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Dores de crescimento em crianças: padrão típico e quando investigar

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17 min
Dr. Marcus Yu Bin Pai, de blazer, explica um modelo anatômico na tela de um notebook a duas pessoas sentadas à mesa, vistas de costas
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O que são dores de crescimento

Dores de crescimento são episódios recorrentes de dor nos membros, principalmente nas pernas, em crianças que permanecem bem entre as crises. O padrão mais reconhecido é uma dor profunda ou em aperto nas panturrilhas, canelas, coxas ou atrás dos joelhos, geralmente dos dois lados, no fim do dia ou à noite. A dor pode acordar a criança, mas desaparece até a manhã e não deixa mancar, inchaço nem perda de movimento durante o dia.[1]

O nome engana: não há sinal de que o crescimento dos ossos ou um estirão provoque esses episódios, e nenhum critério isolado fecha o diagnóstico. O diagnóstico vem do conjunto: localização, horário, recorrência, estado geral, atividade durante o dia e exame físico normal.[1]

Dor noturna, isoladamente, não confirma o quadro benigno. Um osso inflamado, uma lesão por carga, artrite, infecção ou outra doença também pode doer em repouso. A diferença está no conjunto: dor de crescimento muda de lado ou aparece bilateralmente, não permanece presa a um ponto ósseo, não piora progressivamente e ocorre em uma criança sem febre, perda de peso, fraqueza, palidez, equimoses anormais ou alteração da marcha.[3]

Padrão típico e padrão atípico
LadoTípico: bilateral ou alternante; investigar: sempre um lado
HorárioTípico: fim do dia ou noite; investigar: manhã e atividade
Entre crisesTípico: corre e anda normalmente; investigar: mancar ou fraqueza
ExameTípico: sem calor ou inchaço; investigar: ponto focal ou articulação alterada

Padrão típico

A faixa etária mais descrita começa por volta dos 3 anos e se estende pela infância. Os episódios podem ocorrer por algumas noites, desaparecer por semanas e voltar. A intensidade varia: algumas crianças apenas pedem massagem; outras acordam chorando. Intensidade forte ainda pode ocorrer no quadro benigno, desde que a recuperação seja completa e o restante da história e do exame permaneça normal.[2]

A localização costuma estar nos músculos das coxas, panturrilhas, canelas ou região posterior dos joelhos, fora das articulações. A criança pode apontar uma área ampla, e o ponto muda entre episódios. Dor sempre sobre a mesma saliência óssea, dor na virilha, sensibilidade localizada em uma vértebra ou dor claramente dentro do joelho ou tornozelo pede outra explicação.[3]

Durante o dia, a criança corre, sobe escadas e participa das atividades habituais. Pode haver associação com dias mais ativos, mas essa observação não prova lesão nem define a causa. O dado decisivo é que brincar não desencadeia limitação progressiva e que a função retorna ao normal. Dor que surge durante corrida, obriga a parar, reduz a distância ou muda o jeito de pisar aponta para avaliação de carga, osso, tendão ou articulação.[3]

O episódio termina sem rigidez matinal, edema, vermelhidão, calor ou perda de amplitude. A criança não precisa 'aquecer' uma articulação por muitos minutos para voltar a se mover. Quando a família percebe joelho aumentado, tornozelo quente, recusa de apoiar ou mãos e pés rígidos ao acordar, a avaliação procura o processo focal ou inflamatório que explica o achado.[4]

Causas possíveis

A causa permanece incerta. Atividade física, maior sensibilidade à dor, hipermobilidade, fatores familiares, sono e aspectos emocionais aparecem associados em algumas crianças, mas nenhum explica todas. Por isso, palmilha, vitamina ou restrição esportiva são indicadas quando o exame encontra um problema específico que esses recursos possam corrigir.[1]

A hipermobilidade juvenil, quando dá sintomas, pode trazer entorses, percepção menos precisa da posição das articulações, pés planos e dor. Esses sinais fazem parte da avaliação da hipermobilidade; nenhum deles, sozinho, explica uma dor noturna bilateral. Se existe ponto focal, inchaço, febre, marcha alterada ou perda de função, a investigação continua.[9]

Deficiência de vitamina D e síndrome das pernas inquietas também entram na lista de hipóteses. A primeira pode causar sintomas musculoesqueléticos em contextos específicos; a segunda produz necessidade de mover as pernas acompanhada de sensações desagradáveis, sobretudo em repouso, com alívio ao movimentar. História alimentar, exposição solar, crescimento, exame, sono e, quando indicado, exames laboratoriais mostram se vale investigar.[2]

Dr. Marcus Yu Bin Pai à mesa do consultório, olhando um modelo anatômico em 3D no monitor, com modelos de coluna e de acupuntura sobre a mesa
Modelo anatômico em 3D no monitor do consultório.

