Um guia detalhado baseado em evidências sobre um dos tratamentos regenerativos mais eficazes para a dor lateral crônica do quadril, explicando a ciência, os resultados e o processo de recuperação.
Por Dr. Marcus Yu Bin Pai, PhD, Médico Fisiatra e Especialista em Dor Crônica
Introdução: Entendendo a Dor Lateral do Quadril
A dor persistente na lateral do quadril é uma queixa comum que pode limitar atividades simples, como caminhar ou dormir de lado. Essa condição, frequentemente diagnosticada como bursite trocantérica, afeta aproximadamente 15 a 20% da população adulta em algum momento da vida.
Por anos, as opções de tratamento limitaram-se a repouso, medicamentos anti-inflamatórios e, em casos persistentes, cirurgia. No entanto, a última década trouxe avanços significativos.
A terapia por ondas de choque extracorpóreas (ESWT) emergiu como uma opção terapêutica eficaz, minimamente invasiva e baseada em evidências. Este artigo explica essa condição complexa e descreve, com detalhes técnicos, como essa tecnologia pode promover a recuperação.
A Dor em Números: Impacto Epidemiológico
No Brasil, problemas no quadril são a terceira maior causa de consultas em ortopedia. A síndrome da dor trocantérica (que engloba a bursite) responde por cerca de 20% desses casos. É quatro vezes mais comum em mulheres, principalmente entre 40 e 60 anos, e está associada a atividades repetitivas e desequilíbrios musculares.
O Diagnóstico: Para Além da “Bursite”
O termo “bursite” refere-se à inflamação de uma bursa, uma pequena bolsa cheia de líquido que funciona como amortecedor entre tendões, músculos e ossos. No entanto, focar apenas nela é um erro comum.
Uma Condição de Múltiplos Componentes
Os especialistas atualmente preferem o termo “Síndrome da Dor Trocantérica” ou “Tendinopatia Glútea”, pois o problema raramente é isolado. Geralmente, envolve uma combinação de:
- Tendinopatia dos glúteos médio e mínimo: Degeneração e microlesões nos tendões que estabilizam o quadril durante a marcha.
- Bursite trocantérica: Inflamação secundária da bursa, resultante do atrito crônico dos tecidos.
- Fascite da banda iliotibial: Irritação do tecido fibroso (fáscia) que percorre a lateral da coxa.
Uma analogia útil é pensar no quadril como um sistema de polias. O osso (trocânter) é a polia, os tendões glúteos são os cabos, e a bursa é o lubrificante. Quando os cabos estão desgastados e mal tensionados, a polia range e o lubrificante fica irritado, gerando dor em todo o sistema.
🩺Pérola Clínica do Dr. Marcus Yu Bin Pai
“Tratar apenas a ‘bursite’ com infiltrações repetidas de cortisona é um equívoco. Embora ofereçam alívio rápido, os corticoides não tratam a causa principal – a degeneração do tendão. Em excesso, podem inclusive enfraquecê-lo. Nosso foco deve ser na regeneração do tecido tendíneo, não apenas no controle da inflamação.”
Impacto Funcional e na Qualidade de Vida
A dor começa tipicamente como um incômodo ao deitar sobre o lado afetado. Progride para dor ao caminhar, subir escadas ou ficar em pé por longos períodos.
O impacto funcional é significativo, levando muitas vezes à interrupção de exercícios, distúrbios do sono e limitação de atividades sociais, com impacto na qualidade de vida comparável a outras condições crônicas.
Autoavaliação: Você se identifica com estes sinais?
- Dor na lateral do quadril que piora ao pressionar a área.
- Dor que irradia para a parte externa da coxa, mas geralmente não passa do joelho.
- Dor ao levantar de uma cadeira, subir escadas ou iniciar a caminhada.
- Dor que perturba o sono, principalmente ao deitar sobre o lado afetado.
- Sensação de queimação ou pontada profunda na região.
- Rigidez matinal na lateral do quadril.
Se você marcou mais de 3 itens, uma avaliação clínica especializada é recomendada.
A Ciência por Trás das Ondas de Choque: Mecanismos Biológicos
A terapia por ondas de choque extracorpóreas (ESWT) utiliza pulsos acústicos de alta energia focados no tecido lesionado. Apesar do nome, a sensação durante o tratamento é de pequenos pulsos ou toques na pele.
