Pular para o conteúdo principal
Artigos

Dor na escápula e oito causas comuns

A dor sentida na escápula pode nascer em outro lugar: músculos vizinhos, ombro, coluna cervical, nervo, costelas ou um órgão do tórax.

Atualizado
Publicado em
Leitura
18 min
Dr. Marcus Yu Bin Pai examina e marca com caneta o ombro de uma pessoa vista de costas, que mantém a mão atrás da cintura
Neste artigo

Dor na escápula

A dor sentida sobre a escápula, a omoplata, nem sempre nasce nela. Ela pode vir dos músculos ao redor, do ombro, da coluna cervical, de um nervo periférico, do movimento da própria escápula, do contato entre a escápula e o tórax, das costelas e da parede torácica ou de um órgão do tórax que projeta dor para as costas. A ordem dessa lista acompanha o raciocínio do exame; ela não indica qual causa é mais frequente. Na primeira consulta, comparo o gesto que reproduz a dor, os sintomas no braço, a força, a relação com a respiração, o trauma e o estado geral.[13]

Quando elevar ou girar o braço e deitar sobre o ombro provocam a dor, aumenta a probabilidade de que ela venha do ombro. Quando o movimento do pescoço traz dor, formigamento ou fraqueza no braço, o exame se desloca para a coluna e a raiz nervosa. Os dois quadros se sobrepõem com frequência, e um ponto doloroso junto à escápula não basta para escolher entre eles.[13]

Dois achados mudam a investigação logo no início. Se a borda da escápula se destaca das costas durante um gesto, examino nervos e controle muscular, e a direção da borda indica quais nervos e músculos estudar.[10] Se há estalo doloroso e localizado, crepitação palpável ou ruído durante o movimento, a suspeita passa a ser o contato entre escápula e tórax, que pede um exame dinâmico próprio.[5]

Dor aguda que piora ao inspirar ou tossir pode vir da pleura, a membrana que reveste o pulmão, e alcançar o ombro ou as costas.[16] Dor no peito, falta de ar, sangue no escarro ou sinais gerais de doença seguem os critérios de atendimento imediato reunidos em Sinais de alerta, mais abaixo.

Sobrecarga muscular

A musculatura ao redor da escápula pode ser a origem da dor. Na palpação, procuro os sinais clássicos da dor miofascial: ponto doloroso, banda tensa no músculo e dor que se espalha a partir do ponto pressionado, a chamada dor referida. Esses achados contribuem para o diagnóstico, mas nenhum deles forma um teste definitivo. A sensibilidade muscular também pode ser secundária a outra origem, como o ombro ou o pescoço.[9]

Por isso, o rótulo muscular fica provisório até eu comparar a carga do ombro, o movimento cervical, a força e a sensibilidade. Se os achados à palpação são inconsistentes ou a dor não acompanha o esforço muscular esperado, volto ao ombro, ao pescoço, aos nervos e ao tórax e escolho um teste capaz de mudar a hipótese.[9]

Ombro

Entre as causas de dor no ombro, a tendinopatia do manguito rotador e a dor da bursa subacromial, a bolsa que fica entre os tendões do ombro e o arco ósseo acima deles, podem ser sentidas junto à escápula. A dor costuma piorar ao elevar ou girar o braço, alcançar uma prateleira, vestir-se ou deitar sobre o lado. A fraqueza nesse quadro pode refletir dor, ruptura ou inibição muscular, e um teste isolado não separa essas possibilidades.[4]

No exame, comparo amplitude ativa e passiva, força nas rotações, arco doloroso e tarefas acima da cabeça. Sem trauma importante ou déficit marcante, esse exame orienta a primeira conduta. Radiografia, ultrassom ou ressonância entram quando uma dúvida específica muda o tratamento. Uma alteração estrutural pode aparecer na imagem sem ser a causa da dor na escápula.[3]

