Neste artigo
O que é rizartrose
Rizartrose é a osteoartrite da articulação carpometacarpal do polegar (CMC), que fica entre o primeiro metacarpo e o trapézio, um pequeno osso do punho. A dor aparece na base do polegar ao pinçar, girar uma chave ou abrir um pote. É uma doença comum, e muitas alterações vistas na radiografia não provocam sintoma algum.[8]
A urgência muda quando a base do polegar fica quente, vermelha e inchada, com febre ou ferida, ou quando a dor começa depois de queda ou impacto; esses sinais estão detalhados no fim do artigo. Fora deles, uma crise depois de uso maior da mão pode acontecer sem progressão estrutural rápida.[1] Na avaliação, eu localizo qual articulação dói, testo tendões e nervos vizinhos e meço a pinça e as tarefas que falham.
A CMC funciona como uma sela. Ela permite a oposição, o movimento que leva o polegar aos outros dedos, e recebe forças altas quando a ponta do polegar aperta um objeto. Instabilidade dos ligamentos, formato da articulação, idade, sexo, carga no trabalho e lesão prévia influenciam o desgaste.
Cartilagem, sinóvia (o revestimento interno da articulação), osso, cápsula, músculos e alinhamento participam da dor e da perda de força. Por isso o tratamento mira função e controle dos sintomas: órtese, exercício, remédio e infiltração buscam aliviar a dor e melhorar o uso da mão, e nenhuma dessas medidas tem como objetivo reconstruir a cartilagem.[1]
Logo ao lado fica a articulação escafotrapeziotrapezoide (STT), que também pode desenvolver artrose. A metacarpofalângica, a junta do meio do polegar, pode hiperestender para compensar uma CMC instável. No exame, eu identifico qual dessas articulações dói e se a deformidade ainda é flexível. Tratar só a base sem reconhecer uma STT dolorosa ou uma hiperextensão importante explica parte das falhas depois de órtese, infiltração ou cirurgia.
A rizartrose pode aparecer nas duas mãos, em graus diferentes. A mão dominante faz a pinça, a outra estabiliza o objeto, e as duas recebem carga. Fratura antiga, frouxidão ligamentar e trabalho manual mudam o padrão. Por isso pergunto qual gesto falha e qual mão segura ou gira, já que a mesma radiografia pode produzir limitações diferentes em cada lado.
Sintomas
O sintoma típico é dor na base do polegar ao abrir pote, girar chave, torcer pano, segurar o celular, escrever, usar alicate ou pinçar papel. O paciente aponta uma área pequena entre o polegar e o punho. A dor pode vir durante a pinça forte ou depois da tarefa. A fraqueza é frequente porque a pessoa passa a usar menos força para não sentir dor. Estalos e crepitação, uma sensação áspera ao mover, podem acompanhar o quadro.[8]
Com a progressão aparecem rigidez ao começar a usar a mão e dificuldade para afastar o polegar. A base pode ficar mais saliente quando o primeiro metacarpo se desloca parcialmente, o que se chama subluxação, e a junta seguinte pode dobrar para trás durante a pinça. Uma mão com alteração visível pode funcionar bem, enquanto uma artrose inicial pode doer muito em tarefas específicas.[1]
Dor em repouso, inchaço persistente e perda ampla de movimento me fazem ampliar o diagnóstico. A artrite inflamatória costuma envolver várias articulações, com rigidez prolongada e calor. A gota pode causar crise abrupta, vermelha e muito dolorosa. Trauma recente levanta a hipótese de fratura ou lesão ligamentar. Nesses padrões, o exame, e quando indicado a imagem ou os exames de laboratório, vem antes de tratar o quadro como crise mecânica de rizartrose.[3]
Exame da mão
Começo pela palpação da linha articular da CMC. O teste de compressão e rotação empurra o primeiro metacarpo contra o trapézio e acrescenta rotação. Dor profunda e crepitação apoiam artrose. Um teste negativo não exclui doença inicial, e uma manobra feita com força excessiva pode provocar dor por si mesma, por isso leio o resultado junto com o restante do exame.[8]
A pinça lateral, a de segurar uma chave, mostra força, alinhamento e hiperextensão da metacarpofalângica. Observo a abertura do primeiro espaço entre polegar e indicador, a oposição e a estabilidade. Dinamômetro e medidor de pinça quantificam a capacidade, mas o número depende de dor e esforço. Repetir a tarefa que incomoda o paciente mostra se a limitação vem da CMC, de um tendão ou de perda global de força.[1]

O exame segue por punho, tendões e nervos, porque De Quervain, túnel do carpo e dedo em gatilho também doem nessa região e podem coexistir com a rizartrose. Dor no trajeto dos tendões abdutor longo e extensor curto do polegar, no punho, do lado do polegar, favorece De Quervain, a inflamação desses tendões.