Mecanismos de Ação: A Cascata de Cura
As ondas de choque não têm apenas um efeito mecânico. Elas desencadeiam uma série de respostas biológicas no tecido doente, promovendo a regeneração. Os principais mecanismos são:
- Neoangiogênese (Formação de Novos Vasos): As ondas estimulam a liberação de fatores de crescimento, como o VEGF (Fator de Crescimento Endotelial Vascular). Isso induz a formação de novos capilares, melhorando drasticamente o suprimento de sangue, oxigênio e nutrientes para o tendão degenerado, um fator crítico para sua recuperação.
- Ativação de Células Progenitoras: Elas estimulam a diferenciação de células-tronco mesenquimais e recrutam células responsáveis pela síntese de colágeno (fibroblastos) para o local da lesão, iniciando o processo de reparo.
- Fragmentação de Calcificações: Em casos de tendinite calcárea (depósitos de cálcio no tendão), as ondas de choque focadas geram forças de cisalhamento que desintegram essas calcificações, permitindo que o sistema imune as remova.
- Modulação da Dor (Hiperestimulação Analgésica): As ondas alteram a transmissão dos sinais de dor nas fibras nervosas periféricas (fibras C e A-delta) e promovem a liberação de substâncias analgésicas endógenas, como as endorfinas.
- Reorganização das Fibras de Colágeno: A energia mecânica promove um realinhamento mais organizado e funcional das fibras de colágeno no tendão, aumentando sua resistência à tração e elasticidade.
Diferença Técnica: Ondas de Choque Focadas vs. Radiais
Existem dois tipos principais de equipamentos terapêuticos:
- Ondas de Choque Focadas: Geradas por sistemas eletrohidráulicos, eletromagnéticos ou piezoelétricos. A energia converge em um ponto focal profundo (3-5 cm), ideal para atingir o trocânter e os tendões glúteos. É a modalidade com maior evidência científica para tendinopatias profundas.
- Ondas de Choque Radiais (Ondas de Pressão): Geradas por impacto pneumático. A energia se dispersa radialmente a partir da superfície da pele, sendo mais indicada para patologias superficiais. Para a síndrome trocantérica, as ondas focadas são geralmente preferidas.
Evidências Científicas e Taxas de Eficácia
A ESWT é respaldada por uma sólida base de evidências. Uma meta-análise de 2019 no *Journal of Orthopaedic Surgery and Research*, analisando 11 estudos de alta qualidade, concluiu que a ESWT é significativamente superior a placebo ou tratamentos convencionais para dor e função na tendinopatia glútea crônica.
Os estudos clínicos demonstram que 70% a 80% dos pacientes apresentam uma melhora clinicamente significativa (redução de mais de 50% na dor e melhora funcional) após um ciclo completo de tratamento. Os benefícios costumam se manter por 12 meses ou mais, especialmente quando associados a um programa de exercícios.
Mito vs. Fato
Mito: “Ondas de choque são um tratamento experimental.”
Fato: A ESWT é aprovada pela ANVISA, FDA e outras agências para diversas indicações musculoesqueléticas. Sua base de evidências é classificada como Nível I (Alta) para condições como tendinite calcárea do ombro e fascite plantar, e como Nível II (Boa) para a tendinopatia glútea, conforme diretrizes internacionais.
Diagnóstico Diferencial: Excluindo Outras Causas de Dor
Um diagnóstico preciso é fundamental, pois outras condições podem simular a dor da bursite trocantérica. Confundi-las pode levar a tratamentos ineficazes.
Condições que Podem Imitar a Dor Trocantérica
- Radiculopatia Lombar (ex.: Hérnia de Disco): A compressão de uma raiz nervosa na coluna pode causar dor referida no quadril. A diferença principal é que a dor radicular frequentemente irradia abaixo do joelho, associando-se a formigamento ou fraqueza, e é afetada por movimentos da coluna vertebral.
- Osteoartrose do Quadril (Coxartrose): Afeta a articulação principal do quadril. A dor é tipicamente localizada na virilha (inguinal) e piora com a rotação interna da perna. É confirmada por alterações específicas no raio-X.
- Fratura por Estresse do Colo do Fêmur: Condição séria, comum em atletas ou pessoas com osteoporose. A dor é profunda, piora progressivamente com a carga e pode não ser visível em raio-X inicial, exigindo ressonância magnética ou cintilografia óssea.
- Impacto Femoroacetabular (FAI): Anormalidade no contato entre o fêmur e o acetábulo. Pode causar dor na virilha e lateral do quadril, muitas vezes associada a estalidos ou sensação de bloqueio.
