Aplicação clínica
PEMS com músculo-alvo, intensidade e objetivo definidos.
Na literatura médica, a técnica aparece como estimulação magnética periférica repetitiva (rPMS) ou estimulação magnética funcional. O efeito depende do músculo ou da região escolhida, da intensidade, do tempo de aplicação e do exercício feito no mesmo período.
Na dor musculoesquelética crônica, uma revisão de ensaios clínicos encontrou redução da dor, também no grupo com dor lombar crônica, e melhora da incapacidade com a estimulação magnética periférica. Na dor miofascial do trapézio, dez sessões melhoraram a dor, a sensibilidade à pressão e a rotação do pescoço, e a melhora se manteve por três meses.
Na sarcopenia, o treino de força é o tratamento de referência, mas dor articular, outras doenças e a dificuldade de deslocamento costumam atrapalhar a continuidade. Em estudo brasileiro com idosos com sarcopenia, 12 sessões de 30 minutos sobre coxas e panturrilhas foram seguidas de aumento da força de extensão do joelho e de menor tempo no teste de levantar e caminhar. Em idosos com média de 84 anos, quatro semanas de estimulação do quadríceps foram seguidas de mais força e de melhor desempenho no teste de sentar e levantar.
Na reabilitação, a estimulação é aplicada antes ou ao lado do exercício. Na dor lombar crônica, estimular os multífidos antes do treino motor melhorou a ativação do músculo, a dor e a função além do que o treino sozinho alcançou. No treino de força de adultos saudáveis, a estimulação aplicada ao fim da última série de extensão do joelho permitiu repetições adicionais; por isso ela pode complementar a musculação terapêutica feita na academia da clínica.
Segurança: o que é verificado antes da sessão
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Dispositivos eletrônicos implantados
Marca-passo, desfibrilador, neuroestimulador, bomba de medicação, implante coclear e outros implantes eletrônicos contraindicam a aplicação. Quem usa marca-passo também não fica perto do aparelho em funcionamento.
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Gestação, metal e epilepsia
Gestação contraindica a aplicação. Implantes metálicos, inclusive DIU com metal, e histórico de convulsões ou epilepsia são verificados na consulta e podem contraindicá-la.
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Região e condições clínicas
O aplicador não é posicionado sobre o coração, a cabeça ou feridas abertas nem, em crianças e adolescentes, sobre as cartilagens de crescimento. Tumor maligno, febre, infecção, doença cardíaca ou pulmonar grave, distúrbios hemorrágicos e uso de anticoagulante são informados antes e podem adiar ou contraindicar a aplicação.
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Efeitos possíveis
Dor muscular, espasmo passageiro, dor passageira em articulação ou tendão e vermelhidão local podem ocorrer. Nos estudos, os efeitos indesejados foram poucos e leves.
Dor lombar e cervical
Em estudo com 181 pessoas com dor cervical ou lombar, uma única sessão reduziu a dor logo em seguida. Em estudo piloto na dor lombar aguda, dez sessões melhoraram dor e função. Mais sobre dor na coluna.
Artrose do joelho
Em estudo inicial com 30 pessoas, oito sessões em três semanas foram seguidas de menos dor, mais mobilidade e melhor desempenho no teste de levantar e caminhar. Mais sobre artrose do joelho.
Força para levantar e caminhar
Nos estudos com idosos, o ganho de força da coxa veio acompanhado de melhor desempenho em levantar da cadeira e caminhar. A relação entre fraqueza, dor e quedas está em quedas e dor em idosos.
Músculo menos sensível depois do treino intenso
Em jogadores de futebol profissionais, cinco minutos de estimulação depois de um treino excêntrico deixaram o músculo da coxa menos sensível à pressão entre 48 e 72 horas depois.



