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Acupuntura para neuropatia periférica: indicações e segurança

Na neuropatia periférica, a acupuntura pode complementar o alívio de queimação e dor ao toque. Causa, perda de sensibilidade e fraqueza mudam a prioridade.

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Mão do médico posicionando uma agulha na parte alta das costas de uma pessoa deitada, com outras agulhas já inseridas
Neste artigo

Acupuntura na neuropatia periférica

Neuropatia periférica é lesão ou disfunção dos nervos que ficam fora do cérebro e da medula. A acupuntura pode ser testada como complemento para alguns sintomas, como a queimação, a dor ao toque leve ou os despertares por dor. O alívio de um sintoma não demonstra que o nervo se recuperou e não devolve a proteção que a sensibilidade dá à pele.

Antes de indicar, eu identifico a causa provável, separo dor de perda sensitiva ou fraqueza e verifico se o tratamento da causa está em andamento. Na neuropatia diabética, na neuropatia por quimioterapia e nas neuralgias focais, o resultado da acupuntura é próprio de cada doença.[1]

O problema dominante muda a decisão. Dor em queimação pode ser um alvo de alívio sintomático; perda de sensibilidade pede proteção contra feridas; fraqueza progressiva pede diagnóstico rápido; desequilíbrio pede avaliação motora e funcional; neuropatia durante a quimioterapia pode levar a ajuste do tratamento oncológico. Por isso não uso a mesma sequência de agulhas nesses cenários: em cada um, a prioridade que previne incapacidade e complicações é outra.[2]

Tipos de fibra nervosa

O sistema nervoso periférico conecta cérebro e medula ao restante do corpo. Fibras sensitivas conduzem tato, vibração, posição, temperatura e dor; fibras motoras ativam os músculos; fibras autonômicas controlam funções involuntárias, como pressão arterial, suor, intestino e bexiga.

As fibras grandes participam principalmente de força, reflexos, vibração e propriocepção, a percepção da posição do corpo. As fibras pequenas conduzem dor, temperatura e sinais autonômicos. Uma neuropatia pode comprometer uma classe antes das outras, e é por isso que algumas pessoas com a queimação típica de fibras finas têm estudo de condução nervosa normal.[3]

O padrão anatômico orienta a busca da causa. Polineuropatia compromete muitos nervos e frequentemente começa nos dedos dos pés, de modo simétrico. Mononeuropatia afeta um nervo definido, como ocorre nas compressões. Mononeurite múltipla produz lesões assimétricas em nervos diferentes e pode sugerir inflamação dos vasos. Radiculopatia nasce na raiz nervosa junto à coluna e segue uma distribuição própria, muitas vezes com dor cervical ou lombar. Cada um desses padrões muda os exames que eu peço e a urgência do caso.[4]

Função de cada tipo de fibra

Fibras finasDor, temperatura e controle autonômico.
Fibras grossasVibração, posição e reflexos.
Fibras motorasForça, marcha e destreza.

Padrão dos sintomas

Queimação, choques, pontadas, formigamento e dor provocada por toque leve são sintomas positivos, sensações anormais que a neuropatia produz; quando esses sintomas doem, falamos em dor neuropática. Dormência, dificuldade de perceber o chão, perda de equilíbrio e ausência de dor diante de uma ferida são sintomas negativos, ligados à perda de função. Fraqueza para levantar a ponta do pé, subir degraus, abrir potes ou abotoar roupas aponta comprometimento motor. Tontura ao levantar, alteração do suor, saciedade precoce ou alteração urinária podem indicar participação autonômica.[2]

Na consulta, registro a distribuição em um desenho do corpo e comparo esse mapa ao longo do tempo. Sintomas simétricos em “meias” são diferentes de dor em faixa entre dedos específicos, de uma área dolorosa depois de herpes-zóster ou de dor facial em crises. A velocidade também pesa: evolução ao longo de anos favorece algumas causas metabólicas ou hereditárias; progressão em dias ou semanas abre hipóteses inflamatórias, tóxicas, infecciosas e compressivas que são investigadas primeiro.[5]

Causas da neuropatia

Diabetes é uma causa frequente, mas não encerra a investigação. Álcool, deficiência de vitamina B12, insuficiência renal, hipotireoidismo, doença hepática, infecções, doenças autoimunes, gamopatias (alterações nas proteínas do sangue), câncer, condições hereditárias e exposições tóxicas podem produzir neuropatia. Medicamentos também entram na lista, incluindo determinados quimioterápicos. Mesmo em uma pessoa com diabetes, assimetria, progressão rápida, predomínio de fraqueza ou início abrupto me fazem procurar uma segunda explicação.[3]

