrgico. A diferença diminui com o tempo e pode ser pequena ou ausente em longo prazo. O benefício esperado é sobre a dor na perna, e a dor lombar pode continuar.15
Vazamento de líquido espinal, lesão neural, dor persistente, instabilidade e necessidade de nova operação são os riscos relevantes da descompressão. O risco individual varia com a causa da compressão, a técnica proposta, cirurgias anteriores e outras condições clínicas.14
Acompanhamento após radiofrequência, epidural ou cirurgia
Medir função e padrão de dor. Repetição só entra após benefício inicial duradouro e retorno do mesmo padrão.
Comparar dor na perna e incapacidade no período curto. Novas injeções dependem de ganho reconhecível.
Acompanhar ferida, força, sensibilidade e função. Sintoma neurológico novo ou alteração urinária ou intestinal exige avaliação urgente.
Evolução e reavaliação
A melhora nas primeiras semanas é mais comum quando não há comprometimento neurológico nem causa específica. A velocidade varia e as recorrências são comuns. Para acompanhar, uso sinais concretos: caminhar mais, tolerar posições, dormir com menos interrupções e retomar tarefas.4
Revejo o plano quando a função não avança no intervalo combinado, a dor muda de distribuição, surgem sintomas neurológicos ou sistêmicos, ou o tratamento causa efeitos adversos. A revisão compara a hipótese diagnóstica, a execução do programa, a resposta ao exercício, o benefício dos remédios e a necessidade de exame ou encaminhamento.4
Quando falta progresso, primeiro procuro o que falhou: diagnóstico, escolha do tratamento, dose, tolerância ou adesão possível. O passo seguinte pode ser ajustar a reabilitação, trocar um remédio, pedir um exame dirigido ou encaminhar para outra avaliação.4
O tratamento sem cirurgia continua adequado enquanto há segurança clínica e ganho funcional, ou quando existe um motivo definido para ajustar o plano.4 Recuperação lenta pode exigir mais supervisão, e mudança do padrão pode exigir outro diagnóstico. Comprometimento neurológico pode antecipar o encaminhamento, qualquer que seja o tempo já dedicado ao cuidado conservador.4
Referências
- NICE. Low back pain and sciatica in over 16s, avaliação inicial (abre em nova aba).
- Cleveland Clinic. Lower Back Pain: Causes, Symptoms and Treatment (abre em nova aba).
- NHS. Back pain, sinais para atendimento imediato (abre em nova aba).
- KNGF. Physical Therapy Guideline for Low Back Pain and Lumbosacral Radicular Syndrome, avaliação clínica (abre em nova aba).
- American College of Radiology. ACR Appropriateness Criteria: Low Back Pain, 2021 (abre em nova aba).
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- AANEM. Referral Indications for Electrodiagnostic Testing, atualização de 2025 (abre em nova aba).
- American Academy of Family Physicians. Chronic Low Back Pain in Adults, 2024 (abre em nova aba).
- American Academy of Family Physicians. Acute Pyelonephritis in Adults, 2020 (abre em nova aba).
- Cohen et al. Consensus practice guidelines on interventions for lumbar facet joint pain, 2020 (abre em nova aba).
- Ramos-Bossini et al. Efficacy of radiofrequency in lumbar facet joint pain, 2024 (abre em nova aba).
- American Academy of Neurology. Epidural Steroids for Radicular Pain and Spinal Stenosis, 2025 (abre em nova aba).
- Pountos et al. Safety of Epidural Corticosteroid Injections, 2016 (abre em nova aba).
- FDA. Safety Communication for Epidural Corticosteroid Injections, 2014 (abre em nova aba).
- NHS. Lumbar decompression surgery, revisão de 2026 (abre em nova aba).
- Liu et al. Surgical versus non-surgical treatment for sciatica, BMJ, 2023 (abre em nova aba).