Coluna cervical

Radiculopatia cervical é dor, alteração de sensibilidade ou fraqueza causada pelo comprometimento de uma raiz nervosa no pescoço. A dor pode começar na parte medial ou superior da escápula e depois seguir para o braço ou a mão. Formigamento, choque, piora em certas posições do pescoço e mudança de reflexos ou de força tornam essa causa mais provável, embora a distribuição da dor varie de pessoa para pessoa.[1]

No exame, relaciono movimento cervical, teste de tensão neural, sensibilidade, força por grupos musculares e reflexos. Dor escapular isolada não basta para diagnosticar radiculopatia, e uma imagem com desgaste também não. O diagnóstico se apoia na concordância entre o território dos sintomas, o déficit objetivo e a evolução. A distribuição da dor na escápula ajuda a reconhecer a radiculopatia, mas não localiza sozinha o nível comprometido.[11]

Dr. Marcus Yu Bin Pai palpa o ombro de uma pessoa que mantém o braço estendido à frente, em um teste do ombro
Teste do ombro com o braço estendido à frente.

Ressonância não é automática na primeira consulta quando não há sinal de alarme. Ela passa a ter valor diante de déficit neurológico progressivo, suspeita de infecção ou câncer, trauma relevante, sinais de compressão da medula ou dor persistente em que o resultado mudará a decisão sobre um procedimento. Fora dessas situações, a classificação clínica e o tratamento conservador direcionado costumam vir antes da imagem.[2]

Nervos da escápula

Lesões de nervos diferentes tiram o controle da escápula de maneiras diferentes. O nervo torácico longo comanda o serrátil anterior; quando falha, a borda medial da escápula tende a se destacar ao empurrar uma parede. O nervo acessório espinal comanda o trapézio, e sua lesão pode causar queda do ombro, dificuldade para elevar o braço e deslocamento lateral da escápula. O nervo dorsal da escápula participa do comando dos romboides e pode gerar fraqueza para aproximar a escápula da coluna.[6] Cada padrão aponta para um nervo diferente.[10]

Escápula alada é o nome dado à borda que se afasta do tórax, e o nome sozinho não diz qual nervo falhou. Observo a escápula em repouso, ao elevar o braço, ao empurrar a parede, ao encolher os ombros e ao aproximar as escápulas, e pergunto por cicatriz, trauma, cirurgia recente e início abrupto.

Dor sem fraqueza visível pode ter outras causas, e uma assimetria discreta também ocorre sem lesão de nervo. Quando o exame aponta um nervo, a eletroneuromiografia, exame que registra a condução e a atividade elétrica de nervos e músculos, pode confirmar o território afetado e estimar a gravidade. O momento do exame e os músculos estudados dependem da história e da hipótese.[10]

Movimento da escápula

Discinesia escapular é a alteração no ritmo ou na posição da escápula durante o movimento. Ela pode acompanhar dor no ombro, fadiga, rigidez torácica, fraqueza ou adaptação ao esporte. A discinesia pode existir sem lesão estrutural e sem ser a causa da dor, e a mesma alteração aparece também em pessoas sem sintomas.[7] Por isso, a aparência da escápula, isolada, vale pouco como diagnóstico.

O achado ganha peso quando uma correção manual da escápula ou uma mudança de carga melhora a tarefa dolorosa de forma reproduzível e combina com um déficit que pode ser treinado. Se mudar a posição da escápula não muda o sintoma nem a função, investigo outra causa.

Estalo entre escápula e tórax

Na síndrome da escápula em ressalto, crepitação, estalo ou rangido acontecem entre a escápula e a caixa torácica durante o movimento. Por trás pode haver bursite local, alteração óssea, postura, atrofia muscular ou movimento repetitivo. Som sem dor é comum e não exige tratamento. O quadro que importa combina crepitação dolorosa, sensibilidade no ângulo superior ou na borda medial da escápula e limitação para puxar, arremessar ou trabalhar com os braços acima da cabeça.[5]