Pesquisas observaram, em algumas dessas crianças, diferenças no limiar de dor, características familiares e maior frequência de cefaleia ou dor abdominal funcional. Isso sugere que elas podem processar estímulos dolorosos de modo diferente, mas não basta para diagnosticar sensibilização nem para atribuir os episódios a fatores emocionais. Ansiedade da criança ou dos pais não encerra a investigação de uma dor focal, progressiva ou com perda de função.[1]

História clínica

A consulta começa reconstruindo um episódio completo: hora de início, duração, lado, ponto exato, atividade anterior, capacidade de caminhar, medidas usadas e situação na manhã seguinte. Também importa saber se a dor acordou a criança já adormecida ou se impediu que ela adormecesse; se há necessidade de mover as pernas; e se o toque alivia ou encontra uma área nitidamente dolorosa. Esse roteiro separa padrões que a expressão 'dor na perna' mistura.[3]

O histórico precisa incluir trauma recente, aumento rápido de treino, infecção anterior, uso de medicamentos, doenças crônicas, perda de peso, febre, suores noturnos, cansaço fora do habitual, palidez, sangramentos, rash e dor em outras regiões. Em crianças pequenas, mudança de comportamento, recusa de brincar ou pedido frequente de colo pode representar limitação funcional mesmo quando elas não descrevem bem a dor.[4]

Um registro curto de duas a quatro semanas documenta episódios intermitentes. Anote localização em um desenho do corpo, horário, duração, presença de febre, marcha antes e depois, atividade do dia e resposta à medida usada. O registro mostra se o padrão continua bilateral e noturno ou se um sinal focal e repetitivo estava sendo perdido entre consultas.[2]

Exame físico

O exame começa antes da maca. Observam-se entrada na sala, velocidade, simetria dos passos, apoio dos pés, capacidade de virar, correr e agachar conforme a idade. Claudicação é o ato de mancar para proteger uma perna; mesmo discreta, ela não pertence ao padrão clássico. Caminhar na ponta de um pé, evitar apoio, arrastar a perna ou perder uma habilidade já adquirida desloca a investigação para quadril, joelho, tornozelo, osso ou sistema nervoso.[3]

Quadris, joelhos, tornozelos e pés são comparados quanto a amplitude, calor, derrame, dor e estabilidade. Derrame é líquido aumentado dentro da articulação e pode produzir inchaço e limitação. O examinador palpa músculos e ossos procurando um ponto que reproduza a queixa. Dor difusa que não está presente durante o dia é diferente de sensibilidade óssea fixa, massa, aumento de volume ou dor em uma inserção tendínea após treino.[3]

Força, reflexos, sensibilidade e coordenação avaliam o sistema neurológico quando há tropeços, dormência, fraqueza ou dor irradiada. Pele, unhas e perfusão ajudam a identificar rash, equimoses, infecção e alterações vasculares. Abdome e coluna entram no exame se o padrão sugere dor referida. Não é necessário executar uma bateria idêntica em toda criança; cada achado da história define o que precisa ser comparado e reproduzido.[4]

A hipermobilidade juvenil é reconhecida no exame físico pela amplitude articular excessiva. O achado precisa ser interpretado junto da dor e da função da criança, porque mobilidade ampla também pode existir sem incapacidade. Um número isolado de amplitude não atribui a dor à hipermobilidade; o padrão clínico e o exame completo continuam necessários.[9]

Exame que separa os padrões
MarchaApoio, simetria, corrida, agachamento e habilidades da idade
ArticulaçõesCalor, derrame, amplitude, estabilidade e dor localizada
Ossos e músculosPonto fixo, massa, inserção dolorosa ou sensibilidade difusa
NeurológicoForça, reflexos, sensibilidade, coordenação e tropeços

Outras causas de dor

Lesões por sobrecarga costumam doer em uma estrutura e durante uma tarefa. Dor no calcanhar ao correr pode vir da apófise do calcâneo, região de crescimento onde o tendão de Aquiles se conecta. Dor abaixo da patela ao saltar pode envolver outra apófise ou o tendão. O padrão é focal, reproduzível e ligado à carga; pode persistir no dia seguinte. O tratamento se dirige ao tecido envolvido e à dose de treino.[3]