Na neuropatia causada por quimioterapia, contam o medicamento, a dose acumulada, o momento de início e a evolução depois de cada ciclo. Alguns agentes podem produzir piora mesmo depois de interrompidos. Essa neuropatia acontece dentro de uma decisão oncológica: manter a eficácia contra o câncer enquanto se limita a toxicidade e a perda funcional. Na neuropatia diabética, controle metabólico e proteção dos pés têm papel contínuo. Avalio separadamente, em cada contexto, o que a acupuntura pode acrescentar.[6]

Quatro perguntas sobre a causa

DistribuiçãoSimétrica, focal ou em vários nervos.
VelocidadeHoras, semanas ou anos.
FunçãoDor, perda sensitiva ou fraqueza.
ExposiçãoMetabólica, medicamentosa ou sistêmica.

Sinais de alerta

Na neuropatia, a urgência depende da velocidade da piora e do que está em risco: a força, a respiração, a pele do pé ou a continuidade da quimioterapia.

Exame clínico

No exame neurológico, comparo a força perto e longe do tronco, os reflexos, o tônus, a marcha e a coordenação. Testo a sensibilidade por modalidade: toque, picada ou temperatura para as fibras finas; vibração e posição das articulações para as fibras grossas. O monofilamento, um fio de náilon calibrado que eu encosto na planta do pé, ajuda a estimar a perda de sensibilidade protetora nos pés, mas não descreve todo o espectro da neuropatia. Também inspeciono a pele em busca de calos, fissuras, feridas, infecção, mudança de cor e alteração do suor.[5]

O exame musculoesquelético procura condições que imitam a neuropatia ou convivem com ela: compressão de nervo, radiculopatia, estenose do canal vertebral, artrose, tendinopatia e insuficiência vascular. Quando há dor ou mudança de cor nos pés, avalio pulsos, temperatura e enchimento capilar, o tempo que a cor leva para voltar à ponta do dedo depois de uma pressão. Reproduzir o sintoma ao mover a coluna não prova radiculopatia, assim como dor à palpação não prova que o músculo seja a origem. O diagnóstico junta a distribuição, os déficits objetivos e o contexto.[4]

Exames complementares

Na suspeita de polineuropatia, a avaliação inicial costuma incluir hemograma, painel metabólico, glicemia de jejum, hormônio estimulante da tireoide (TSH), vitamina B12 e eletroforese de proteínas do sangue com imunofixação, exames que separam e identificam proteínas anormais no sangue. Esse conjunto vem de consenso clínico e procura causas como diabetes, deficiência de B12, hipotireoidismo, doença renal ou hepática e gamopatias. Outros exames dependem do padrão, da exposição e da hipótese sobre a causa.[16]

O estudo de condução nervosa e a eletroneuromiografia ajudam a confirmar o comprometimento de fibras grandes, a distinguir lesão do axônio (o prolongamento da fibra que conduz o sinal) de lesão da bainha de mielina, o revestimento que isola a fibra, a localizar a lesão e a avaliar a gravidade motora. Esses exames podem ser normais quando a neuropatia se restringe às fibras finas.

Se essa hipótese continua forte, posso indicar biópsia de pele para contar as fibras nervosas da epiderme e testes autonômicos. Imagem fica para a suspeita de compressão, lesão de raiz ou de plexo (as redes de nervos que vão do pescoço para o braço e da região lombar para a perna), massa ou outra pergunta anatômica; uma ressonância normal não exclui polineuropatia.[3]

O momento do exame também muda o que ele mostra. Em um déficit agudo, a eletroneuromiografia feita muito cedo pode ainda não mostrar toda a extensão da lesão, e a urgência é decidida pela clínica. Em um quadro crônico estável, repetir o exame sem uma nova pergunta raramente muda o tratamento. Um resultado levemente alterado precisa concordar com os sintomas e com o exame físico; um resultado normal não transforma a dor em problema psicológico. O laudo é uma peça para localizar a lesão e buscar a causa.[3]