No exame, separo três situações: ruído sem dor, estalo doloroso e bloqueio mecânico. Dor focal reproduzida pelo deslizamento da escápula, sensibilidade sobre uma bursa ou ressalto consistente tornam a síndrome mais provável, assim como a mudança do estalo quando assisto o movimento com a mão. Massa, deformidade óssea ou estalo surgido depois de trauma mudam a pergunta feita à imagem. O diagnóstico costuma ser clínico: radiografia ou tomografia avaliam suspeita óssea, e a ressonância pode mostrar bursa e partes moles quando o resultado mudará a estratégia.[5]

Costelas e parede torácica

Contusão ou fratura de costela costuma vir depois de queda, golpe no tórax ou tosse intensa. A dor é localizada, piora ao respirar ou tossir e pode vir com sensibilidade, inchaço ou hematoma no local.[14] Se depois do trauma surgir falta de ar ou dor extensa no peito, valem os critérios de Sinais de alerta.

Herpes-zóster pode começar com dor, queimação, formigamento ou hipersensibilidade em uma faixa de um lado do corpo. A erupção na pele costuma aparecer depois e, raramente, a dor ocorre sem lesão visível. Por isso examino a pele e pergunto como a dor evoluiu antes de chamar uma dor em faixa de distensão muscular entre as costelas.[15]

Dor que muda com a rotação do tronco ou com a palpação da parede torácica pode ser musculoesquelética, mas esse achado não dispensa a avaliação da respiração, do trauma e do estado geral. A imagem é escolhida pela pergunta: costela após trauma, pulmão ou pleura, coluna torácica ou contato entre escápula e tórax.[14]

Coração e pleura

Órgãos do tórax também projetam dor para as costas. No infarto, pressão ou desconforto no peito pode vir com falta de ar, suor frio, náusea ou tontura, e a dor pode alcançar costas, pescoço, mandíbula, braço ou ombro. Uma dor escapular isolada e claramente reproduzida pelo movimento é menos típica de infarto, mas isso não basta para excluir um evento cardíaco.[12]

Na pleurisia, inflamação da pleura, a dor é aguda e piora ao inspirar, tossir, espirrar ou mover o tronco, e pode se espalhar para os ombros e as costas. Quando a respiração profunda e a tosse reproduzem dor aguda sem um ponto doloroso convincente na costela, a pleura continua entre as hipóteses. A avaliação inclui ausculta do tórax e pode exigir radiografia, ultrassom ou tomografia conforme a causa suspeita.[16] Os sinais que pedem atendimento imediato ou no mesmo dia estão em Sinais de alerta.

Exame físico

Na avaliação da dor, começo pelas duas origens que mais se confundem: pescoço e ombro. Relação com o movimento cervical, sintomas que descem para o braço e déficits neurológicos favorecem o pescoço; dor reproduzida pelo movimento e pela resistência do ombro favorece o ombro. Quando os achados divergem, mantenho mais de uma hipótese.[13]

No ombro, amplitude ativa e passiva, força de rotação e tarefas acima da cabeça testam o manguito e as estruturas próximas, e separo a fraqueza causada pela dor da perda real de força. O resultado orienta a reabilitação e a necessidade de imagem do ombro.[4]

Na escápula alada, repito os gestos que expõem cada nervo: empurrar a parede, elevar o braço, encolher os ombros e aproximar as escápulas. No contato entre escápula e tórax, procuro estalo doloroso que se repete, sensibilidade sobre a bursa, ressalto ósseo e mudança com a assistência manual.[5]

Exames de imagem

No ombro, a radiografia mostra osso e articulação; ultrassom ou ressonância respondem sobre manguito e bursa quando o resultado muda a conduta. Uma dor localizada na escápula, por si só, não justifica ressonância cervical ou torácica.[3]

No pescoço, a indicação de radiografia e ressonância depende de radiculopatia, trauma, cirurgia prévia, infecção, câncer e déficit neurológico. A ressonância ganha prioridade quando há comprometimento neurológico ou decisão de procedimento. Alterações degenerativas são frequentes e só contam como origem da dor quando concordam com o lado, o nível e o exame.[2]

Na coluna torácica e nas costelas, a pergunta pode pedir radiografia, tomografia ou ressonância conforme trauma, osso, inflamação ou comprometimento de nervo. No estalo entre escápula e tórax, a imagem fica reservada para suspeita de alteração óssea, massa ou bursa que não responde ao tratamento; muitos casos são avaliados primeiro pela história e pelo exame dinâmico.[8]

Tratamento

O tratamento começa depois que o exame define a origem provável, porque cada causa tem um alvo próprio. Aliviar a dor e recuperar a tarefa que doía são metas diferentes, e acompanho as duas.