🩺Pérola Clínica do Dr. Marcus Yu Bin Pai
“Nosso protocolo de avaliação inicia-se com uma história clínica detalhada e exame físico com testes ortopédicos específicos (como o teste de resistência do glúteo médio). O diagnóstico da síndrome da dor trocantérica é primariamente clínico. A ultrassonografia musculoesquelética dinâmica é nossa ferramenta de imagem preferida para confirmação, permitindo visualizar em tempo real o espessamento da bursa, alterações no tendão e excluir outras patologias, sem expor o paciente à radiação.”
🚨Sinais de Alerta que Requerem Avaliação Médica Urgente
- Dor intensa e súbita no quadril após um trauma (queda, acidente).
- Incapacidade de apoiar o peso sobre a perna afetada.
- Febre, calor ou vermelhidão local associados à dor.
- História pessoal de câncer e surgimento de nova dor óssea.
- Perda de peso não intencional significativa.
Estes sintomas podem indicar condições mais graves como fraturas, infecções ou neoplasias.
O Cenário de Tratamentos: O Papel das Ondas de Choque
O tratamento é escalonado, de acordo com a gravidade e duração dos sintomas.
Espectro das Opções de Tratamento
1. Medidas Conservadoras Iniciais
O que inclui: Repouso relativo (evitar atividades de impacto), crioterapia (gelo), correção postural e medicamentos analgésicos/anti-inflamatórios.
Eficácia: Podem controlar sintomas leves ou agudos, mas não tratam a causa subjacente (degeneração tendínea).
2. Fisioterapia e Reforço Muscular
O que inclui: Exercícios excêntricos e concêntricos para glúteos médio e mínimo, alongamento da banda iliotibial, fortalecimento do *core* (abdômen e lombar). É a base de qualquer tratamento duradouro.
Limitação: Em casos de dor crônica intensa, o paciente pode não tolerar os exercícios necessários para o reforço.
3. Terapias de Bioestimulação: Ondas de Choque
Indicação Ideal: Casos crônicos (mais de 3 meses) que não responderam adequadamente à fisioterapia isolada. Atua como um “catalisador” biológico, criando um ambiente favorável para a regeneração tendínea e permitindo que a fisioterapia seja mais eficaz e menos dolorosa.
Protocolo Típico: 3 a 5 sessões, com intervalo de 5 a 7 dias entre elas. Não requer anestesia. A sensação é de pulsos ritmados na pele, com intensidade ajustável.
4. Infiltrações Guiadas por Imagem
Opções: Corticosteroide (potente anti-inflamatório), anestésico local, ou Plasma Rico em Plaquetas (PRP). Aplicação precisa guiada por ultrassom.
Considerações: O corticoide oferece alívio rápido, mas é temporário e pode enfraquecer o tendão com aplicações repetidas. O PRP é uma terapia biológica promissora, com evidências em crescimento, mas de custo mais elevado.
5. Procedimentos Cirúrgicos
Tipos: Bursectomia (remoção da bursa), liberação da banda iliotibial, reparo ou desbridamento (limpeza) do tendão glúteo.
Indicação: Reservada para a minoria de casos refratários que não responderam a pelo menos 6-12 meses de tratamento conservador bem conduzido.
💡Ponto-Chave: Sinergia Terapêutica
As ondas de choque não substituem a fisioterapia. Elas são uma terapia adjuvante poderosa. Seu principal valor está em interromper o ciclo da dor crônica e criar um ambiente biológico favorável (com melhor vascularização e ativação celular) para que o tendão responda aos estímulos mecânicos do exercício terapêutico.
A Jornada do Paciente: O que Esperar do Tratamento
É fundamental ter expectativas realistas. A recuperação é um processo biológico que leva tempo.
Linha do Tempo Realista da Recuperação
Fase 1: Sessões de Tratamento (Semanas 1-4)
O que acontece: Realização de 3 a 5 sessões, com intervalo semanal. Cada sessão dura 10-15 minutos.
Sensação: Pulsos ritmados na pele. É comum e esperado um aumento temporário da dor local nas 24-48h seguintes, o que faz parte da resposta inflamatória desejada para iniciar a cura.
Fase 2: Resposta Inicial (Semanas 4-8)
O que acontece: Os processos de neoangiogênese e reparo celular estão ativos. A fisioterapia torna-se mais tolerável.
O que esperar: A maioria relata redução de 30-50% na dor, especialmente a noturna. Melhora na capacidade de realizar exercícios de fortalecimento.