Artrite idiopática juvenil é inflamação persistente de uma ou mais articulações. Rigidez ao acordar, edema, calor, perda de movimento e mancar após repouso são mais úteis que intensidade isolada. Algumas crianças sentem pouca dor apesar de inflamação evidente. Por isso, um joelho aumentado ou uma marcha alterada merece exame mesmo quando a criança não reclama todas as noites.[4]

Infecção de osso ou articulação tende a produzir dor focal, limitação e piora do estado geral, embora febre possa faltar no início. Incapacidade de apoiar, dor intensa ao mover uma articulação, calor local e progressão rápida exigem avaliação imediata. Uma infecção recente de garganta ou pele, ferida, cirurgia, imunossupressão ou doença falciforme muda a probabilidade e deve ser informada.[3]

Tumores ósseos e doenças hematológicas são raros, mas precisam ser lembrados diante de dor persistente em um ponto, massa, aumento progressivo, fratura com trauma pequeno, palidez, febre, equimoses, perda de peso ou fadiga marcada. A presença de dor noturna não basta para sugerir câncer; é a associação com progressão, focalidade, exame anormal ou sinais sistêmicos que muda a urgência.[3]

Síndrome das pernas inquietas produz desconforto acompanhado de impulso de mover as pernas, aparece ou piora em repouso, melhora temporariamente com movimento e predomina à noite. Cãibras têm contração muscular súbita e palpável. Neuropatia pode trazer queimação, dormência ou fraqueza. Cada descrição aponta para uma condição diferente.[2]

Dor infantil por padrão
SobrecargaPonto e tarefa específicos; piora durante ou depois da carga
ArtriteArticulação inchada, rígida ou com movimento reduzido
InfecçãoDor focal progressiva, apoio ruim e possível febre
Pernas inquietasImpulso de mover em repouso com alívio ao movimento

Exames

Nenhum exame confirma dores de crescimento. Quando história e exame são típicos, pedir radiografia, ressonância e painel de sangue por rotina aumenta a chance de encontrar variações sem relação com a dor e não torna o diagnóstico mais seguro. A decisão de não testar é baseada em padrão completo e exame normal.[3]

Hemograma pode ser útil diante de palidez, febre, equimoses, fadiga ou suspeita de infecção ou doença hematológica. Marcadores inflamatórios, como proteína C reativa e velocidade de hemossedimentação, ajudam quando há articulação inchada, rigidez ou sintomas sistêmicos, mas resultados normais não excluem todas as doenças. Ferro, vitamina D ou outros testes só entram quando história, alimentação, exame ou síndrome associada cria uma pergunta específica.[3]

Radiografia é escolhida para dor focal, trauma, deformidade, limitação persistente ou suspeita óssea. Ultrassom pode avaliar derrame de articulação superficial e alguns tendões; ressonância mostra medula óssea, cartilagem, músculos e tecidos profundos quando a pergunta clínica justifica esse detalhamento. A sequência não precisa começar pela ressonância, e uma imagem normal não substitui reavaliação se a função continua piorando.[3]

Mãos do médico segurando um modelo anatômico da coluna vertebral ao lado de um abajur
Modelo anatômico da coluna vertebral.

O resultado deve responder à hipótese que motivou o pedido. Um achado incidental, isto é, presente na imagem sem explicar lado, local, horário e exame, não deve virar tratamento. Da mesma forma, persistência ou mudança do padrão pode exigir nova avaliação mesmo após um exame inicial normal. A investigação termina quando há coerência entre evolução, exame e hipótese.[2]

Exames laboratoriais entram quando história ou exame sustentam outra hipótese: hemograma diante de suspeita hematológica ou infecciosa, velocidade de hemossedimentação e proteína C-reativa quando há possível inflamação ou infecção, creatinoquinase quando o quadro sugere lesão muscular. Um painel amplo pedido por rotina não fecha o diagnóstico de dores de crescimento e não substitui novo exame físico.[3]

Tratamento das crises

Durante um episódio típico, massagem suave e calor protegido podem reduzir o desconforto. A pele deve ser checada e a fonte de calor não fica em contato direto nem durante o sono. A resposta tem valor clínico, mas não é um teste diagnóstico: melhorar com massagem também pode ocorrer em outras dores musculares. Se a criança não consegue apoiar, aponta um ponto ósseo ou apresenta inchaço, o próximo passo é examinar, não aumentar a intensidade da massagem.[7]