Em qualquer das oito causas, a progressão acompanha a repetição da tarefa e a evolução da força, da amplitude e dos sintomas, sem uma regra única de séries ou de resposta da dor no dia seguinte. A carga sobe quando o efeito do exercício não se acumula e a função melhora; piora persistente, dor que passa a irradiar ou perda de força fazem revisar a origem da dor.

Sobrecarga muscular

Quando o exame não encontra sinal articular ou neurológico dominante e a dor acompanha o esforço dos músculos ao redor da escápula, o tratamento ajusta a carga desses músculos e aumenta sua capacidade com exercício progressivo. A medida de resposta é a tarefa que reproduzia a dor. Se ela não melhora com o ajuste, volto ao ombro, ao pescoço, aos nervos e ao tórax antes de intensificar qualquer tratamento local.[9]

Reabilitação do manguito rotador

Na tendinopatia do manguito e na dor da bursa subacromial, o centro do tratamento é educação, ajuste temporário da carga no ombro e exercício ativo progressivo. Amplitude, resistência e tarefas são escolhidas pelos déficits encontrados no exame do ombro. Essa sequência vale para o ombro; dor cervical, lesão de nervo e estalo escapulotorácico pedem programas próprios.[4]

Reabilitação cervical

Quando a dor vem do pescoço, o programa pode combinar exercícios de mobilidade, de controle e de força com atividade aeróbica. Se há dor irradiada para o braço, entram estratégias voltadas ao nervo e tração, escolhidas pelo exame. A escolha depende do tipo de dor cervical: com limitação de movimento, com alteração de coordenação, com dor de cabeça ou com dor irradiada. Cada tipo orienta a intervenção e o que se mede depois: alcance dos sintomas, movimento, reflexos e força.[11]

Treino do movimento escapular

Na discinesia que muda com a correção manual, o alvo é a tarefa que melhora quando a escápula recebe assistência. O plano trabalha controle do tronco, a mobilidade necessária e a força ligada a esse gesto, sem perseguir uma postura ideal. Na revisão, repito a tarefa que doía; se ela não melhora com o treino, a escápula deixa de ser a principal suspeita.[7]

Reabilitação do estalo escapulotorácico

No estalo doloroso entre escápula e tórax, o tratamento começa com modificação de carga, reabilitação e correção dos fatores associados por alguns meses. Mobilidade, força, postura de trabalho e controle do contato da escápula com o tórax são ajustados ao estalo e à dor. Esse período testa se distribuir melhor a carga reduz o contato doloroso antes de qualquer procedimento.[5]

Infiltração guiada

Infiltração é indicada quando existe um alvo anatômico compatível. No estalo escapulotorácico que resiste à reabilitação, uma bursa inflamada e bem localizada pode receber infiltração guiada, com papel ao mesmo tempo diagnóstico e terapêutico. Antes de infiltrar, confirmo a estrutura que será tratada.[5] No ombro e na coluna, a indicação segue o diagnóstico específico, com concordância entre sintomas, exame, imagem ou estudo elétrico quando indicado e limitação funcional relevante.[4]

Recuperação de nervo

Quando há fraqueza por lesão de nervo, identifico o território, a causa e a possibilidade de recuperação. Nessa fase, proteger o movimento e acompanhar a recuperação do nervo vêm antes de sobrecarregar um músculo que ainda não recebe comando suficiente. A recuperação do nervo pode exigir acompanhamento prolongado. Procedimento ou cirurgia dependem de lesão documentada, tempo de evolução, gravidade e falha do manejo adequado.[10]

Medicamentos para dor

O remédio para dor é escolhido depois de saber se ela vem do ombro, do pescoço, da parede torácica ou de outra origem, considerando doenças associadas, interações, gestação e a bula brasileira. O analgésico atua no sintoma e não corrige fraqueza por lesão de nervo, estalo mecânico ou dor que vem de um órgão.