Tratamento da causa

Tratar a causa pode significar corrigir uma deficiência, controlar uma doença metabólica, retirar uma exposição tóxica, ajustar o medicamento responsável, tratar uma infecção, controlar uma inflamação ou descomprimir um nervo. O tempo pesa: as fibras nervosas se recuperam devagar, e uma lesão extensa dos axônios pode deixar sequela. Por isso a intervenção na causa é feita enquanto ainda pode preservar função.[2]

Cada causa tem a sua prioridade. Na compressão mecânica de um nervo, tratar o local de aprisionamento, ajustar a carga ou indicar descompressão pode ser decisivo. Na deficiência de B12, a reposição precoce evita progressão, mas uma perda antiga pode não regredir. Na doença imunomediada, a terapia específica pode ser urgente. Neuralgia pós-herpética, neuropatia associada à infecção pelo HIV e neuropatias inflamatórias e hereditárias também têm mecanismos e evolução próprios. A acupuntura entra como complemento do tratamento da causa.[4]

Neuropatia idiopática quer dizer que a causa não foi identificada depois de uma investigação adequada. O seguimento continua procurando mudança de padrão, novos déficits e pistas de doença sistêmica. Um tratamento sintomático pode continuar se houver benefício, junto com essa vigilância.[5]

Tratamento dos sintomas

Quando a causa não pode ser revertida, prevenir novas lesões, compensar a função e controlar os sintomas passam ao centro do plano. Na neuropatia, isso significa separar três problemas: a dor em queimação ou ao toque leve, a perda da sensibilidade que protege a pele e a fraqueza com desequilíbrio. Medicamentos, acupuntura e reabilitação agem sobre alvos diferentes, e eu meço cada um em separado.

Medicamentos para dor neuropática

Para a dor neuropática, as opções incluem antidepressivos e gabapentinoides, medicamentos que agem de modo diferente dos analgésicos comuns. A escolha depende da causa, e os efeitos adversos e a forma de retirada são próprios de cada produto.[11] Na neuropatia por quimioterapia, a duloxetina é o único medicamento com respaldo adequado para a dor já instalada, com benefício limitado.[6]

Na escolha, peso o impacto da dor sobre o sono e a função, a causa da neuropatia, as outras doenças, os medicamentos em uso e a vulnerabilidade a efeitos adversos. Riscos, doses e regras de retirada variam entre os antidepressivos e os gabapentinoides. No retorno, registro a dose efetivamente usada, o benefício e o motivo de qualquer interrupção.[17]

Acupuntura e eletroacupuntura

Depois do diagnóstico, escolho um alvo que a acupuntura possa modificar: a intensidade da queimação, a área de alodinia (dor provocada por toque leve), os despertares por dor ou a tolerância a uma tarefa. Na acupuntura médica, uso agulhas estéreis de uso único em pontos definidos. A profundidade, a manipulação, o estímulo elétrico pelas agulhas (a eletroacupuntura) e o número e a frequência das sessões variam, e eu registro essas escolhas para poder interpretar a resposta e qualquer evento adverso.[7]

O benefício procurado é o alívio de um sintoma. Em uma revisão sistemática de 2017 sobre dor neuropática em adultos, o efeito ainda é incerto.[1]

Por isso trato a acupuntura como um teste com prazo definido. Registro a dor e pelo menos uma medida de função antes de começar. Quando é clinicamente possível, mantenho estáveis os medicamentos e as outras terapias durante o teste. Continuo quando o ganho se repete e supera desconforto, risco, deslocamento e custo.[1]

Estudos por tipo de neuropatia

Dor neuropática em geralEfeito ainda incerto.
Neuropatia diabéticaEficácia ainda não estabelecida.
Neuropatia por quimioterapiaA diretriz de oncologia integrativa admite oferecer acupuntura, com benefício ainda incerto.
Outras causasOs estudos acima não tratam dessas causas.

Reabilitação

A reabilitação parte da função perdida. Para fraqueza e desequilíbrio, começa com uma tarefa segura e mensurável, como levantar da cadeira com apoio, caminhar em superfície estável ou levantar a ponta do pé contra pouca resistência. A progressão acrescenta repetições, resistência, uma base mais difícil ou uma segunda tarefa simultânea, uma variável por vez. Dor que volta ao nível habitual sem piorar a função pode permitir o avanço; cansaço crescente, compensação, queda ou piora que se mantém indicam reduzir a exigência e reexaminar.[3]

Mãos do médico posicionando uma agulha na cabeça de um boneco de acupuntura
Agulha de acupuntura em um boneco de demonstração.