Não há evidência para suspender esportes em toda criança com padrão benigno. Quando as crises se concentram após uma mudança grande de volume, vale registrar qual atividade, duração e superfície antecederam o episódio e ajustar temporariamente essa dose. A meta é preservar participação sem manter uma carga que produz limitação no dia seguinte. Dor durante a atividade ou marcha alterada exige outra hipótese antes de qualquer plano de retorno.[3]

A família pode combinar um plano simples para a noite: confirmar que não surgiu febre, inchaço, trauma ou perda de função; usar a medida que já foi segura; observar resolução até a manhã; e registrar mudanças do padrão. Esse plano reduz decisões improvisadas sem transformar episódios frequentes em automedicação contínua. Crises mais longas, mais localizadas ou progressivamente intensas precisam de revisão clínica.[5]

Fisioterapia e exercícios

Fisioterapia não é obrigatória quando a criança apresenta marcha, força, mobilidade e participação normais. Ela pode ajudar quando há hipermobilidade sintomática, com um programa ligado à dor ou à limitação observada naquela criança, sem séries genéricas de alongamento.[6]

Quando a hipermobilidade é sintomática, a ACR descreve exercício, fortalecimento, proteção articular, treino de equilíbrio e fisioterapia. O programa pertence ao diagnóstico de hipermobilidade e deve responder à limitação observada naquela criança. A meta é recuperar dor e função ligadas à hipermobilidade sintomática, sem tratá-la como causa automática das dores de crescimento.[9]

Para a criança com hipermobilidade sintomática, a orientação da ACR é manter atividade, evitar levar repetidamente as articulações a amplitudes extremas e ajustar a atividade quando houver dor. O retorno à brincadeira ou ao exercício deve respeitar esses limites e a função examinada.[9]

Pé plano flexível sem dor ou desconforto não precisa ser 'corrigido' para prevenir dores de crescimento. Quando há dor ou cansaço persistente no pé, palmilhas podem aliviar esse desconforto; fisioterapia pode ser considerada se o exame mostrar encurtamento do tendão de Aquiles. O recurso é escolhido pelo problema do pé encontrado.[10]

Reabilitação por achado
MedirMarcha, força, mobilidade e tarefa que realmente limita
SelecionarExercício ligado ao tecido ou controle alterado
ProgredirUma variável por vez sem mancar depois
RevisarDor focal, edema ou capacidade menor mudam a hipótese

Medicamentos

Em uma crise já reconhecida, use o medicamento infantil conforme a orientação dada para aquela criança e para a apresentação dispensada. No paracetamol em gotas, concentração, modo de usar e limites valem para o próprio frasco; não copie gotas, volume ou intervalo de outra embalagem. Se a dose ainda não foi definida para a criança e para aquele frasco, peça essa orientação ao médico ou ao farmacêutico antes de dar; não calcule por conta própria.[8]

Não combine dois produtos que contenham paracetamol; confira todos os rótulos das embalagens. Diante de dúvida, doença do fígado, piora da dor ou sintomas novos, fale com o farmacêutico ou com o médico. Levar a caixa e o medidor usados à consulta evita que a orientação de outro frasco seja aplicada por engano.[8]

Necessidade de analgésico em muitas noites, alívio cada vez menor ou uso preventivo frequente pede reavaliação. O objetivo do medicamento é atravessar um episódio já reconhecido. Se a criança precisa de remédio para apoiar, correr ou dormir repetidamente, o padrão e o exame devem ser revistos antes de prolongar o tratamento sintomático.[3]

Acompanhamento

Os episódios podem voltar por meses ou anos e tendem a desaparecer ao longo da infância. O acompanhamento verifica se a criança continua normal entre as crises. Crescimento, participação escolar, esportes, sono, marcha e exame devem permanecer preservados. Uma fase com mais episódios pode ser observada se o padrão não mudou e a recuperação continua completa.[2]

A reavaliação compara o quadro atual com a definição inicial. Dor que era bilateral e passa a ficar sempre na tíbia direita; desconforto apenas noturno que começa a limitar corrida; ou uma criança ativa que passa a evitar escadas são mudanças clínicas, mesmo sem febre. Elas justificam novo exame e, se houver uma pergunta definida, investigação dirigida.[3]