Dormência no polegar, indicador e dedo médio, pior à noite, favorece túnel do carpo. Travamento do polegar sugere dedo em gatilho. Dor na tabaqueira anatômica, a pequena depressão no dorso do punho, do lado do polegar, logo acima da base dele, depois de uma queda obriga a excluir fratura do escafoide.[8]
A STT é examinada um pouco acima da base do polegar, com carga e movimento do punho. A metacarpofalângica é observada em flexão e extensão para medir a compensação. Quando o punho também dói, examino a estabilidade entre os ossos escafoide e semilunar e procuro dor na articulação entre o rádio e os ossos do carpo.[1]
Radiografia e ultrassom
A radiografia mostra redução do espaço articular, osteófitos (bicos de osso), esclerose (osso mais denso) e subluxação, e incidências específicas da base do polegar avaliam CMC e STT. A classificação de Eaton divide a aparência radiográfica em estágios. Órtese, terapia ou cirurgia são indicadas pela limitação e pelo exame, mesmo quando a imagem parece avançada.[1]
O ultrassom mostra tendões, líquido e sinovite (inflamação do revestimento da articulação). Ele ajuda quando De Quervain, cisto ou inflamação de tecidos moles continuam em dúvida e pode orientar a infiltração. A ressonância raramente é necessária na rizartrose típica; fica para suspeita de trauma oculto, necrose óssea, lesão ligamentar ou dor persistente que as radiografias não explicam.[8]
Exames de sangue não confirmam osteoartrite. Eu os peço quando há várias juntas inchadas, rigidez prolongada, sintomas sistêmicos, psoríase, suspeita de gota ou infecção. Artrose na radiografia não exclui uma artrite inflamatória sobreposta. Se a base do polegar está quente, vermelha e dói em repouso, primeiro se esclarece a crise; o exercício de pinça fica para depois.[3]
Órteses
Estabilização da base do polegar
A órtese da CMC reduz o movimento doloroso e pode melhorar a função durante as tarefas. Nenhum material, comprimento ou rigidez se mostrou superior para todas as pessoas. Começo pelo modelo que estabiliza a base sem bloquear mais movimento do que a tarefa exige e sem transferir a dor para o punho, para a metacarpofalângica ou para a pele.[2]
Escolha do modelo
A órtese curta preserva o punho, e o benefício depende do controle que ela consegue na CMC. A que inclui o punho oferece mais contenção, com possível perda de destreza. Entre rígida e flexível, mudam estabilidade e conforto. Combinações como rígida para a pinça ou noturna para dor em repouso entram como ajuste individual. Subluxação, deformidade, tamanho da mão, sensibilidade da pele e tolerância decidem o encaixe.[5]
Uso nas tarefas e reavaliação
Testo a órtese na tarefa que motivou a prescrição, comparando a mesma atividade com e sem ela: dor, estabilidade e tempo tolerado. Ganho útil é menos dor ou mais controle, com pele íntegra e destreza suficiente. Formigamento, marca persistente na pele, inchaço além da borda da órtese ou dificuldade para abrir a mão pedem ajuste do molde. Quando a pessoa abandona a órtese, reviso calor, volume, compressão, rigidez e se houve algum benefício.