A perda de sensibilidade muda o ambiente de treino. Os calçados são examinados em busca de costuras e objetos, a pele é inspecionada sob boa luz, temperaturas extremas são evitadas e as áreas de pressão são acompanhadas. Bengala, órtese ou andador podem ampliar a independência quando escolhidos e ajustados à tarefa. Para a alodinia, pode-se usar dessensibilização gradual, começando com um estímulo tolerável e progredindo textura e duração, sem machucar a pele sem sensibilidade. Essas medidas tratam consequências funcionais que o analgésico sozinho não resolve.[4]

Para as mãos, o programa pode começar com oposição dos dedos, pinça leve e manipulação de objetos grandes, progredindo tamanho, precisão e duração. Para os pés, treinam-se a elevação da ponta do pé, a transferência de peso e as mudanças de direção antes do terreno irregular. Observo a resposta durante a tarefa e no restante do dia, porque uma dor tolerável não compensa uma queda ou uma ferida. Quando a fraqueza é marcada, estimulação elétrica, órtese e tecnologia assistiva entram conforme a integridade do nervo e o objetivo.[4]

Quatro resultados medidos em separado

  1. DorQueimação ou alodinia podem diminuir.
  2. SensibilidadeA proteção da pele é avaliada à parte da dor.
  3. ForçaA recuperação motora é medida à parte da escala de dor.
  4. FunçãoMarcha, mão e autocuidado precisam de medida própria.

Neuropatia diabética

Na neuropatia diabética, o tratamento continua centrado no controle metabólico individualizado, nos fatores cardiovasculares, na redução de álcool e tabaco quando presentes, na proteção dos pés e no tratamento da dor com opções adequadas ao perfil de cada pessoa. A acupuntura, quando testada, se soma a esse plano, e a vigilância das feridas continua a mesma. Em pele sem sensibilidade protetora, a pessoa pode não perceber calor, trauma ou infecção; por isso inspeciono os pés antes de cada aplicação e escolho áreas íntegras.[9]

Uma revisão de 2024 reuniu as revisões sistemáticas sobre acupuntura nessa neuropatia. Houve pouca informação sobre qualidade de vida e efeitos adversos, e a eficácia não está estabelecida. Por isso, quando testo a acupuntura, o teste tem prazo definido e medida própria.[8]

A glicemia de um dia não informa o risco acumulado para o nervo. Na avaliação, considero a trajetória da hemoglobina glicada, a duração do diabetes, a função renal, a retinopatia, a doença vascular e a exposição a outros agentes tóxicos para o nervo. Em certos contextos, um controle muito rápido da glicose pode acompanhar uma neuropatia dolorosa aguda; nesse caso, coordeno o plano com quem trata o diabetes, sem abandonar o tratamento metabólico. Registro essas variáveis para interpretar a resposta à acupuntura.[9]

Neuropatia por quimioterapia

Na neuropatia por quimioterapia, nenhum medicamento é recomendado para prevenir a lesão. Quando a neuropatia se torna intolerável ou compromete a função, cabe à equipe oncológica considerar atrasar, reduzir, substituir ou interromper a quimioterapia conforme o contexto do câncer.[6]

Para adultos com neuropatia por quimioterapia, a diretriz conjunta de oncologia integrativa admite oferecer acupuntura, com benefício ainda incerto.[10] Um estudo piloto em sobreviventes de tumores sólidos com neuropatia persistente testou a acupuntura e justifica novas pesquisas.[14]

Antes de começar, registro o quimioterápico, os ciclos recebidos, a data da última infusão e a evolução dos sintomas. Queda de objetos, dificuldade com botões, tropeços e perda de equilíbrio podem pesar mais na decisão de ajustar a quimioterapia do que uma pequena mudança na escala de dor. A equipe oncológica, com base no tratamento atual, na pele, nos acessos venosos e nos exames reais, decide se e quando um procedimento com agulhas cabe; a diretriz não traz um valor de neutrófilos ou plaquetas válido para todos os casos.[6]

Cuidados com as agulhas

Feita de modo inadequado, a acupuntura pode causar infecção, perfuração de órgãos e outras lesões; agulhas estéreis de uso único reduzem o risco de transmissão de infecções. Na neuropatia existe um cuidado a mais: com a sensibilidade reduzida, a intensidade que a pessoa percebe não garante que a pele esteja íntegra. Antes da agulha, inspeciono a área e não atravesso ferida, úlcera ou pele infectada. Antes de escolher a área e a técnica, pergunto sobre medicamentos, sangramentos anteriores e doenças atuais, como em qualquer procedimento com agulhas.[7]

