Dor
persistente: avaliação de casos complexos
Para a dor que já passou por muitos tratamentos.
A avaliação para casos complexos revisa diagnóstico, exames e tratamentos já tentados.
Alguns casos chegam depois de
- Meses ou anos de dor
- Exames com achados pouco conclusivos
- Medicações acumuladas
- Fisioterapia que ajudou só por um período
- Procedimentos que aliviaram parcialmente


Objetivo
da avaliação
O objetivo é separar mecanismos de dor, revisar o que já foi tentado, identificar riscos e definir uma sequência de cuidado.
A dor persistente costuma misturar anatomia, função, sistema nervoso, sono, humor, medicamentos, cirurgias prévias e medo de movimento. O laudo mostra uma parte desse quadro.
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Fisiatria e dor
Formação em Medicina Física e Reabilitação pela USP, área de atuação em Dor pela AMB e prática voltada a função.
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Acupuntura médica e neuromodulação
Leitura de dor miofascial, neuropática e sensibilização, com técnicas indicadas conforme o plano.
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Ensino e discussão clínica
Atuação acadêmica no Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da USP e participação em congressos e educação médica.
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Estrutura integrada
Consulta, procedimentos para dor, tecnologias e reabilitação no mesmo endereço, com alvo clínico definido.
Quando procurar
Situações em que uma reavaliação cuidadosa costuma mudar o caminho.
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Dor que não combina com o laudo
Hérnia, artrose ou tendinopatia podem estar no exame sem explicar toda a dor. Comparo a imagem com os sintomas, o exame físico e a limitação.
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Dor após cirurgia ou procedimento
Quando a dor permanece, volta ou muda de padrão, a avaliação diferencia cicatriz, irritação neural, sobrecarga, dor miofascial, inflamação ou outra fonte.
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Sintomas em mais de uma região
Coluna, quadril, ombro, nervos, sono e perda de força podem se sobrepor. O plano define a prioridade clínica.
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Tratamentos que ajudam pouco
Medicação, infiltração, fisioterapia ou acupuntura podem ajudar pouco quando o diagnóstico está incompleto, a dose não está ajustada ou falta uma sequência de reabilitação.
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Dor neuropática ou em choque
Com queimação, choque, formigamento, dormência e dor ao toque, avalio nervos, raízes, medula, diabetes, herpes zóster, quimioterapia ou compressões.
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Medo de movimento e perda de autonomia
Quando a dor passa a comandar sono, trabalho, treino e vida social, o tratamento combina segurança, função e progressão gradual.
As quatro etapas
da avaliação
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Reconstruir a história
Início da dor, evolução, crises, tratamentos prévios, efeitos colaterais, cirurgias, exames, rotina, sono e objetivos funcionais.
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Examinar o mecanismo provável
Força, sensibilidade, reflexos, mobilidade, pontos dolorosos, padrão de irradiação, articulações, tendões e resposta ao movimento.
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Revisar exames com contexto
Ressonância, ultrassom, radiografias, eletroneuromiografia e exames laboratoriais entram quando mudam diagnóstico, risco ou conduta.
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Definir prioridade
O plano escolhe o primeiro alvo, a melhor sequência e os critérios para reavaliar.

Diagnóstico diferencial
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Dor miofascial
Pontos-gatilho, bandas tensas, sobrecarga muscular, dor referida e perda de tolerância ao esforço. Pode exigir reabilitação, agulhamento seco, infiltração de pontos-gatilho ou toxina botulínica com alvo definido.
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Dor neuropática
Queimação, choque, alodinia, formigamento e dormência. A decisão compara medicação, bloqueios, PENS, acupuntura, Botox para dor neuropática e investigação adicional pelo território, déficit e resposta clínica.
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Dor de coluna com irradiação
Hérnia, estenose, dor facetária, sacroilíaca, radiculopatia ou dor referida. O exame neurológico e a coerência com a imagem definem urgência e opções.
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Fonte articular ou tendínea
Artrose, tendinopatia, bursite, cápsula, entese e sobrecarga mecânica. Tratamento pode combinar controle de carga, ondas de choque, infiltrações, ácido hialurônico e reabilitação.
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Sensibilização e dor crônica
Quando o sistema nervoso amplifica dor, sono ruim, fadiga, estresse e medo de movimento influenciam a resposta. O tratamento é feito por etapas.
Perguntas
frequentes
Pode ser uma reavaliação organizada. O foco é montar um mapa clínico: hipótese principal, diagnósticos alternativos, riscos e próximos passos.
Sim, se possível. Exames antigos, relatórios cirúrgicos, receitas, laudos de eletroneuromiografia e lista de medicamentos ajudam a entender a sequência do caso.
Com diagnóstico, risco clínico e objetivo definidos, sim. Isso depende de diagnóstico, segurança, exames disponíveis, medicamentos em uso, alergias, anticoagulantes, comorbidades e objetivo do procedimento. Quando falta informação, o procedimento é programado.
Isso é comum. O plano define prioridade: tratar a fonte mais provável ou mais limitante primeiro, observar resposta e ajustar a sequência.
Déficit neurológico progressivo, suspeita de doença inflamatória, infecção, fratura, câncer, compressão importante ou necessidade cirúrgica mudam a rota. A avaliação também serve para reconhecer quando outro especialista deve entrar.