Se a tarefa não melhora depois de corrigido o encaixe, o uso da órtese é interrompido. Quando ajuda, o uso se concentra nas cargas que provocam a dor e é retirado aos poucos conforme controle e força permitem. Dois modelos são usados quando cada um cumpre uma função diferente. Enquanto isso, o exercício e a adaptação das tarefas avançam.[5]
Terapia da mão
Controle e alinhamento do polegar
A terapia da mão mede movimento, pinça, destreza e tarefas. O primeiro objetivo é manter a CMC estável durante a oposição, sem colapso da base e sem hiperextensão excessiva da junta seguinte. Os exercícios podem recrutar os músculos da palma na base do polegar, o músculo entre o polegar e o indicador e os que afastam o polegar. Na execução, a base precisa continuar alinhada, e a dor não pode empurrar a carga para o punho.[4]
Fortalecimento com progressão
O treino começa com contração leve e movimento controlado e depois acrescenta elástico, massa terapêutica, pinça e objetos reais. Os protocolos estudados variam, e não há número universal de repetições. A dose está adequada quando melhora o controle sem aumento persistente de dor ou inchaço. À medida que a mão tolera, aumento uma variável de cada vez: resistência, tempo sob carga ou complexidade da tarefa.[4]
Treino de precisão e pinça
Destreza se treina junto com força. Mover moedas, botões, cartas e pequenos utensílios exige oposição precisa com pouca força; alicate e pote exigem força de torção maior. A terapia monta uma escada de tarefas para que a mão recupere o controle antes da carga máxima. Se o polegar colapsa ou a metacarpofalângica hiperestende, a resistência diminui até o alinhamento voltar.[4]
Medicamentos
Anti-inflamatório tópico
O anti-inflamatório aplicado na pele sobre a base do polegar pode reduzir a dor com menos exposição do organismo do que o comprimido, e quando é suficiente passa a ser a opção preferida. Irritação da pele, alergia, área aplicada e quantidade absorvida entram na avaliação de segurança. A formulação usada é a disponível no Brasil, conforme a bula.[3]
Medicamentos por via oral
O anti-inflamatório oral pode ser usado por período limitado quando os riscos para estômago e intestino, rins e coração e a interação com anticoagulantes são aceitáveis. O paracetamol oferece benefício médio pequeno e exige atenção à dose total e ao fígado. Opioide não é tratamento de rotina. Manter qualquer um desses remédios depende de ganho concreto em pinça, sono ou tarefa.[2]
Revisão da resposta
Gel e comprimido da mesma classe somam exposição. Na revisão, confiro outros medicamentos, pressão arterial, inchaço, sangramento, dor abdominal, função renal e o benefício observado. Se não houve ganho ou houve efeito adverso, o teste termina antes de acrescentar outra classe. O remédio serve para permitir a função enquanto órtese e terapia da mão fazem a parte delas.[3]
Quando a dor persiste apesar do remédio, confirmo se as adaptações e a órtese estão sendo usadas de fato, como o exercício está sendo tolerado e qual atividade continua limitada, e separo uma crise curta de uma piora sustentada. Com esse registro, encerro a opção sem benefício e escolho a próxima pela limitação dominante, porque a origem da dor pode ter mudado.[2]
Infiltração
Corticosteroide na base do polegar
A infiltração coloca o medicamento dentro da CMC, entre o primeiro metacarpo e o trapézio. Ela entra na conversa quando uma crise de dor ou uma limitação persistente continua apesar de órtese, adaptações e terapia da mão. O objetivo é reduzir os sintomas por um período e facilitar tarefas como girar uma chave ou abrir uma embalagem. É um recurso para quem teve resposta insuficiente ao cuidado não invasivo.[1] Os estudos da base do polegar são poucos, com resultados variáveis.
Punção guiada e leitura da resposta
A punção exige anatomia precisa, e o ultrassom pode orientar a agulha até a articulação. Mesmo guiada, a resposta imediata não funciona como teste para localizar a dor. O anestésico pode se espalhar para a STT, para tendões ou para nervo, e a falta de resposta pode refletir técnica, doença ou expectativa sem provar qual estrutura dói.[6] Se o alívio dura apenas o efeito do anestésico, ou não chega a melhorar a função, reviso alvo e diagnóstico.
Ácido hialurônico e plasma rico em plaquetas
O ácido hialurônico e o plasma rico em plaquetas (PRP) também foram estudados na CMC. As comparações disponíveis não permitem concluir que um deles seja melhor que o corticosteroide ou que uma injeção sem medicamento ativo (placebo), e não há protocolo padrão; produto, volume, custo e técnica não são intercambiáveis.[12] Resultados obtidos no joelho ou em tendões não se transferem para a base do polegar.
Riscos e reavaliação
Dor passageira, hematoma, mudança de cor ou afinamento da pele podem ocorrer. Infecção é incomum, mas exige atenção, e o corticosteroide pode elevar a glicose temporariamente. Antes da punção, avalio sinais de infecção, feridas e medicamentos que aumentam o risco de sangramento no procedimento. No retorno, comparo a mesma tarefa de pinça ou preensão com a situação anterior e anoto por quanto tempo durou a melhora.[6]
Antes da aplicação, já fica combinado qual articulação será tratada, qual tarefa se espera recuperar, quando o efeito será revisto e o que encerra novas aplicações. A órtese e a terapia da mão continuam. Sem resposta, o mesmo produto não é repetido; a falta de resposta, sozinha, não exclui rizartrose.[1]
Acupuntura médica
A acupuntura médica entra como complemento para quem busca controle adicional da dor, mantendo a órtese e os exercícios da mão. Os dados favoráveis vêm sobretudo do joelho, e o benefício na rizartrose é menos definido.[2] A acupuntura pode reduzir a dor. Ao longo das sessões, comparo a mesma pinça e as atividades que motivaram o tratamento, e a continuidade depende desse ganho.