O diagnóstico pode coexistir com outra condição em momentos diferentes. Uma criança com história típica ainda pode sofrer entorse, desenvolver dor por sobrecarga ou apresentar artrite. Cada mudança relevante de lado, horário, função ou exame precisa ser tratada como nova informação.[1]

Um diário curto é útil quando registra informação decisiva: lado, local apontado com um dedo, horário de início, duração, atividade anterior, presença de febre, inchaço e modo de caminhar na manhã seguinte. Fotografias de edema ou vídeos de uma marcha alterada podem documentar um sinal que desapareceu antes da consulta. Registrar apenas uma nota de zero a dez oferece menos informação para o diagnóstico infantil.[2]

Procedimentos e encaminhamento

No padrão típico, com exame normal e recuperação completa entre as crises, o manejo se resume ao alívio das crises e ao acompanhamento, porque não há alvo estrutural identificado para procedimento invasivo. Se infiltração ou cirurgia entra em discussão, o diagnóstico precisa ser reaberto e sustentado por um achado diferente do padrão de dores de crescimento.[3]

Encaminhamento entra quando o diagnóstico provável pertence a outra área ou o exame permanece anormal. Ortopedia avalia lesão estrutural, deformidade ou dor óssea focal; reumatologia investiga inflamação articular ou sistêmica; neurologia recebe fraqueza, alteração de reflexo ou marcha; hematologia e oncologia participam diante de alterações sanguíneas, massa ou sintomas constitucionais. O prazo acompanha o sinal encontrado.[4]

Sinais de alerta

Procure avaliação pediátrica no mesmo dia se a criança não consegue apoiar ou caminhar, apresenta articulação quente e inchada, dor focal que piora rapidamente, inchaço importante ou febre com piora do estado geral. Esses achados ficam fora do padrão benigno de dor noturna e precisam de exame direcionado no serviço pediátrico disponível na sua região.[4]

Marque avaliação em prazo curto quando a dor permanece em uma perna ou no mesmo ponto, aparece pela manhã ou durante atividade, causa mancar, limita uma articulação ou vem com rash, febre, cansaço ou perda de peso. Leve o registro das crises e informe o que foi usado. Episódios que deixam de desaparecer até a manhã também exigem nova avaliação do diagnóstico.[7]

Sinal e destino
Mesmo diaNão apoia, articulação quente e inchada ou piora focal rápida
Prazo curtoDor unilateral, matinal, durante atividade ou com mancar
Padrão mudouNão desaparece pela manhã, limita movimento ou vem com febre
LevarMapa da dor, horário, marcha, febre, atividade e medicamentos

Referências

  1. Defining Growing Pains: A Scoping Review. 2022. https://publications.aap.org/pediatrics/article/150/2/e2021052578/188581/Defining-Growing-Pains-A-Scoping-Review (abre em nova aba)
  2. Assessments diagnostic criteria and outcome measures for growing pains and painful restless legs syndrome in children. 2025. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12684109/ (abre em nova aba)
  3. Growing Pains: When to Be Concerned. 2017. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5349398/ (abre em nova aba)
  4. Nocturnal Leg Pain: Advice for Referrers. 2024. https://www.clinicalguidelines.scot.nhs.uk/rhc-for-health-professionals/guidelines/primary-care-referral-guidelines/medical-paediatric-pre-referral-guidance/nocturnal-leg-pain-advice-for-referrers/ (abre em nova aba)
  5. Growing Pains Are Normal Most of the Time. 2013. https://www.healthychildren.org/English/health-issues/conditions/orthopedic/Pages/Growing-Pains-Are-Normal-Most-Of-The-Time.aspx (abre em nova aba)
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  1. Growing Pains. 2025. https://rheumatology.org/growing-pains (abre em nova aba)
  2. Growing pains. 2026. https://www.nhs.uk/conditions/growing-pains/ (abre em nova aba)
  3. Paracetamol solução gotas: bula para o paciente. 2021. https://bula-anvisa.s3.sa-east-1.amazonaws.com/1558401030015_paciente.pdf (abre em nova aba)
  4. Hypermobility Syndrome (Juvenile). 2025. https://rheumatology.org/patients/hypermobility-syndrome-juvenile (abre em nova aba)
  5. American Academy of Orthopaedic Surgeons. Flexible Flatfoot in Children. https://www.orthoinfo.org/diseases–conditions/flexible-flatfoot-in-children (abre em nova aba)

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