Fase 3: Consolidação (Meses 2-4)
O que acontece: Remodelação e maturação do novo tecido tendíneo. Fortalecimento muscular progressivo.
O que esperar: Alívio de 70% ou mais na dor. Retorno gradual a atividades de impacto moderado (caminhadas longas, natação, ciclismo). A adesão ao programa de exercícios em casa é crucial.
Fase 4: Manutenção (Meses 6 em diante)
O que acontece: Foco na prevenção de recidivas através da manutenção da força muscular. O tendão está mais resiliente.
Realidade: É normal haver variações (altos e baixos), especialmente após esforços incomuns. O objetivo é a funcionalidade plena com dor mínima ou ausente.
⚠️Transparência: Efeitos Colaterais e Contraindicações
A ESWT é segura quando realizada por profissional qualificado, mas possui efeitos adversos possíveis e contraindicações.
Efeitos colaterais comuns (transitórios):
- Vermelhidão, hematoma leve ou edema no local da aplicação (resolvem em poucos dias).
- Aumento temporário da dor nas 24-48h pós-sessão.
- Formigamento passageiro.
Contraindicações absolutas: Aplicação sobre tumores malignos, infecção ativa na área, gestação, distúrbios graves de coagulação (ex.: hemofilia) ou uso de anticoagulantes em dose terapêutica plena (ex.: Varfarina), presença de marca-passo cardíaco na área de tratamento.
Contraindicações relativas (avaliação cuidadosa): Diabetes descontrolada, neuropatias periféricas, epífises de crescimento aberto em jovens, aplicação sobre implantes metálicos.
A Abordagem Multidisciplinar da Clínica Dr. Hong Jin Pai
Tratar uma tendinopatia crônica exige mais do que um procedimento isolado. As ondas de choque são integradas a um plano personalizado e multidisciplinar.
Nossa avaliação considera diversos fatores:
- Avaliação Biomecânica Detalhada: Identificamos a causa da sobrecarga: fraqueza do *core*, discrepância no comprimento das pernas, alterações na pisada? A fisioterapia especializada é fundamental.
- Prescrição de Exercícios Personalizados: O protocolo é ajustado semanalmente, baseado na resposta e tolerância do paciente, focando em exercícios excêntricos para os glúteos.
- Terapias Complementares Sinérgicas: Podemos associar as ondas de choque a outras modalidades, como Laser de Alta Intensidade (HILT) para maior efeito anti-inflamatório e analgésico, ou Dry Needling para liberação de pontos-gatilho musculares.
- Foco na Funcionalidade: Nosso objetivo final é a recuperação da capacidade de realizar atividades significativas para o paciente, da caminhada no parque à prática de esportes.
🩺Pérola Clínica do Dr. Marcus Yu Bin Pai
“Uma paciente, professora de 58 anos, chegou à clínica usando bengala após falha em duas infiltrações de cortisona. A fisioterapia era muito dolorosa. Identificamos uma severa tendinopatia do glúteo médio e fraqueza muscular. Após a terceira sessão de ondas de choque focadas, ela conseguiu realizar exercícios de fortalecimento sem dor intensa pela primeira vez em um ano. As ondas de choque ‘prepararam o terreno’ biológico, permitindo que ela se engajasse ativamente na reabilitação. Em três meses, ela retomou suas caminhadas diárias sem auxílio.”
✅Sinais de um Prestador de Serviço Qualificado
- Realiza avaliação clínica detalhada antes de indicar o procedimento.
- Utiliza guia por imagem (ultrassom) para aplicação precisa no tendão, não apenas na bursa.
- Integra o procedimento a um plano de reabilitação estruturado com fisioterapia.
- Explica de forma realista benefícios, riscos, tempo de recuperação e custos.
- Trabalha em colaboração com uma equipe multidisciplinar.
Perguntas Frequentes (FAQs) Expandidas
1. As ondas de choque são cobertas pelos planos de saúde?
A cobertura é variável. Alguns planos cobrem para indicações específicas (como litíase renal), mas não para tendinopatias. Outros podem autorizar mediante relatório médico detalhado que comprove o fracasso de tratamentos convencionais. Nossa equipe auxilia na verificação de cobertura e elaboração da documentação necessária para solicitação.
2. Quantas sessões são necessárias e qual o intervalo?
O protocolo padrão para tendinopatia glútea consiste em 3 a 5 sessões, com intervalo de 5 a 7 dias entre elas. Este intervalo permite que a resposta inflamatória local (parte do processo de cura) de uma sessão se resolva antes da próxima aplicação, otimizando o efeito biológico.