Cirurgia
Indicação cirúrgica
A cirurgia entra quando dor localizada e incapacidade permanecem apesar de órtese, terapia, adaptação e tratamento com medicamento ou infiltração apropriados. Antes de indicar, reconfirmo que dor, incapacidade e exame apontam para a CMC e registro quais medidas não invasivas foram tentadas. Artrose da STT, instabilidade da metacarpofalângica, compressão de nervo ou dor de tendão podem coexistir e mudar o planejamento.[7]

A decisão cirúrgica é revista quando tarefas essenciais continuam inviáveis, a dor permanece na CMC e o paciente compreende a recuperação e as alternativas. Idade isolada não decide. Demanda de força, mão dominante, trabalho, articulações vizinhas e tolerância à imobilização influenciam a técnica. Um período de menos dor pode adiar a cirurgia sem prejuízo, e a progressão radiográfica sem sintomas não exige operação preventiva.
Trapeziectomia
A trapeziectomia remove o trapézio e elimina o contato artrósico principal. Pode ser feita isolada ou combinada com reconstrução ligamentar e interposição de tendão. As revisões comparativas não mostram vantagem consistente dessa reconstrução associada sobre a trapeziectomia simples, e os passos adicionais podem aumentar complicações e tempo cirúrgico.[7] A escolha considera estabilidade, deformidade, experiência do cirurgião e a preferência do paciente bem informado.
Artrodese, prótese e outras técnicas
A artrodese funde a CMC e preserva a força de pinça, mas elimina o movimento, pode não consolidar e pode transferir carga para as articulações vizinhas. A prótese substitui as superfícies e preserva o movimento, com riscos de luxação, desgaste e revisão. A osteotomia muda o alinhamento em casos selecionados, e a artroscopia, cirurgia feita com câmera por pequenos cortes, tem indicações restritas.[1]
Recuperação e riscos
A recuperação exige imobilização inicial e reabilitação progressiva, e a força pode levar meses para se estabilizar. As complicações incluem infecção, irritação de nervo, rigidez, síndrome de dor regional complexa, instabilidade e falha do implante. O objetivo é melhorar a função; algum sintoma pode persistir.[7]
A avaliação pré-operatória inclui sensibilidade, força, estado das articulações vizinhas e expectativa de trabalho. Túnel do carpo e dedo em gatilho podem ser tratados no mesmo período em alguns casos, mas cada procedimento acrescenta recuperação. Tabagismo, diabetes e qualidade da pele influenciam a cicatrização. A técnica é explicada em passos concretos: qual osso é removido, o que estabiliza a base, quanto tempo a mão fica imobilizada e como a carga volta.[1]
Trabalho e atividades
Carga na base do polegar
Na análise da tarefa, procuro o componente que aumenta a força de torção na CMC: cabo fino, pinça lateral forte, repetição, vibração ou tempo sustentado. A mudança pode ser engrossar o cabo, usar as duas mãos, trocar rotação por alavanca ou alternar ferramentas, e o efeito é testado na própria tarefa. Cortar toda atividade reduz força e destreza; manter exatamente a carga que provoca a dor perpetua a crise.[1]
Cabos, alavancas e apoio pela palma
Cabos mais grossos, chaves com alavanca, ferramenta com catraca e distribuição do peso pela palma reduzem a força de pinça necessária. Em casa ou no trabalho, diminuir a força máxima que a tarefa exige pode render mais do que aumentar a força da mão. Conforme dor e força melhoram, a pessoa testa a tarefa sem o recurso, e o que deixa de mudar dor ou desempenho é retirado.
No computador, celular, trackpad e atalhos repetidos sobrecarregam o polegar, e parte da tarefa pode passar para teclado, comando de voz, mouse ou a outra mão. Na cozinha, abridor fixo e recipiente com base aderente reduzem a pinça. Em instrumentos e artesanato, formato do cabo e pausas programadas são escolhidos pelo ciclo de carga. A órtese é um recurso adicional à ferramenta adequada.[1]
Retorno depois de crise ou cirurgia
O retorno depois de cirurgia ou de uma crise segue etapas: manipular objetos leves, recuperar a oposição, treinar pinça sem colapso e só então aumentar a resistência. Dor durante a tarefa, resposta nas horas seguintes e inchaço orientam a dose. Perda progressiva de movimento, formigamento ou dor desproporcional mudam a avaliação. O cronograma depende da operação, da estabilidade e da cicatrização.[4]
Acompanhamento
No retorno, repito uma tarefa concreta, a medida de pinça, a dor localizada, o movimento e o uso da órtese. O ganho pode aparecer como abrir uma tampa com menos compensação, trabalhar por mais tempo ou acordar menos por dor, e a radiografia não precisa mudar. Quando a dor melhora e a mão continua fraca, o plano passa para o treino de força; quando a força aumenta e a dor segue focal, reviso o diagnóstico ou a necessidade de controlar a articulação.[1]
Se a órtese falhou, reviso desenho e contexto de uso; se foi o exercício, alinhamento, dose e diagnóstico; se foi a infiltração, confiro se a articulação foi alcançada e se houve resposta ao anestésico. Dor que mudou de lugar pode indicar De Quervain, STT, túnel do carpo ou sobrecarga da metacarpofalângica.