Em pessoas com a imunidade reduzida pelo tratamento do câncer, a técnica limpa exige atenção rigorosa, e o momento da sessão é combinado com a equipe oncológica, que conhece os exames atuais e o risco de infecção.[12]

Reavaliação das sessões

Antes da primeira sessão, registro a intensidade do sintoma, a área do corpo afetada, o sono e uma tarefa funcional; na reavaliação, uso as mesmas medidas em um período comparável. Uma redução passageira da dor sem ganho na caminhada, na destreza ou no sono tem valor limitado. Os estudos não definem duração nem intervalo das sessões, então cada teste é individual.[1]

Interrompo a sequência diante de evento adverso relevante, piora neurológica, ferida nova, mudança no tratamento oncológico que altere a segurança ou necessidade de investigar mais. Se no ponto combinado não houve ganho funcional, o teste termina. Quando há benefício, espaçar ou parar as sessões depende do efeito observado, do custo e das alternativas.[10]

Fachada e entrada da clínica na Alameda Jaú, 687, vistas da calçada
Fachada da clínica, Alameda Jaú, 687.

Dormir com menos despertares, caminhar mais ou tolerar o contato do calçado de forma repetida é o resultado funcional que procuro. No acompanhamento, também verifico se a área de dormência cresceu, porque o alívio da dor e a progressão da lesão do nervo podem acontecer juntos. Se isso ocorrer, volto a investigar a causa.[1]

Prognóstico

Neuropatias por compressão ou por deficiência tratadas cedo podem melhorar de modo substancial; lesão extensa dos axônios, doença hereditária e algumas toxicidades podem deixar perda permanente. A dor pode diminuir sem que a sensibilidade volte, e a condução nervosa pode mudar sem ganho percebido. Por isso descrevo o prognóstico por domínios: progressão da causa, força, sensibilidade protetora, equilíbrio, dor e participação nas atividades. A acupuntura, quando usada, atua no domínio dos sintomas.[2]

Para a consulta, traga quando os sintomas começaram, como se distribuíram, doenças anteriores, consumo de álcool, exposições no trabalho, quimioterápicos e outros medicamentos, histórico familiar, exames e fotos de lesões na pele. Anote também quedas e tarefas que ficaram difíceis. Com esse conjunto consigo responder qual nervo ou sistema está falhando, por qual razão e qual intervenção não pode ser adiada.[5]

Referências

  1. Ju ZY et al. Acupuncture for neuropathic pain in adults. Cochrane Review. 2017. (abre em nova aba)
  2. Cleveland Clinic. Peripheral Neuropathy. (abre em nova aba)
  3. Johns Hopkins Medicine. Peripheral Neuropathy. (abre em nova aba)
  4. MedlinePlus. Peripheral neuropathy. (abre em nova aba)
  5. Mayo Clinic. Peripheral neuropathy diagnosis and treatment. (abre em nova aba)
Ver todas as 17 referências
  1. Loprinzi CL et al. Prevention and management of chemotherapy-induced peripheral neuropathy. ASCO Guideline Update. 2020. (abre em nova aba)
  2. NCCIH. Acupuncture effectiveness and safety. (abre em nova aba)
  3. Jiang Y et al. Acupuncture for diabetic peripheral neuropathy: overview of systematic reviews. 2024. (abre em nova aba)
  4. AAFP. Diabetic peripheral neuropathy: evaluation and management. 2024. (abre em nova aba)
  5. Mao JJ et al. Integrative medicine for pain management in oncology. SIO-ASCO Guideline. 2022. (abre em nova aba)
  6. NHS. Peripheral neuropathy treatment. (abre em nova aba)
  7. National Cancer Institute. Acupuncture PDQ, health professional version. (abre em nova aba)
  8. NICE. Diabetic foot problems: prevention and management. (abre em nova aba)
  9. Bao T et al. Effect of acupuncture vs sham procedure on chemotherapy-induced peripheral neuropathy symptoms. 2020. (abre em nova aba)
  10. NINDS. Peripheral Neuropathy. (abre em nova aba)
  11. Castelli G et al. Peripheral Neuropathy: Evaluation and Differential Diagnosis. American Family Physician. 2020. (abre em nova aba)
  12. NICE. Neuropathic pain in adults: recommendations. (abre em nova aba)

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