Aplicação clínica
PENS para dor neuropática periférica com território definido.
A PENS usa agulhas-eletrodo para estimulação elétrica percutânea. Ela é mais útil quando a dor tem mapa periférico plausível e objetivo funcional mensurável.
A técnica difere de TENS de superfície porque o estímulo é entregue por agulhas finas em pontos próximos a estruturas ou territórios dolorosos. Intensidade, frequência e tempo são ajustados pela tolerância e pela resposta clínica.
Em dor neuropática, o primeiro passo é entender se há compressão, lesão, pós-herpes, diabetes, quimioterapia, cirurgia, trauma ou outra causa. A indicação de PENS se apoia em território, exame sensitivo e hipótese de modulação periférica.
Na clínica, a PENS entra melhor em dor neuropática localizada, neuralgia pós-herpética, dor em faixa, meralgia parestésica, dor pós-operatória com território definido ou dor periférica persistente, com atenção a déficit progressivo ou sinais de compressão importante.
Critérios que mudam a indicação
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Mapa de dor
Queimação, choque, alodinia e formigamento doloroso precisam seguir território coerente.
- 02
Exame sensitivo
Hipoestesia, alodinia, hiperalgesia, força e reflexos ajudam a separar neuropatia periférica, raiz e sensibilização.
- 03
Tolerância ao estímulo
Sistema nervoso muito irritável pede dose menor e acompanhamento de resposta nas horas seguintes.
- 04
Procedimento no mesmo dia com alvo definido
Quando a consulta confirma alvo, segurança, consentimento e logística, procedimentos como ondas de choque, infiltração, bloqueio, toxina botulínica, agulhamento, acupuntura, laser ou PENS podem ser realizados na própria clínica. Quando há dúvida diagnóstica, risco medicamentoso ou necessidade de exame, a conduta é programada.
Quando o toque da roupa dói
Alodinia e dor em faixa podem ter alvo periférico, mas pele, sensibilidade e idade mudam dose e cuidado.
Meralgia, túnel do carpo e nervos periféricos
A avaliação separa compressão mecânica, inflamação, déficit e dor persistente para escolher entre PENS, bloqueio ou outra técnica.
Sequência com bloqueio e medicação
Bloqueio ajuda a confirmar território; medicação reduz sensibilização; PENS modula sinal periférico em sequência planejada.
Déficit progressivo muda a urgência
Fraqueza em progressão, perda sensitiva importante, alteração esfincteriana ou suspeita de lesão estrutural pedem investigação antes da modulação.