Sinais de alerta
Procure atendimento no mesmo dia, em pronto-socorro ou unidade de pronto atendimento (UPA), se a mão ou a base do polegar ficar muito vermelha, quente, inchada e dolorida em repouso, principalmente com febre, ferida, mordida, punção ou infiltração recente. Dor ao estender o dedo passivamente, dedo mantido dobrado, inchaço em fuso ao longo do dedo ou dor no trajeto da bainha do tendão sugerem infecção profunda do tendão flexor e pedem avaliação cirúrgica rápida, sem tentar exercício ou nova infiltração.[9]
Depois de queda ou impacto, deformidade, dor óssea localizada, incapacidade nova de pinçar ou perda súbita de movimento exigem avaliação com radiografia. Se a radiografia é negativa ou duvidosa e a suspeita de fratura ou lesão ligamentar continua, nova radiografia, tomografia ou ressonância são escolhidas conforme a dúvida clínica.[10] A escolha do exame de imagem, por si, não define se há uma emergência de nervos ou vasos.
A infecção tende a ganhar calor, inchaço, dor em repouso e limitação ao longo de horas ou dias, e o trauma se liga a um evento e exige localizar osso, ligamento e tendão. As duas situações podem coexistir depois de corte, mordida ou corpo estranho. Quando a mão piora rapidamente, não espere a próxima consulta agendada, e a melhora com analgésico não exclui infecção profunda.[9] Já uma crise depois de uso maior, sem calor, ferida ou deformidade, segue o plano combinado: proteção temporária, o remédio já escolhido e retorno gradual à tarefa.
Referências
- Guideline on Managing Thumb Base Osteoarthritis: BSSH BEST Findings and Recommendations. 2025. https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/17531934241313206 (abre em nova aba)
- 2019 ACR Arthritis Foundation Guideline for Management of Osteoarthritis of the Hand, Hip, and Knee. 2020. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10518852/ (abre em nova aba)
- 2018 Update of the EULAR Recommendations for Management of Hand Osteoarthritis. 2019. https://ard.bmj.com/content/78/1/16 (abre em nova aba)
- Exercise-Based Interventions for Thumb Base Osteoarthritis: Systematic Review and Meta-analysis. 2024. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38525960/ (abre em nova aba)
- Comparative Effectiveness of Orthoses for Thumb Osteoarthritis: Systematic Review and Network Meta-analysis. 2021. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32668206/ (abre em nova aba)
Ver todas as 13 referências
- Injection Therapy for Base of Thumb Osteoarthritis: Systematic Review and Meta-analysis. 2019. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6747875/ (abre em nova aba)
- Surgery for Thumb Trapeziometacarpal Osteoarthritis. 2022. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35491585/ (abre em nova aba)
- Arthritis of the Thumb. 2023. https://www.orthoinfo.org/en/diseases–conditions/arthritis-of-the-thumb/ (abre em nova aba)
- Acute Hand Infections. 2019. https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2019/0215/p228.html (abre em nova aba)
- ACR Appropriateness Criteria Acute Hand and Wrist Trauma. 2018-current. https://acsearch.acr.org/docs/69418/Narrative/ (abre em nova aba)
- Kloppenburg M et al. 2018 update of the EULAR recommendations for the management of hand osteoarthritis. Ann Rheum Dis (2019). (abre em nova aba)
- Thakker A et al. Comparison between intra-articular injections of corticosteroids, hyaluronic acid, PRP and placebo for thumb base osteoarthritis: a frequentist network meta-analysis. Journal of Orthopaedics (2023). (abre em nova aba)
- Kolasinski SL et al. 2019 American College of Rheumatology/Arthritis Foundation Guideline for the Management of Osteoarthritis of the Hand, Hip, and Knee. Arthritis Rheumatol (2020). (abre em nova aba)