Cirurgia

No estalo escapulotorácico, cirurgia é exceção. Ela é considerada quando dor e crepitação persistem, uma alteração anatômica ou bursa foi localizada e a reabilitação direcionada não recuperou a função. A técnica depende do alvo, como a bursa ou uma saliência óssea, e os resultados publicados vêm de estudos pequenos.[5] No ombro, na coluna e nos nervos, a indicação cirúrgica segue o diagnóstico específico.

Mais de uma causa

Duas causas podem coexistir: rigidez cervical com baixa capacidade do manguito, ou estalo escapulotorácico agravado por fraqueza depois de um período de imobilização. Nesse caso, ordeno os alvos: primeiro o que limita segurança e movimento, depois força e tolerância à tarefa. Mudar um componente por vez mostra qual deles produz ganho.

Sinais de alerta

Ligue imediatamente para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo 192, se houver pressão ou dor no peito com falta de ar, suor frio, náusea, tontura ou dor nas costas, na mandíbula, no braço ou no ombro. Não dirija sozinho.[12]

Dor no peito súbita que dura 15 minutos ou mais, dificuldade para respirar ou tosse com quantidade relevante de sangue também exigem atendimento imediato, pelo SAMU 192 ou no pronto-socorro. Dor aguda ao respirar ou tossir, falta de ar que se repete ou pequenos traços de sangue no escarro pedem avaliação no mesmo dia, em pronto-socorro ou unidade de pronto atendimento (UPA).[16]

Procure pronto-socorro ou UPA hoje se a dor começou depois de queda ou acidente, se você não consegue mover o braço, se o ombro ou o braço mudaram de forma ou estão muito inchados, se há perda de sensibilidade, braço muito quente ou muito frio, ou febre e mal-estar.[17]

Dificuldade nova para andar, perda do controle da urina ou das fezes e perda súbita da coordenação das mãos exigem emergência quando acompanham sintomas no pescoço. Fraqueza ou sensação de peso nos braços ou nas pernas e dor entre as escápulas pedem avaliação urgente.[18]

Reavaliação

Na reavaliação, repito a tarefa que definiu o problema e os achados da causa escolhida. No ombro, comparo elevação, rotação e força; no pescoço, até onde vão os sintomas, o movimento, os reflexos e a força; na escápula alada, o gesto que expôs a borda; no estalo, a dor e a função durante o contato da escápula com o tórax.[4]

Menos dor sem recuperar a tarefa pode significar controle parcial do problema. Persistência sem déficit, com ganho gradual, sustenta o tratamento conservador. Se a melhora estaciona apesar de o plano ter sido seguido, reviso a hipótese, procuro uma segunda causa e decido se imagem ou eletroneuromiografia responderão a uma pergunta que muda a próxima etapa.

Quando o exame confirma radiculopatia cervical, lesão do manguito rotador, doença torácica ou lesão de nervo, o tratamento segue esse diagnóstico. Por isso, as oito causas não recebem o mesmo tratamento: a decisão parte do achado que melhor explica, ao mesmo tempo, os sintomas, o exame e a função.

Mãos do médico segurando um modelo anatômico da coluna vertebral ao lado de um abajur
Modelo anatômico da coluna vertebral.

O intervalo até a próxima revisão depende do risco e da velocidade esperada de melhora. Déficit neurológico é revisto mais cedo do que uma sobrecarga sem perda de força, e uma tarefa que falhava por causa mecânica deve mostrar alguma tendência de melhora com o ajuste de carga. Em cada consulta, deixo explícito o critério para manter, trocar ou escalar o plano.

Agendar avaliação

Consultas particulares para dor, fisiatria e acupuntura médica.

Alameda Jaú, 687, Jardim Paulista, São Paulo

WhatsApp 11 99160-4480