3. Posso fazer atividades físicas durante o tratamento?
Sim, com moderação e orientação. Recomendamos suspender atividades de alto impacto (corrida, salto) que desencadeiem dor significativa durante o ciclo de sessões. No entanto, é crucial manter os exercícios de fisioterapia prescritos, mesmo que com carga reduzida. O retorno ao esporte é gradual, guiado pela ausência de dor e pelo fisioterapeuta.
4. E se o tratamento não funcionar para mim?
A taxa de resposta positiva é de 70-80%. Na ausência de melhora após um ciclo completo e adesão à fisioterapia, reavaliamos o diagnóstico e investigamos fatores perpetuantes (ex.: compressão nervosa associada, desequilíbrios severos). As próximas opções podem incluir uma infiltração guiada com Plasma Rico em Plaquetas (PRP) ou uma avaliação por ressonância magnética. A cirurgia é considerada apenas em último caso.
5. Há risco de a dor piorar permanentemente?
Não há relatos na literatura de dano tecidual irreversível ou piora permanente causada por ondas de choque aplicadas dentro dos parâmetros de segurança. A piora temporária nas 48h pós-sessão é comum. Dor prolongada pode estar associada a técnica inadequada ou, mais frequentemente, a um diagnóstico inicial incorreto.
6. Posso fazer ondas de choque se já operei o quadril?
Sim, desde que os tecidos estejam completamente cicatrizados (geralmente após 6-12 meses da cirurgia). A ESWT pode ser útil para tratar dores residuais por tendinopatia. A aplicação sobre próteses metálicas é uma contraindicação relativa; requer avaliação cuidadosa e ajuste dos parâmetros de energia.
Conclusão: Retomando o Movimento sem Dor
A síndrome da dor trocantérica, particularmente na sua forma de tendinopatia glútea, é uma condição tratável. A dor crônica no quadril não precisa ser uma sentença de limitação permanente.
A terapia por ondas de choque focadas representa um avanço significativo no tratamento não cirúrgico. Oferece um caminho baseado em evidências para estimular a regeneração do próprio corpo, com alto perfil de segurança e resultados duradouros quando integrada a um programa de reabilitação adequado.
O caminho para o alívio sustentável inicia-se com um diagnóstico preciso, depende de um planejamento terapêutico personalizado e exige uma parceria ativa entre paciente e equipe de saúde.
Na Clínica Dr. Hong Jin Pai, combinamos tecnologias de ponta, como as ondas de choque focadas, com uma avaliação multidisciplinar profunda da medicina da dor e fisiatria. Nosso objetivo é traçar o plano mais eficaz para cada indivíduo, sempre com foco na recuperação da funcionalidade e da qualidade de vida.
Próximos Passos e Recursos
Para se preparar para uma consulta especializada:
- Anote a história detalhada da sua dor: início, fatores de melhora e piora.
- Liste todos os tratamentos anteriores e sua resposta a cada um.
- Reúna seus exames de imagem (raios-X, ultrassom, ressonância).
- Defina suas metas funcionais específicas (ex.: voltar a caminhar 30 minutos).
Leitura Recomendada: O site da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) oferece materiais confiáveis. Para profissionais, as diretrizes da International Society for Medical Shockwave Treatment (ISMST) são a referência técnica.
Se você busca uma avaliação integrada para dor crônica no quadril, nossa equipe multidisciplinar está à disposição.
Clínica Dr. Hong Jin Pai | Al. Jau 687 – São Paulo – SP | WhatsApp: (11) 99160-4480
“O objetivo da medicina da dor não é apenas eliminar um sintoma, mas devolver ao paciente a autonomia sobre seu corpo e sua vida. A tecnologia é uma ferramenta poderosa, mas a verdadeira cura vem da combinação entre ciência, cuidado individualizado e a participação ativa do paciente em sua recuperação.” – Dr. Marcus Yu Bin Pai.
Agendamento e Avaliação na Clínica Dr. Hong Jin Pai
Oferecemos avaliação especializada em dor crônica com o Dr. Marcus Yu Bin Pai. A consulta inclui diagnóstico detalhado e discussão sobre a indicação e o planejamento de um tratamento personalizado, que pode incluir PENS e outras modalidades integrativas.
Endereço: Al. Jau 687 – Jardim Paulista, São Paulo – SP.
Para mais informações ou para agendar uma consulta, entre em contato pelo WhatsApp: (11) 99160-4480.